Sonhos sinceros (e agora, reais)

Em Trabalho por Marcelo Masili em 12/November/2008

Arte original, como prometido…

[x] Uma capa de cd;
[ ] Uma capa de livro;
[ ] Ilustrar um livro infantil.E sabe meu amigo, esse tipo de lista cada pessoa devia levar bem a sério como as coisas a serem alcançadas durante a vida. Eu lembro muito bem que meu primeiro trabalho impresso foi um ímã de geladeira. E mais ou menos dez anos depois imprimiram o primeiro outdoor com uma arte que eu fiz.

Portanto, candidatos aos outros 2 itens dessa lista, estou aqui. Feliz, orgulhoso pra cacete e pronto pros novos desafios que virão pela frente. E enquanto isso, eu penso nos 3 próximos que ocuparão os lugares dessa primeira parte dos desafios da minha vida…

——————– o CD ——————–

Resolvi comprar o cd sob risco de receber futuramente um de presente e ter uma peça em dobro na minha coleção, mas como quem fez fui eu, não ligo. O CD homônimo de Renato Godá é sim competente, com claríssima influência de Tom Waits e adjacentes. A produção é BEM competente e os arranjos enchem os ouvidos. Os vocais do rapaz são dignos de ressalva, e fica a impressão de que o pub nos recebe com a devida boemia prometida. Das músicas, meu destaque pessoal vai pra Kamikaze (que é a música de trabalho apresentada no Programa do Jô quando do lançamento do cd, e Démodé, cujo arranjo é de fato o mais gostoso de todo o disco. O ponto fraco, pelo menos pra mim, são as poucas sete faixas do álbum, número insuficiente para que uma obra de fato se concretize e emplaque. Vinte minutos de música nunca deixaram nenhum público satisfeito, ainda mais com um material bom como o referido. Ao menos os 46 minutos clássicos das bolachas de vinil seriam muito bem-vindos… ficar na vontade de mais um pouco nunca foi bom, e nunca será…

Umas linhas sobre a (minha) vida

Em Umbigo por Marcelo Masili em 9/November/2008

De certa forma sair pra trampar em casa e arriscar de verdade alguma coisa nessa vida foi uma grande bola dentro. Me livrar dos problemas alheios pra cuidar dos que são só meus é coisa que todo mundo deveria experimentar um dia. É turbulento, é instável e é uma emoção só. Mas é gostoso, e muito mais gostoso é você ser o maior responsável pelo seu trabalho, pelos seus clientes e pelo resultado oferecido - além da enorme vantagem de se poupar de ouvir aquelas besteiras que só o seu chefe é capaz de proferir (se ele é daquele grupo dos profetas, dos sábios ou dos gurus, você sabe do que eu estou falando).

Têm sido dias bem divididos entre o trabalho, o coração, parte da família e alguns outros projetos. O trabalho não vem faltando, graças a Deus, e os resultados vêm sendo melhores do que o esperado. O coração, devidamente maltratado por toda aquela lista de nomes de anos e anos de decepção, agora é devidamente calejado e cuidado com o devido carinho pela ex-amiga que será a futura esposa. Eu acho que tanta porrada serviu pra que quando chegasse quem de fato deveria cuidar do dito, eu pudesse valorizar com a devida atenção cada pedacinho de cada gesto, e hoje eu estou devidamente realizado, feliz e completo com ela. A família é aquilo de sempre, e isso em nada interessa aos outros. Os projetos eu encaminho com quem de fato estiver envolvido em cada um deles.

Mas no geral, vale registrar um bom momento. Sim, este blog deixou de ser o espaço umbigo extended para dar espaço a outras diversas coisas que sim, eu gosto, e que sim, acho que são discutíveis por aí. Minha vida deixou de ser, mas mesmo assim vez ou outra vale citar alguma coisa. Principalmente coisas boas, que a gente gosta de dividir com quem está por perto.

Uma estrela justa. As maiores, a partir de 2009…

Em Futebol por Marcelo Masili em 8/November/2008

Hoje o Corinthians foi campeão brasileiro da segunda divisão. Confesso: não assisti ao jogo, e as únicas cenas que eu de fato vi foram as da comemoração do título. E pelo que vi, apesar da evidente - e merecidíssima - alegria, a festa de fato aconteceu no jogo contra o Ceará.

