Masili neles!

Subte

Em [Viagem] Buenos Aires 2008/2009 por Marcelo Masili - 29 de janeiro de 2009

27/dez/2008 – dia 2
Recoleta, Buenos Aires

Estômagos forrados, resolvemos conhecer um pouco mais da cidade, porém de uma forma mais confortável do que sair camelando loucamente. Com meu glorioso Corsinha aventureiro escalador repousando em algum canto de Taboão da Serra, nada mais justo do que usar o transporte público local. Havíamos ouvido histórias muito engraçadas e um tanto tenebrosas sobre os trens e metrôs argentinos, e estando lá, nada mais justo do que comprovar por A+B o que era lenda e o que era verdade de tudo isso.

Os Subte de Buenos Aires são antigos, mas ao que nos pareceu atendem muito bem à cidade. A malha férrea dos hermanos foi nosso principal meio de locomoção durante todos os dias em que estivemos por lá. Algumas peculiaridades precisam ser ressaltadas:

- Não compare nada ao metrô paulista. Aqui é sim muito mais limpo do que qualquer outro lugar (ao menos, da América Latina);

- Porém, pagamos caro por isso. O preço do bilhete unitário do Subte é $ 0,90 (que equivalem a R$ 0,60, ou seja, um peidinho);

- Os túneis de acesso são claustrofóbicos – baixinhos e estreitos, e em várias estações existe a galera tocando violão, pedindo esmola ou coisa que o valha, mas ao contrário dos brasileiros, os argentinos não brincam de ataque contra defesa com ninguém;

- O Subte fecha cedo. Por volta das 22h já tem estação fechando – e nesse caso, pegue um táxi, cujo preço também é ridículo de barato;

- Os trens não possuem divisão entre os vagões. É engraçado ver o vagão da frente e o de trás em posições totalmente diferentes durante as milhares de curvas que o trem faz durante a viagem;

- As almofadinhas são um show à parte. E depois de tanto andar, você esquece o nojo e torce pra que sobre uma pra você…

Algumas fotos pra ilustrar tanta coisa:

Enfim, o dito cujo atende bem à necessidade de quem quer passear pela cidade sem ter tanta dor no pé. Apesar de plana, Buenos Aires é grande, e pra pessoas idosas como eu o dito cujo é uma mão na roda.

No hay botecones

Em [Viagem] Buenos Aires 2008/2009 por Marcelo Masili - 29 de janeiro de 2009

27/dez/2008 – dia 2
Recoleta, Buenos Aires

Em todo e qualquer guia, a culinária argentina sempre é altamente recomendada, sendo que alguns de seus quitutes recebem atenção especial. E dentre tantas dicas, nos chamou a atenção o tal café da manhã do país.

Sendo assim, após resolvermos nossos problemas elétricos, fomos andando até chegar à Rua Pueyrredón, onde encontramos um restaurantezinho bem simpático, o qual não me lembro o nome e fico devendo. Lá dentro, grupos de velhinhos conversando e conferindo os resultados das corridas de cavalo (não, não estou brincando). Entramos na fé, e pedimos dos* desayuno (desjejum) completo.

* Não invente de pedir DUAS nada em espanhol. Esse negócio de gênero masculino e feminino em numerais é coisa da terrinha. Eles não têm esse requinte. São dos medialunas, dos águas frescas, dos, dos, dos…

Os tais desayunos eram bem encorpadinhos. Vieram copinhos (jarritos) de suco de laranja (expremido de naranja), cafés com leite, geleias, manteigas, frios (porque pra tudo o que é lado eles enfiam jamón – o glorioso presunto), copinhos de água com gás e as tais medialunas, que são os croissants. De toda a viagem, certamente foram as melhores medialunas que comemos. Porém, vale a dica: é uma coisa bizarra você não ter o tradicional boteco por lá. Tudo o que você pede em combo (correndo o risco de passar nervoso com porções pequenas, ou tendo que se contentar com sucos em copinhos de café) é mais barato do que pedir as coisinhas básicas individualmente. Dizem parecer ridículo sentir falta disso quando se está por lá, mas certas sofisticações são dispensáveis quando você está acostumado a pedir um pão na chapa e um pingado (que lá você pode chamar de lágrima – dramático, mas muito mais bonito sem dúvida).

