Mostrando a cara…
…e de uma forma pra lá de digna. Agradecendo publicamente à Van, que me colocou no rolo e fez com que minha cara fosse parar na capa de uma das maiores revistas sobre música de todo o mundo. A partir dos 1:31…
“Music. See what it’s made of.â€
Advertising Agency: AlmapBBDO, Sao Paulo, Brazil
Executive Creative Director: Marcello Serpa
Creative Directors: Dulcidio Caldeira, Luiz Sanches
Art Directors: Marcos Medeiros, Danilo Boer
Copywriter: Andre Kassu
Illustrator: Marcos Kotlhar
Você percebe que está ficando velho quando…

…o moleque de um ano e oito meses a menos, que vivia saindo ao seu lado nas fotos de infância com aquele cabelo tigelinha e janelinha na boca, que você vivia dando peteleco (e que depois de grande nunca mais se meteu a besta, pois ele ficou maior que você), e cuja melhor história foi a de quando nossos pais nos perguntaram:
- Celo, você quer ter uma irmãzinha?
- Quero sim.
- E você Mau, quer ter uma irmãzinha?
- Não, eu quero ter um caminhão.
…dia desses pede pra mãe de ambos dizer que você vai ser titio.
(Em dose dupla – diga-se de passagem, uma vez que o Denis, irmão da Debs, também está grávido há 6 meses… ou seja, dá-lhe festinha de criança a partir do ano que vem…)
Daquilo que emociona
Bibi e Dani nos entregarão o tão indagado e aguardado álbum de casamento dia 2 de junho. Sim, temos uma data para enfim darmos cara ao nosso casamento – tão contado por aqui, mas pouco ilustrado até agora. Ambas se desculparam pelo atraso, e eu insisto que fizemos o mesmo com o Kadu e a Anna, e sabemos o quanto é difÃcil – o que dispensa as tais desculpas, moças. Além disso, dado o histórico de ambas, já imagino que o que vem pela frente é coisa das mais bonitas. Estamos sim, pra lá de ansiosos pra receber esse presente. E eu garanto o vexame pessoal pós-matrimônio no dia em que isso acontecer, já que eu bem imagino em quantas fotos eu aparecerei chorando…
Já disseram que eu amansei depois do casório. Até de Ursinho Carinhoso o Delay já me chamou. De fato, o temperamento muda drasticamente (no meu caso, desacelerar seria uma consequência óbvia, dada a velocidade natural da Debs ser justamente o oposto da minha). Ficar caseiro, contemplar a preguiça e as horas em que estamos juntos, buscar aquelas pequenas coisas que fazem isso tudo ter graça é justamente o que há de mais legal no casamento.
Ainda estou encantado com isso tudo. Os momentos parecem melhores, e a vida também. Mesmo quando arrebentam sua vida com algum cronograma maluco e descabido no trabalho, mesmo quando o vento frio e a chuva e o trânsito e a estupidez geral desanimam. Ainda assim a vida é outra. Você percebe que mudou sem saber direito como nem porquê, e a dedução é óbvia: você mudou porque não é só mais você o dono da sua vida.
Igualmente bonita e vislumbrante como a percepção desse momento que muda completamente a sua vida, é a música que pode embalar esse novo tudo. E pra se ter algo bonito hoje, é preciso ter feito bonito lá atrás. Então, que assim seja…
Dia 3, as memórias terão cara.
Quando as coisas dão certo