E creio que assim como eu, todo o restante da torcida enxergou a coisa da mesma forma. Nossa alegria está em recuperar aquilo que nós mesmos perdemos: a competência de disputar de igual para igual com equipes da mesma grandeza, e no alto nível que se espera do time mais popular do país (desculpe Flamengo, mas é verdade - TORCIDA é a nossa). E ver o Timão levando a sério a competição mostra que adversário fácil é você quem faz. Nós fizemos, e essa segundona foi uma baba. E quando aconteceu o acesso, foi bom deixá-la um pouco de lado, pois o título em si seria apenas a coroação de um trabalho bem feito, mas funcionaria muito mais como uma formalidade do que necessariamente com a devida glória que acompanha as conquistas.

Fizemos a nossa parte. E a torcida acredita que a mudança de divisão serviu pra trazer de volta a raça, mas principalmente a vergonha na cara de que pra vestir o manto o cara tem que merecer estar ali. Fechamos 2008 com uma evolução evidente, desde a quinta posição no paulistão (no início dos trabalhos, ainda recuperando a coragem e com o elenco quase que totalmente renovado), com o vice na Copa do Brasil (graças à arbitragem coronelista e à nossa amaciada, que serviu de lição pro Brasileirinho) e com o grand finale de hoje.

Divirtam-se nas férias, porque ano que vem voltaremos com tudo. Se Deus, São Jorge e a Fiel quiserem. Até 2009, eternamente, com o campeão dos campeões.

Os verdadeiros Simpsons

Em TV por Marcelo Masili em 7/November/2008

Melhor que a MTV daqueles tempos…

Em F1 por Marcelo Masili em 5/November/2008

Extraído do blog do Fábio Seixas, mas também disponível no blog do Capelli (duas referências no mundo da F1), um clipe excelente, divertidíssimo, e que traz um pouco de Rubinho chorando, de Rubinho palhaço (e esse é sempre muito bom), de Sebastian Vettel cantando os ídolos da sua geração, de Hamilton ultra-simpático, de um monte de comédia dos bastidores da categoria…

…e de uma performance INIGUALÃVEL, ÚNICA e ABSOLUTA do eterno mestre David Hasselhoff Coulthard. E que feliz foi a mixagem desse clipe, que traz sim muita da emoção dessa coisa que vicia. Esbaldem-se:

Nosso novo rockstar

Em Mundo por Marcelo Masili em 5/November/2008

E ao que todos dizem, Obama venceu. Sim, pois os americanos não possuem um órgão público designado à apuração oficial dos dados da eleição - um TSE da vida, sendo que toda a apuração continua a cargo dos meios de comunicação - erro já ocorrido na eleição de George W. Bush e cujo qual eles insistem em não corrigir. Portanto, sabemos todos, a eleição já estava ganha antes mesmo de começar, e a “apuração” simplesmente sacramenta o que as pesquisas apontavam.

Nós, que temos por escrito em nosso Código Civil o princípio da boa-fé, acreditamos em tudo, e sendo assim, analisemos o quadro geral em cima do que já é fato e não mais suposição:

Obama passa a imagem da esperança, do progresso e da renovação que os Estados Unidos há 8 anos já não possuem, desde a saída de Bill Clinton da Casa Branca - outro revolucionário que trouxe muito mais do que tirou ao país. Porém, Obama é mais jovem, é negro e aparenta ter uma atitude muito mais agressiva do que W. Bush no que diz respeito às ações sociais, e mais branda quanto ao pensamento militar. Em outras palavras: aparenta ser a chance de acabar com esse estado caótico e guerrilheiro instaurado no país, e que ninguém mais aguenta - nem mesmo McCain, que quis durante toda a sua campanha manter distância de seu companheiro de partido, e hoje chefe da nação.

A euforia mundial tem sim fundamento: qualquer mudança na maior potência mundial parece ser providencial. E se essa mudança acontece sob a imagem de um novo líder, jovem, com ascendência do continente mais pobre e necessitado do mundo, e cuja esposa é imagem e semelhança da primeira-dama mais influente da História, é justificável sim todo o barulho.

Fica a expectativa do que de fato Barack é capaz. Espera-se que a crise mundial instaurada com o colapso bancário americano seja guiada com muita calma e o diálogo com o restante do mundo seja feito de forma muito mais eficaz do que é feita hoje em dia com o babuíno de terno. Creio que da mesma forma, o militarismo republicano dê espaço a esse mesmo diálogo, e que a situação de conflito e paranóia yankee sejam substituídos por negociações inteligentes e justas para todos. E o mais importante, e que ao menos ao Brasil esse tipo de notícia parece não ter grande difusão caso de fato se confirme, que o auxílio e suporte a países em desenvolvimento e - mais ainda - ao seu continente agonizante, enfim surtam algum efeito mais consistente e promissor.