Enfim, os cafés da manhã em Buenos Aires dependem muito do que de fato se procura. Nesse caso, eu gostei muito mais do que a Debs. É notório – os caras entendem da coisa, porém não chega a ser uma experiência gastronômica, ao contrário do próximo post.

Pausa dramática

Em Vidinha por Marcelo Masili - 27 de janeiro de 2009

Tá difícil manter o ritmo com tanto trabalho que pintou nessas últimas semanas. Mas vou tentar mesmo assim…, portanto, ainda hoje mais coisinhas argentinas.

Pra babar, encher a pança e gastar pouco

Em Comes e Bebes por Marcelo Masili - 23 de janeiro de 2009

Das grandes vantagens de se estar trabalhando na Vila Mariana, mais especificamente na R. Luis Góis, uma sem dúvida é a hora do almoço. Porque pra quem estava acostumado a se conformar com restaurantes por quilo cujo preço variava de 30 a 35 mil réis por cabeça, almoçar por aqui é uma moleza. Por 18 Reais você se esbalda e come muito bem mesmo…

E das dicas do bairro, seguem dois destaques ULTRA recomendados:

MAKING BURGERS
(Domingos de Morais, 3108)

Compete com propriedade com os melhores hamburgueres da cidade, sem nenhum exagero. É uma casinha ajeitadinha, cujo ambiente ajuda a tornar a experiência do lanche ainda mais gostosa. Experimente o Cheese Giant Burger com acompanhamentos (o sanduíche mais caro não sai por mais de R$ 17,00). As sobremesas também não deixam nada a desejar, apesar de menos exageradas do que em outras lanchonetes paulistas, como o Burdog e o A Chapa. Detalhe importante: pela localização ser em um retorninho da Domingos que foi fechado assim que a lanchonete abriu, quem está de fora não dá uma pataca pelo lugar – o que consequentemente faz com que ele nunca esteja cheio. Pelo contrário, a impressão que dá é que você sempre é o primeiro cliente do dia. Aos que como eu não têm saco pra pegar uma fila de espera por causa de um cheeseburger, é ideal.

A AMARANTE
(Domingos de Moraes, 3123)

Do outro lado da rua, literalmente. Padoca/restaurante 24h, daquelas que todo mundo conhece. De especial, o assustador beirute (cujo tamanho “pequeno” alimenta tranquilamente dois rinocerontes (também por menos de R$ 20,00), os lanches que são ótimos, gostosos e honestos, e o suco de laranja (cujo fornecedor deve cultivar ao lado de uma plantação cana de açúcar, pois eu nunca provei um suco deles que não estivesse um mel). Mas o destaque cinco estrelas vai para a inigualável palha italiana (R$ 18,50/kg), que é simplesmente uma experiência, e tornou-se um ritual das sextas-feiras aqui do trampo dividirmos 300g da criança (que saem por menos de R$ 6,00, que é o preço de uma daqueles sundaes nojentos do McDonalds). Se eles exportassem esse treco, abririam uma franquia por semana.

São Pedro galhofeiro

Em [Viagem] Buenos Aires 2008/2009 por Marcelo Masili - 21 de janeiro de 2009

27/dez/2008 – dia 2
Recoleta, Buenos Aires

Nessa caminhadinha cretina que demos por duas quadras, justamente pra encontrar o tal adaptador, passamos um belo dum frio. Não seja pato de olhar para o lindo céu azul de Buenos Aires (sim, existem cidades que não possuem esse céu cinzento que nossa querida cidade tem, e que funciona como uma tampa de panela). Confundir temperatura com sensação térmica por lá pode causar um desconforto daqueles. Antes de sair do hotel, passamos a conferir o que dizia a sigla ST, que está sempre presente no Canal 26. Porque o céu é azul, o sol é forte, mas o frio (e só sentimos o dito pra valer na virada do ano) é de doer os ossos.

