Masili neles!

Sem palavras.

Em Música por Marcelo Masili - 29 de agosto de 2006

Eu só queria dizer ou fazer algo bonito assim hoje.

I Want You, por Elvis Costello e Fiona Apple.

Eu não nasci pra isso…

Em Tecnologia por Marcelo Masili - 25 de agosto de 2006

É sempre assim: o diabo do micro engripa em algum momento e eu NÃO CONSIGO arrumar o bichano. Dessa vez estou tentando, com todas as minhas forças, chaves phillips, parafusos, cabos, encaixes e afins, descobrir por que cargas d’água o dito cisma em desligar sozinho.

E enquanto o milagre não acontece, os textos ficam mais espaçados, os downloads arquivados e minha paciência no limite. Paga-se o preço pela tecnologia: ninguém perdia o sono com uma Olivetti.

Sorte de mundi

Em Amigos por Marcelo Masili - 21 de agosto de 2006

Pode não parecer, mas ela existe. Tem gente que diz estar no momento certo na hora certa justifica o que chamamos de sorte. Talvez, mas os “certos” dessa frase não acontecem do nada. Algo de muito desconhecido tempera os mistérios que nos fazem sentí-la por perto. O que faz da sorte algo tão especial é a sensação de felicidade instantânea que ela proporciona, já que outros momentos e situações não trazem tão facilmente a recompensa que costumamos buscar.

Seria muito simples explicar as coisas dessa forma racional.

Não é, nem de perto, o meu intuito dessa vez.

Simplesmente sacar que essa felicidade, que sobe como um bom mojito, acontece num abraço, num olhar pro céu com uma música boa de fundo, amigos por perto, uma noite fria de um fim de semana qualquer, longe de qualquer coisa que possa interromper a intensidade das sensações de alívio, êxtase, euforia, excitação, limite pleno entre céu e terra, realidade e sonho.

A sorte pode nos apresentar um, às vezes dois cenários como esses. Normalmente o impacto de viver algo assim acelera o coração, e traz à tona no mesmo lampejo dessa alegria algo de reflexão sobre o que é o seu bem e o seu mal. Porém, quando tudo isso vem à tona num mesmo instante, e por sorte um abraço te segura antes do colapso, por sorte um sorriso inesperado surge na sua frente, e a sorte continua dando o ar da sua graça em palavras intensas escondidas em olhos até poucas semanas antes eram pouco notados, numa confidência que não interessaria a mais ninguém e que só poderia ser feita naquele momento, e o céu te devolve lentamente à terra firme sob a atenção e alegria de pessoas que cada vez mais te parecem sua casa, então é possível sim admitir: a sorte sorriu pra mim.

Este post é dedicado a um novo grupo de amigos (acho que posso chamá-los assim depois de um certo tempo de convivência), que na sua simplicidade e completo descompromisso com as opiniões alheias, tem me proporcionado alguns dos momentos mais espetaculares da minha vida. Se não fosse aquela pessoa que bisbilhotou meu ICQ há quatro anos, essa avalanche de sorte jamais teria acontecido por aqui. Obrigado por tudo e por todos vocês, e eu espero algum dia poder retribuir metade dos sorrisos que vocês me trazem.

E depois dizem que São Jorge não é santo…

Em Futebol por Marcelo Masili - 17 de agosto de 2006

Foi depois de muita reza. Trocaram nosso técnico e enfim colocaram um cara que não tem medo de gritar. Aos poucos (eu espero) os sem-vontade darão lugar à molecada que tá a fim de jogo. Invadimos o Maraca e calamos a galera do Flu. Até o Marinho fez gol, o Eduardo acertou dois cruzamentos decisivos… enfim – deixamos a lanterna e voltamos a jogar como a torcida pede: com garra e cara de time que gosta de brigar. E depois dizem que São Jorge não é santo…

(Pronto, já disfarcei minha alegria de hoje. Porque melhor que um corinthiano feliz é um bambi triste. E o time das meninas perder a Libertadores com UMA FALHA DO ROGÉRIO CENI ainda me parece bom demais pra ser verdade. Valeu bambizada… e chupem, que a cana é doce!)