Acho que isso não é esperança, e sim um desejo. Que se espera de qualquer pessoa que possua o poder que Obama já possui, e poderá exercer a partir do início do ano que vem. A postura respeitosa entre candidatos de situações opostas como McCain e Obama deveria servir de exemplo a imbecis como Marta Suplicy e companhia, bem como o modelo de votação e lisura na apuração das eleições brasileiras deveria ser copiada não só pelos EUA como pelo mundo todo.

Enfim, é a tal democracia, dando mais um suspiro principalmente hoje, por todo o globo. Já sonhei mais com um mundo melhor, e sabemos que o presidente do mundo é aquele homem que habita uma mansão em Washington. Hoje em dia sou um pouco mais pragmático… mas não recuso esses lampejos de esperança que se espalham por todos. Torço para que algo de melhor aconteça. E principalmente, creio que uma liderança negra no país mais influente do planeta pode ser sim a grande mudança que de médio a longo prazo possa afetar a humanidade. Pro bem, e pra sempre.

P.S.1: E desde manhã estou lendo declarações apaixonadas de pseudo-influentes virtuais a esmo, fazendo juras de amor a Obama e apostando todas as fichas na era da mudança. Uma cambada de babaca, diga-se de passagem, pois estão suspirando por Obama sem discutir sequer uma linha sobre sua postura, suas posições ou sua inexperiência. O mundo não caiu em 11 de setembro, crianças. Caiu quando a vitória democrata foi roubada de Al Gore pelo priminho de Bush John Ellis, que trabalhava na Fox News. E aí, o filho do guerrilheiro George pai jogou o saco de lixo no quintal do Iraque depois de um ataque idêntico ao que o mesmo pai fazia aos montes ao Oriente Médio (sim, poque os americanos não são coitadinhos coisa nenhuma, lembrem-se disso). As análises super inteligentes desses gurus me torram e não é de hoje. E até os suspirinhos apaixonados das crianças têm o embasamento histórico de uma criança de 5 anos que acabou de decorar a cartilha.

Geeks com vida social nula não podem opinar sobre política mundial. Ainda mais porque, aposto, evolução para eles se baseia no novo widget multiracial que a Apple pode lançar com a eleição de Obama. O carisma de fato faz milagres.

P.S.2: Em relação ao design, foi a campanha mais bonita que eu já vi. Ou você se lembra de ter visto em algum momento dos tempos modernos pôsteres tão bonitos como esses?

Aos muitos que chegaram só agora, a Formula 1 2008 foi assim…

Em F1 por Marcelo Masili em 4/November/2008

Um apanhado geral sobre a temporada 2008 de Formula 1 - falando de pilotos, equipes, desempenho e resultados. Sim, porque eu gostei de falar sobre o assunto por aqui e pretendo fazer isso com mais frequência a partir do ano que vem. Ilustrei com fotos para os menos entendidos terem uma visualização mais simplificada. Vamos lá:

FERRARI - em relação ao carro, creio que houve sim um avanço quanto ao modelo de 2007, que apesar da velocidade, variava demais de pista pra pista. As variações diminuiram, e por consequência o que fez a diferença de fato foram os pilotos. Quanto à organização, que falta faz o Jean Todt. Massa que o diga.

Kimi Raikkonen - Decepcionante. Inferior ao companheiro de equipe sempre que estiveram em condições semelhantes. Muito pouco para um campeão mundial, lembrando a apatia de pilotos como Damon Hill.

Felipe Massa - Aos que duvidavam dele, a resposta foi dada com o vice-campeonato. Porém, se precipitou no início da temporada e perdeu pontos que lhe dariam o título ao final do ano. Depois das duas primeiras provas, foi impecável dos treinos à corrida. Concorre ao título em 2009 com toda a certeza.

BMW - Vinha bem até o GP do Japão. Depois sumiu, o que é inaceitável para uma equipe que está a um passo de se tornar grande. Esse passo está para ser tomado já faz dois anos, e esperar mais um pode fazer dela a nova Jordan. Ou evolui de vez em 2009 ou vira eterna promessa.