Low battery

Em [Viagem] Buenos Aires 2008/2009 por Marcelo Masili - 21 de janeiro de 2009

27/dez/2008 – dia 2
Recoleta, Buenos Aires

Nosso celular pré-pago virou relógio de bolso. E numa cidade onde anoitece às 21h ou mais, é melhor mesmo andar com pelo menos um reloginho por aí. E os nossos estavam com suas baterias capengas. Nada mais inteligente do que recarregá-los, certo?

Pois é. Parece uma tarefa fácil quando os carregadores estão na bagagem – e os nossos estavam, antes que nos xinguem. Porém, quando fomos colocá-los na tomada, surgiu um pequeno problema:

Pode parecer um problema idiota esse de não se ter uma tomada compatível. Mas além do celular, as baterias da câmera fotográfica também precisam de um afago. A nossa necessidade idiota veio com cara de aviso: “encontrem um adaptador ou as memórias deste país cairão por terra quando vocês chegarem a São Paulo”. Saímos caçando o bendito adaptador… e como a recoleta é um bairro onde o que não falta é mercearia, loja de serviços e o escambau, achamos uma casa de coisinhas elétricas no quarteirão seguinte. Anote aí brasileiro, você precisa de um desses:

Pela bagatela de $8,50 levamos esse importante ítem de viagem, que nos proporcionou, entre tantos benefícios, usar nossas câmeras fotográficas. Parece coisa besta né? Experimente ficar sem, e as únicas recordações que você terá da Argentina serão as embalagens de alfajor.

Falta muito pouco

Em Cores por Marcelo Masili - 20 de janeiro de 2009

A vez da BMW

Em F1 por Marcelo Masili - 20 de janeiro de 2009

Se alguém te perguntar (ou me perguntar) se haverá alguma diferença entre os carros de F1 dos últimos anos e os desta temporada, eu deixo a Sauber BMW responder essa:

E os carros de corrida vão ficando cada vez mais com cara de… carros de corrida. Os fãs agradecem, e muito, que seja assim, e não aquelas geringonças espaciais que cada vez mais pareciam… coisas.

Os sons de Buda

Em [Viagem] Buenos Aires 2008/2009 por Marcelo Masili - 20 de janeiro de 2009

26/dez/2008 – dia 1
Centro, Buenos Aires

Resolvemos voltar ao hotel, pra tomar aquele banhinho revigorante pós-viagem, e nos prepararmos para o show do Buddha Sounds (23h30). O primeiro estranhamento ocorreu justamente com essa questão de horários. Em Buenos Aires, anoitece entre 20h30 e 21h, o que te faz crer que o início de noite já está bem próximo do meio.

Enfim. Saímos no hotel, e seguimos via Avenida Santa Fé em direção ao centro. A noite em Buenos Aires é das coisas mais tranquilas e gostosas de se passar. Mas aí você me pergunta: “Ué, mas toda a emoção da viagem ficou por lá, nos primeiros textos?”

Claro que não, pois enquanto caminhávamos pela Santa Fé, algum candanguito criado pela avó com leite morno de burra tacou um balão d’água que caiu exatamente na nossa frente, e sabe-se lá por quê tivemos o reflexo de darmos um pulo ridículo de uns 10cm pra trás quando o maledeto do balão passava pelas pontas dos nossos narizes. Tirando uma das barras da calça da Debs, nada mais se encharcou (e logicamente, durante o resto da viagem à noite eu passava por aquela avenida olhando para frente E para cima).