Glória do desporto nacional…

Em Futebol por Marcelo Masili - 16 de agosto de 2006

Oitavo pecado

Em Brasilidades por Marcelo Masili - 13 de agosto de 2006

Falar sobre assuntos delicados é sim uma especialidade de qualquer pessoa que goste de perder um pouco de tempo se informando sobre polêmicas e divergências gerais. Particularmente eu adoro polêmicas, não por tumultuarem a calmaria, mas sim pela capacidade que elas têm de nos fazer pensar – seja por concordância ou por revolta, a reflexão com elas é algo quase que natural. E eu tenho certeza que a maior de todas as polêmicas deste momento até o final do ano será o que fazer com o nosso voto.

Intermission

Se você sentiu enjôo ao ler essa última palavra, sugiro que leia SIM este texto até o fim, pois ele está sendo escrito principalmente pra VOCÊ.

A casa agradece.

End of intermission

Momentaneamente eu estou anulando o meu, porque penso que, assim como pra grande maioria dos brasileiros descontentes com as migalhas que o governo nos oferece atual e historicamente em troca de anos de mamata, a coisa chegou a um ponto sem volta, onde ou tudo muda, ou tudo acaba.

Anular o voto é um ponto de convicção preocupante. Neste momento, me pareceu a única alternativa diante do quadro geral de políticos incompetentes e corruptos, e da total falta de planos de governo que contemplem o bem do Estado e do país. Mas longe de pensar que isso seja uma solução, e aí que entra a discussão que eu proponho.

Não acreditar nesses caras não significa tapar burramente os olhos e ouvidos, ignorando tudo o que eles disserem daqui até novembro. Da mesma forma que HOJE me parece imbecil dar meu crédito a uma dessas pessoas, seria imbecil da minha parte me anular perante o restante da população, não prestando atenção no que eles têm a me dizer. Se está cada vez mais difícil acreditar em alguma coisa, espero que eles (ou algum deles) me convença com muito esforço do contrário. Ou melhor, “espero” não.

Se alguma proposta interessar, o que me impede de ligar ou escrever a esse ou aquele candidato? Absolutamente nada. Se não me responderem ou me mandarem uma resposta-padrão, saberei que aquele partido e suas alianças de fato me tratam como ninguém, e ele não merece mesmo o meu voto.

Se essa mesma proposta não for sugerida por algum candidato concorrente, nada me impede de sugerí-la ao candidato da oposição. Se ele me disser que sim, ou que não mas que possui uma proposta que é ainda melhor para esse fim, posso sim ouví-lo, acompanhá-lo e cobrá-lo (afinal, quem faz voz uma vez faz sempre – ao menos esse é o princípio que rege a democracia). Se for novamente ignorado, farei o mesmo que fiz no parágrafo anterior.

Se eu não manjo NADA de política, simpatizo com algum partido e acho que ali ainda existe alguma coisa séria, nada impede que eu me filie a esse partido e me intere como de fato as coisas funcionam ali. Extremo demais? Político demais? Eu pergunto – qual o problema nisso? Conhecer como as coisas funcionam por dentro pode ser um ótimo caminho para que nós mesmos saibamos como resolver aqui fora.

Sim, porque se tudo isso falhar (e sim, não me venham com aquele papo de que tudo isso dá trabalho demais, é chato demais e afins: nós sim deveríamos funcionar como os chefes deste país, e chefe também tem responsabilidade; responsabilidades como fiscalizar a produtividade da equipe, o cumprimento de metas e o resultado dos projetos propostos), em algum momento a gente vai ter que se organizar pra mandar nesse circo. Se os palhaços que hoje estão no picadeiro não têm mais graça, façamos melhor que eles e sejamos capazes de mostrar o que de fato é um show de competência.

Enquanto os nomes não mudarem, o que variam são os cargos. Se os partidos não têm ideologia e diretriz, se os políticos não têm caráter, e os que têm não conseguem trabalhar sem se render à corrupão que notoriamente domina o plano político do país, se nada mais funciona, qual a saída?

Nós mesmos. Se quem deveria cuidar da gente não cuida, cuidemos nós. Necessariamente alguém vai ter que fazer ALGUMA coisa em ALGUM momento. E ficar esperando um milagre ou uma mudança DOS OUTROS me parece coisa incerta e bem da burra. Além do mais, vai fazer com que a gente CONTINUE dependendo de MUDANÇAS ALHEIAS. E isso não é atitude de mudança, mas sim esperança sem fundamento.