Nick Heidfeld - Consta, e nada mais. É um bom segundo piloto, mas mesmo pontuando quase sempre, nunca ameaça.

Robert Kubica - Pilotásso. Técnico, maduro e muito rápido. Se a BMW não colocá-lo na briga, eu creio que alguma outra equipe o faça em 2010. É dos talentos mais evidentes dessa nova geração.

RENAULT - Flavio Briatore não é bobo, e o carro surpreendeu a todos, apesar do início de temporada pífio. A evolução foi rápida e constante, e ao final do ano mostra-se uma das potenciais equipes a ascender em 2009. Ainda deve figurar entre as promessas, mas com chances reais de roubar pontos preciosos de Mclaren e Ferrari, com mais frequência do que já fez este ano.

Fernando Alonso - É bicampeão mundial, e faz por onde. Ao contrário de Raikkonen, mostra o quanto sabe espremendo tudo o que o carro pode oferecer, e dando seu tempero. Eterno candidato ao título, e se o carro evoluir ainda mais briga ano que vem.

Nelsinho Piquet - Primeiro ano bisonho. Tem a cruz de viver sob o nome do pai, que é gênio, e correr ao lado de outro talento - ou seja, vai pagar pela herança genética e pela competição interna inevitavelmente. O primeiro ano de Massa também foi medíocre. Mas ao contrário de Felipe, não aparentou nenhum tipo de evolução. Pode virar abacaxi, assim como Christian Fittipaldi em outros tempos.

WILLIAMS - É a nova Lotus. Vai sumir daqui a alguns anos se nada for feito imediatamente. Difícil fazer uma análise de uma equipe que só anda lá atrás.

Nico Rosberg - Surgiu como promessa, e tem talento. Mas guia um calhambeque.

Kazuki Nakajima - Esse, espera-se que NÃO siga a herança genética. Aparentemente compromete menos do que muitas moscas verdes que habitaram os cockpits mais baratos da F1 nos últimos anos, principalmente na falecida Minardi. Mas não dá pra esperar muita coisa.

RED BULL - Encabeça o pelotão intermediário. Dinheiro não falta, e sabe-se que onde a empresa coloca o dedo brotam dólares. Mas precisa de pilotos mais competentes, porque com os dois playboys de 2008 foi figurante…

David Coulthard - Fez o dele. Ou seja, divertiu a audiência. O bobo da corte deixará saudades.

Mark Webber - O “Mr. Treino” nem nisso impressionou este ano. Continuará na F1, e quando sair ninguém sequer vai notar. E esse cara já foi disputado por equipe grande, correu na Williams quando ela ainda era uma equipe grande, mas…

TOYOTA - É a que está um passo atrás da BMW, ou seja, não é grande, mas que pontua mais do que as médias. Entretanto, eu creio que isso se deva à regularidade de seus pilotos - que também são médios. Enfim, não emociona. Mas rouba uns pontinhos que fazem diferença. E às vezes, decidem campeonatos.

Jarno Trulli - Um cara rápido, que na minha opinião merecia dividir o cockpit da BMW com Kubica. Tem talento que está um pouco além do carro - e se o carro melhorar um pouquinho, quem sabe ele não belisca uns pontinhos a mais?

Timo Glock - Mais um segundo piloto. E azarão. E nada mais.

TORO ROSSO - Olha… se continuar com o motor Ferrari e com o Adrian Newey projetando esse carro, corre o sério risco de roubar assumidamente o lugar da co-irmã como equipe principal. Vai incomodar MUITO em 2009 se evoluir como vem evoluindo.

Sebastien Bourdais - A prova viva de que campeões da Formula Indy não valem nada na Formula 1 se não tiverem um carro bom. E nenhum deles sabe desenvolver o carro, tornando-se cada vez mais reclamões e medíocres. Né, Villeneuve?

Sebastian Vettel - Fez pole, ganhou em Monza na chuva de ponta a ponta, e ultrapassou Hamilton tambpem sob chuva a 3 voltas do inglês ganhar o título em São Paulo. Não precisa dizer mais nada. Já está batizado, e vai pras cabeças muito em breve. É aposta.

HONDA - É o São Caetano da Formula 1.

Jenson Button - Um talento desperdiçado.