Salvos e secos, chegamos ao ND/Ateneo. Uma galera emo bem conhecida (aquela que fica às sextas empesteando o metrô Consolação) se aglomerava em frente à entrada. Era o final do show da Adicta, e enquanto os astros infanto-juvenis não tirassem seus brinquedos do teatro o Buddha Sounds não podia começar seu show (bizarro, mas é assim mesmo).

Nos juntamos às outras 10 pessoas que já estavam na fila para entrar. Pouco depois, a Adicta saiu, sendo idolatrada pela platéia da Eliana portenha. No cartaz, eles já eram feios. Ao vivo, a coisa piorava bastante. Mas o pior de todos era aquele filho de Nicodemus (o último da direita), que é exatamente esse cocô de corvo aí da foto. Chuta que é macumba.

Calma estabelecida, entramos no teatro (que me lembrou muito aqueles teatros pequenos que existiam próximos à Estação da Luz no que se diz respeito ao tamanho). A arquitetura, pra variar, fazia a diferença. Cadeirinhas velhinhas, mas um lugarzinho ajeitado. Quinze minutos depois, estava tudo lotado. Acomodados e tranquilos, presenciamos isso aqui:

Gravado no mesmo dia, e praticamente na mesma visão que tivemos…

Essa também foi no ND/Ateneo, um ano e meio antes e com qualidade e ângulo melhores

Eu gostei bastante – do lugar e da música, uma vez que o BS deixa o eletrônico de lado nos shows pra tocar com banda, e com diversas vocais, todas excelentes, fora as performances de dança que também são bem bonitas. Show pra sossegar e relaxar – mas pra gente que estava BEM cansado do corre-corre durante todo o dia, o final do show foi aguardado com ansiedade após à 1h. Volamos para o hotel à pé, ainda achando que estávamos abusando da sorte – coisa que, durante a viagem, mostrou-se infundada, e as caminhadas noturnas continuaram acontecendo com receios cada vez menores.

O primeiro dia, enfim, acabou aqui.

P.S.: e se você ficou curioso pra saber quem é a tal banda dos bichos feios que eu tão enfaticamente desci a ripa, receba este brinde com todo o carinho e ironia que esta casa oferece, e veja se o negócio não é ruim por completo:

Convencido, cabrón?

Ano novo, carros novos

Em F1 por Marcelo Masili - 20 de janeiro de 2009

Ao final do ano passado eu fiz um balanço sobre quem era e o que seria a Formula 1 em 2009. Obviamente que aos olhos leigos de quem está excluído do contexto econômico (e naquele momento todos nós estávamos), não se prevê uma crise econômica das proporções que esta de agora tomou. E conseqüentemente, toda e qualquer base de argumentação vai pela privada.

Sendo assim, voltemos ao foco. Façamos aqui os primeiros apontamentos sobre a temporada 2009, embasando as opiniões no bom e velho feeling:

Essa história de aumentar as asas dianteiras e diminuir MUITO as traseiras ainda me ofende um pouco, mas no geral eu gosto. Por sinal, arrancar aqueles varais aerodinâmicos das laterais fez um bem danado à estética dos carros. E claro, um carro de F1 de pneus slick tem sim cara de carro de F1. A velha guarda agradece e MUITO.

Quanto às equipes, os testes estão começando agora com os modelos do ano. Ferrari e McLaren saem com larga vantagem, seguidos pela Renault e só. Com a BMW ninguém sabe o que vai acontecer. A Honda se mandou. As equipes da Redbull serão notoriamente menos competitivas, na minha opinião. A Force India com motor Mercedes é coisa que eu quero ver. A Toyota vai continuar servindo de lombada…

…e a Williams… é o último suspiro romântico da F1. Apresentou um carro nos boxes, com piloto reserva e sem pintura definitiva. Frank Williams é o derradeiro garagista, o último verdadeiro chefe de equipe. Dá dó ver a equipe nessa maré, e eu torço MUITO pra que eles marquem um pontinho durante o ano. Uma escuderia tão vitoriosa não merecia um final tão melancólico.

Arquivos antigos »