Opinião muito pessoal
Se o Aerosmith tivesse gravado somente 3 álbuns – Rocks, Toys In The Attic e Draw The Line, a banda seria muito mais respeitada hoje em dia e não precisaria ter feito mais nada pra provar o quão foda pode ser um disco de rock do bom.
Fora que envelheceriam com muito mais dignidade, não precisando fazer essa babação de ovo que fazem de uns 15 anos pra cá, salvo raras exceções. Música de bailinho mesmo.
Pronto, falei.
Sobrevivendo à volta
Contra todas as previsões, reaprender a dirigir não vem sendo um processo tão traumático quanto eu imaginava. Todavia, os próximos passeios e traslados continuam sob supervisão de outras pessoas com mais experiência – não que isso seja de vital importância, mas podendo, por que não?
Já fiz o trajeto Taboão /Vila Madalena sábado à tarde, e hoje o Taboão/Faria Lima, que me custava duas pratas e setenta e cinco pratinhas, e levava quarenta minutos. Hoje o mesmo trajeto foi feito em metade do tempo, pisando leve porque eu sou beginner. Acho que a ficha ainda não caiu.
E para brindar a volta à rotina, amanhece um dia lindo a 3ºC. Ter como despertador uma corrente de ar a essa temperatura não é das coisas mais agradáveis. Voltam o trabalho, a rinite, a rotina e os amigos pinheirenses. E quebrar a curva à direita após olhar para o ponto de ônibus e pensar um saboroso “bye bye†foi coisa da bem prazerosa.
Deixa o frio lá fora, não é mesmo?
Chave, embreagem, solta o freio e engata a primeira…
Pessoas metódicas como eu costumam se planejar pra tudo. Eu mesmo havia planejado que meu “retorno†a este blog ainda sem graça e sem carinho seria feito por meio de três textos relativos à s minhas férias: o primeiro sobre a viagem ao Rio, o segundo sobre o final de semana em PeruÃbe, e o terceiro sobre a epopéia da compra do meu carro, exatamente nessa ordem. Todos eles teriam somente relatos sobre os momentos de alegria, consagração, ou o que se queira chamar as coisas boas que passam pela nossa vida.
Foda-se a ordem. Pra ser bem sincero, eu voltei hoje justamente pra falar que essas três missões foram sim cumpridas da melhor e mais bacana forma possÃvel. Que hoje eu peguei meu Corsinha Sedan todo limpinho lá da GM e dirigi somente quando chegamos, eu e meu pai, aqui em Taboão. Tudo o que eu não havia feito em meus tempos de auto-escola (e única oportunidade onde pude dirigir alguma coisa além da segunda marcha, e desde então já se foram bons 6 anos), como cantar pneu, deixar o carro morrer milhares de vezes seguidas e errar troca de marcha, fiz hoje, em pouco mais de um quilômetro. E meus ombros doem até agora – de tensão, de tesão, de alÃvio, do fim de uma novela de dez anos de transporte público, com gente que não abre janela, com pagodeiros e manos tocando batuque, com velhas espaçosas e gordas que magicamente dilatam no calor, com gente mal-educada e fedida, com motoristas que tiraram carta no Jeep Clube do Brasil entre outras animosidades.
E que ótimo que eu vou trocar esses problemas por outros, tão irritantes quanto. Não ligo, de verdade. Gasto mais dinheiro, mas não viro abóbora depois da meia-noite. Chega de implorar carona até metade do caminho, da dependência alheia. Hoje eu me sinto bem, feliz, realizado, com uma vitória que é minha e só minha, porque eu sei o quanto ralei pra conseguir essa merda.
Portanto, volto pra cá dividindo um pouco dessa alegria egoÃsta mas extremamente sincera. E fico ainda mais feliz em a partir de agora poder descobrir um mundo que não pára a cada 100 metros num itinerário que só faz corredor expresso e faixa da direita. E depois contar o que vi por aqui.
Ainda vou gostar desse blog. E espero, que logo eu volte a gostar de escrever. Eu sei que é bom, e sei que essa primeira pessoa aqui merece isso.