Rubens Barrichello - Ainda beliscou um pódio com essa ximbica. É o Riccardo Patrese dos novos tempos, sem dúvida. Foi um azarado, e assim será até sair da F1. E eu gosto dele correndo. Falando, já são outros quinhentos…

SUPER AGURI - Fuéééééééééé…

FORCE INDIA - É uma equipe engraçada. Onde não falta dinheiro, e nem piloto. Pro ano de estréia, andou por diversas vezes na frente da Honda (que marcou 14 pontinhos) e mesmo assim não pontuou. Só por sobreviver ao circo, deve crescer em 2009. Mas não muito.

Adrian Sutil - Faz número.

Giancarlo Fisichella - Fará o papel de lombada, deixado por Coulthard. A sua maior qualidade é atrapalhar os outros, e como toda competição que se preze precisa de um jogador trapalhão, é sempre muito bem-vindo.

MCLAREN - Roubar os segredos da Ferrari fizeram bem à equipe, que aprendeu a fazer um carro mais constante (e que não quebra). Foi mais competente que a Ferrari nos boxes (contrariando a História de ambas as equipes), e vai muito forte pra 2009.

Lewis Hamilton - Campeão com méritos. Constante e bem mais equilibrado do que em 2007, ainda proporciona emoções de sobra ao torcedor inglês. Mas quebrou a maldição de 2007, e agora a responsabilidade é de campeão - diferente, talvez mais leve, mas mesmo assim muito grande. Não creio que obtenha metade dos títulos de Schumacher, mas será sim campeão mais vezes. Um excelente piloto.

Heikki Kovalainen - Mas pode chamar de Gerhard Berger também.

E mais uma vez, olha o alemão aí…

Em F1 por Marcelo Masili em 2/November/2008

Mas dessa vez, nosso irmão germânico tem o nome de Timo Glock, também conhecido como mais um ali no meio, ou Zé. E não adianta a gente chorar dessa vez, pois ele faz parte de uma equipe medíocre - a Toyota, que não emociona nem incomoda em 99% das vezes - que teve uma estratégia medíocre de andar com pneus lisos em asfalto molhado.

E Glock, bancando a Lu Patinadora, arremessou o troféu do Brasil pra Inglaterra a duas curvas do final da corrida. E quem torcia e se esgoelava torcendo pro Massa trazer o caneco pra cá passou da alegria aos palavrões instantaneamente.

Sorte de Hamilton, da McLaren, enfim. E não adianta a torcida brasileira (engrossada nessas últimas provas por uma euforia sobre o possível título de Felipe Massa em casa - fato que quem sabe poderia reacender a paixão do brasileiro pela Formula 1, e não deixá-la restrita a nós, fanáticos) reclamar de Timo Glock, o andarilho. Jogar a culpa no vizinho, até aquele momento inofensivo (e que diga-se de passagem, estava na dele e fez a corrida pra si mesmo até o momento que representou involuntariamente todos os que torciam pro Massa, pra Ferrari ou contra o Hamilton), é moleza. A equipe britânica foi sim mais competente durante o ano todo, e não cometeu as presepadas da Ferrari, principalmente nos GPs da Hungria e de Cingapura. Felipe Massa fez nas duas primeiras provas do ano o que Hamilton fez nas duas últimas do ano passado. Ambos pagaram caro, cada qual a sua hora. E coincidências do destino ou não, ambos perderam o título por 1 ponto ao final da temporada no GP do Brasil.

Claro que eu, brasileiro, ferrarista e Piquetista, estou espumando de ódio do Glock, e achando até que o Ron Dennis bateu um gancho lá nos boxes da Toyota na penúltima volta, oferecendo uma mala preta pro Glock “esquecer” de acelerar na Junção. Foi uma das vitórias mais frustrantes da História do automobilismo, ao menos pra nós, que vivemos ainda à sombra da morte de Ayrton Senna. A corrida em si foi um porre, e emoção mesmo só rolou durante a largada e nas últimas 5 voltas. Mas o título foi pro moleque que passou de promessa a realidade em simples dois anos. E como dizem por aí, para um campeão são necessárias três coisas: competência, oportunidade e sorte. Hamilton adquiriu a terceira ao deixar o título escapar ao final de 2007. E eu acho, Massa adquiriu a mesma coisa hoje. Para talvez, nos presentear em 2009.

E torcida, com certeza, não vai faltar.

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P.S.: Lembram do Coulthard? Alguém duvidava que o final da carreira dele seria assim?

Pois é. Nem eu.