Meses e meses de cálculos e contas. E não que as coisas mudem absurdamente, mas alguns receios que tÃnhamos antes do casamento e da mudança cessaram. DÃvidas foram quitadas. Conseguimos começar e os problemas foram menores do que esperávamos (ou pelo menos, contornáveis com o que tÃnhamos). As coisas se ajeitaram e agora é hora de começar as melhorias, e de trazer identidade. As contas estão sob controle, e os freelas vêm ajudando a colocar a coisa toda em ordem.
A perspectiva de dias mais tranquilos é algo que não vivÃamos há um bom tempo. Primeiro, com a volta da Debs pra casa dos pais. Depois, com a doença do meu pai. E em seguida, com a procura do apartamento, e a correria do casamento. Tudo muito intenso, tudo muito forte, e tudo muito pesado. Em seguida, vem o cansaço e a estranheza, pra que enfim a tão chegada hora do deleite aconteça… e ela começou.
Por trás disso tudo, rolou um belo planejamento. Muito mais por parte da Debs, é verdade, que é uma pessoa bastante cerebral e cuidadosa, além de ter uma disciplina desgraçada de boa e que não me deixa sair da linha. Nada de compras impulsivas, lanchonetes e churrascarias, muito menos desperdÃcios. Minha parte nessa história é muito mais a da empolgação e do pensamento mirabolante de como enriquecer em 3 meses. Quando não atrapalha, essa energia toda canalizada em outras coisas (um freela, a arrumação da casa ou mesmo a de um prato diferente) é benéfica e ajuda sim. Junta-se emoção e razão, e temos um caminho comum bem construÃdo.
Temos muito mais tempo pra conversar as coisas de cada um, pois as de ambos vivemos juntos e decidimos assim também. Cumplicidade, cuidado e carinho são irrestritos, e têm aumentado sensivelmente a cada problema que aparece ou discussão que acontece. Não há mais espaço pra molecagens ou deslizes idiotas. Quando o futuro de alguém depende de você, a mudança é imediata, e deixamos de ser aquilo que sempre fomos.
Tudo é muito recente ainda, mas não trocaria um segundo disso por nada…
Saudades daqui
De certa forma não houve um grande acontecimento em especial que merecesse um relato por aqui nesses últimos dias. Aconteceram alguns desencontros (e entendimentos seguintes), o convênio médico agora é de casal, limpamos a casa no sabadão, e estamos absolutamente feliz com os dias do pagamento chegando. Mas sossegamos um pouco. O tempo esfriou, e o cansaço e a preguiça parecem maiores…
…ao mesmo tempo em que os freelas aparentemente engrenaram, e muito trabalho me espera (e que bom, pois as finanças dependem disso para enfim encontrarem o caminho positivo). O sentimento de culpa em trocar a esposa pelo micro nesses momentos é o meu maior desafio, e que bestamente parece algo muito complicado. Certamente esse sentimento dará lugar à normalidade quando o primeiro cheque compensar.
No mais, provavelmente mais alguns amigos conhecerão o apartamento nesse sábado. Tudo já parece bastante normal.
Dio
Mas que merda.
Alice
Os amigos crescem. As festas de aniversário foram dividindo espaço com os casamentos. Até o meu já aconteceu. E hoje mais um casal aumenta a famÃlia com um pequeno apetrecho. Ou pequena, já que Alice é menina. E mais do que toda a energia boa que ambos recebem hoje (e sempre, já que Tis e Gringo são dois queridÃssimos amigos e que sempre nos despertam sorrisos, com ou sem prole agregada), esse parágrafo é só um registro de que o dia mais especial da vida de duas pessoas não poderia passar em branco. Então o dia nasceu com um céu azul danado de bonito, frio de não querer sair da cama, mas que certamente poupará à futura mamãe os incômodos que a minha mãe teve, ao dar a luz em janeiro. O dia de hoje, por maior que seja pra qualquer outra pessoa, certamente não será tão grandioso, bonito e feliz como para os dois. Thiago e Tati, um beijo enorme pra vocês, e um outro especial na testa da pequena Alice, que após à s 18h estreia gloriosamente nesse planeta, pra nos deixar um pouco mais felizes.
E porque toda imagem merece um som, eu deixo esse pra vocês.
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Muito amor e todo o carinho desse mundo.
Debs e Masili.
Coisinhas
O tempo esfriou. Meias, edredons, preguiça. Leite com chocolate no fogão, carinho na esposa. Sono. Top Gear em dupla antes de dormir. Roupa que se lava sozinha na madrugada. Pão na chapa. Suco de abacaxi. Beijo de despedida. Telefonemas felizes. Final de tarde com abraço. Lanche da noite. Loja de sapatos. Supermercado. Quatro caixinhas de chá. Mais um banho quente. Chá na cama. Cafuné. Ajuste de freelas adentrando pouco da madrugada. Esse texto. Cama em minutos.
E é a melhor coisa do mundo isso tudo, e justifica cada minuto de cada hora de cada dia de cada mês de cada um dos 30 anos vividos, sofridos, errados, cagados, pra que tudo magicamente se encaixasse e se justificasse nesse instante. Que coisa isso…
… e tem sido assim.
O som de Caetano

Amanhã no comecinho da tarde, o professor Dunga lança sua lista dos 23 escolhidos pra Copa da Ãfrica do Sul. E dali em diante, será esse o assunto de pauta de qualquer discussão em qualquer canto do paÃs até o inÃcio da Copa, para o Brasil dia 15 de junho. E dali em diante, dependendo de nossos avanços, os desdobramentos ocorrerão com sucessos ou fracassos. E a seleção canarinho continuará em foco muito provavelmente até metade ou final de julho. Ou até mais, se alguém tiver uma convulsão ou levantarmos o caneco.
Virão os ufanismos globais. As teorias de cada um de nós (e somos muitos, milhões…), os favoráveis e os do contra. Os que não suportam essa besteira toda, a alienação do paÃs em ano de eleição, o povo que só é patriota de quatro em quatro anos. Mas virão também os orgulhosos, os que vêem na camisa a grande imagem de força de um povo que já foi colônia e encanta ao mundo sempre que está em campo. Que enxerga beleza até em futebol de resultados, e que adora gritar, chorar, reunir, beber, morrer e viver o mês mais esperado do futebol.
Amanhã começa a Copa pra valer. A cobertura incessante da mÃdia. Começa o contágio das cores do paÃs, as ruas pintadas, os muros, as bandeiras. Amanhã o brasileiro reencontra o clima que a cada quadriênio faz dele a grande força mundial, o motivo de orgulho, a imagem do sucesso. As fronteiras com a Argentina tornam-se território hostil. Não queremos ver azul e branco, branco e preto nem azul, branco e vermelho. Nossas cores se definem. O trabalho pára. O trânsito sossega e anda, mas quem está nele? Até os que não ligam arriscam palpite. Copa é isso… essa delÃcia de transe coletivo. Que seja muito bem-vinda.
E com a palavra, Carlos Caetano.
Replicando o portifa…
…porque de fato a coleção ficou muito legal. E pra minha alegria aumentar ainda mais, a dos Beatles está saindo que nem água. Tamanho sucesso desse desenho está maquinando novidades urgentes na minha cabeça. Nada sob encomenda, assim como foi o desenho do Fab Four. Mas quem sabe, com efeito igualmente devastador. É bom bater no peito e dizer “fui eu quem fez” um negócio tão bacana assim.

À venda na Vishi Maria T-Shirts. Quem sabe mais pra frente eu peça a do Ramones…