David Coulthard - o último fanfarrão

Em F1 por Marcelo Masili em 31/October/2008

David Marshall Coulthard estreou na Formula 1 em 1994, numa tremenda roubada. Pilotando o carro de Ayrton Senna e sob a sombra de Nigel Mansell, o escocês/britânico recém-chegado teve desde o inícios olhos desconfiados rodeando seu capacete, com aquele emblemático X estampado. Na minha opinião, o X da dúvida que aos poucos tornou-se uma estatística da quantidade de adversários que ele eliminava por prova.

David é o último dos fanfarrões que hoje em dia habita os circuitos da categoria. Playboy, brincalhão, e ao que dizem, um extremo boa praça. Traços muito semelhantes a outro galã atemporal, e casado (obviamente) com uma (tremenda) brasileira, Coulthard é sem dúvida nenhuma um cara carismático. Porém, tantos elogios ficam somente ao plano pessoal, visto que no que se diz respeito à sua competência nas pistas, a coisa muda muito de figura. Quando o rapaz está à frente (na grande maioria das vezes, como retardatário), a expectativa por alguma trapalhada é inevitável. Espera-se de tudo com Coulthard na pista, menos o correto. E nesse aspecto, ele iguala-se sim a Mansell, craque em fazer besteira na hora mais inoportuna. Azar dos ingleses, que durante alguns anos tiveram que eleger como ídolo o insípido Damon Hill, enquanto nosso herói (então na Williams, e posteriormente na McLaren) figurava entre os azarões sortudos que por algum golpe do destino correm por equipes de ponta.

Até a estréia da RedBull Racing na categoria. E a facção esportiva da RB, como é de conhecimento geral, é espetacular quanto às ações de marketing. E qual não é a surpresa quando da escolha dos pilotos, surge o nome de DC entre os eleitos pela empresa? Nada mais óbvio. Afinal, quando não está pontuando, Coulthard arranja alguma forma de aparecer em absolutamente todas as provas. Normalmente, se envolvendo em algum acidente bizarro. Para a divulgação de uma marca, nada melhor (é a justificativa que pra mim justifica até hoje as chances a Satoru Nakajima, Gastón Mazzacane, e outras porcarias que pilotaram um F1 - além é claro, de milionários patrocinadores agregados - provavelmente todos com o mesmo propósito e com a mesma visão da RedBull)…

Fato é que este final de semana é o último deste mito nas pistas da categoria. David tem mais o que fazer, como curtir a vida, emprestar seu nome e carisma a causas sociais muito legais, e curtir a vida. Perdemos um pouco do show, pois é um trapalhão a menos a nos divertir nos finais de semana. Mas fica o mito, e mais uma referência para que no futuro outros bonachões, playboys e fanfarrões tenham em quem se espelhar na categoria mais charmosa do automobilismo. Fará muita falta. Boa sorte David… para o alto, e avante!

Momento mágicos de DC (clique para ampliar - sim, isso é novidade aqui no 3M!):

E aos que não conhecem as façanhas desse mito, fica um aperitivo de tudo o que perderam nessa última década e meia: do humor, da habilidade e da facilidade na negociação de ultrapassagens:

Abram o portão, porque NÓS VOLTAMOS

Em Futebol por Marcelo Masili em 26/October/2008

Ele precisava de vergonha na cara. De onze Carlitos, correndo e se jogando e não cansando e não desistindo nunca. De uma limpada na casa, nos caras de terno. De um chacoalhão no Departamento de Marketing. De mais súditos, pois Ele cresce nas dificuldades, e se multiplica entre os mais pobres e mais apaixonados por essa coisa chamada futebol. Ele precisava de mais gritos, de mais raça, de um retorno - às origens, àquilo que de fato ele sabe fazer, que é emocionar e fazer qualquer coração ir ao limite e testar sua resistência.

Ele, meu amigo, é O CORINTHIANS.

Que foi pra onde merecia, se organizou e entendeu que essa camisa só veste quem merece. E voltou, sem virada de mesa (porque nós somos paulistas, não somos cariocas), atropelando a tudo e a todos em todo canto do Brasil. Demos show, fizemos festa. E voltamos, porque aqui é sim o nosso lugar.

Obrigado Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Elias, Cristian, Douglas, Morais, Dentinho, Herrera e Mano. Vasco, a vaga já está aberta. A série A volta a ser a elite do futebol em 2009.

É O TIME DO POVO. É O CORINGÃO.

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