O voto nulo pode sim ser uma boa resposta, mas não é apenas assim que se encontra uma saída pro caos atual. Se ele funcionar como seu grito (assim como nesse momento funciona como o meu), aumente o volume com soluções que partam de você. Só assim a gente tira esse país da lama.

P.S.: E me perdoem os anti-nacionalistas, mas achar que na gringa existe sim uma vida melhor que a daqui pode parecer uma das ilusões mais inocentes da História. Porque se aqui existe corrupção e ingerência social, lá fora também existe. Racismo, violência, discriminação, diferença social e outros males são doenças da humanidade, e não somente dos brasileiros. Achar que nossa saída é a fuga me parece além de egoísta algo romântico demais, num mundo que não é feito de videoclipe e televisão, e que talvez precise mais do que qualquer outra coisa de união e solidariedade.

Ode à vilania (parte 1 de 3)

Em Cinema por Marcelo Masili - 9 de agosto de 2006

Pânico, ódio, repulsa, medo, identificação imediata. Em algum momento desta vida você já quis estar do outro lado. Esqueceu em algum lugar sua educação e seus modos, ignorou o bom-senso e buscou por sangue. O mundo encantado da maldade funciona tão bem porque, sim, fazemos parte dele.

O carisma do tal lado negro não está nos fins aos quais se presta. Por sinal, isso pouco importa. Fato é que passamos por ele freqüentemente a cada teste que a vida nos coloca. A derrota do mocinho nem sempre vem da força do adversário – às vezes seu ego é maior do que sua capacidade de vencer obstáculos, e então o medo faz sua parte. Aí está a graça dos vilões: eles podem ser baixinhos, mirrados e inofensivos, mas num olhar ou num trejeito simplesmente transformam-se em monstros que atingem justamente nossa parte mais sensível, dilacerando nossa coragem e instaurando o pânico total.

A identidade que eles têm com a gente mostra-se sempre em momentos extremos. Quem nunca viveu um dia de fúria, não se sentiu nascido para matar ou quis simplesmente ter um momento iluminado que atire a primeira pedra – e atire com força, só pra não fugir do contexto. Provocar a ira é algo que nos alimenta em alguns momentos, e a reação disso pode acontecer de duas maneiras: mantém-se o controle e digere-se a raiva – cuspindo-se tudo no momento “certo”; ou perde-se o controle instantaneamente, e aí as reações são as mais imprevisíveis e perigosas possíveis…

Claro que disso tudo não se pode exaltar somente a violência e rispidez da coisa. Todo o lado sexual também ganha mais tempero. Os romances são mais inteligentes e envolventes. O charme da coisa toda é muito mais forte e natural, justificando o porquê de amor e ódio serem sentimentos tão próximos.

Doze figuras acima que representam bem o espírito da coisa. Representam no sentido mais teatral da expressão, claro. Nasceram com essas caras, esses jeitos e convenhamos: são FODA. Claro que qualquer imbecil sabe que é muito mais gostoso sentir um calor no corpo por amor, carinho e tesão do que por ódio ou fúria – isso é óbvio. Mas saber usar a força de um sentimento que sempre nos acompanha pra melhorar alguma coisa pode sim ser um tremendo diferencial entre sermos ou não alguma coisa que presta nessa vida.

E convenhamos: um mundo só de mocinhos seria um porre. Vilania forever.

P.S.: aos curiosos que não reconheceram todos, segue a seqüência: Dafoe, Norton, Buscemi, Del Toro, McDowell, McKellen, Nicholson, Malkovich, Ermey, De Niro, Penn, Pacino, Weaving, Hopkins, Lee Jones e Hopper.

Os olhos também escrevem

Em Design por Marcelo Masili - 6 de agosto de 2006

Você procura palavras pra tanta coisa. Descrever uma música parece fácil? Tente. Descreva seu dia, sua vida, suas vontades. Depois de passar uma noite de frio, o chuveiro queima, o ônibus lota, um pivete cospe em você, alguém perdido na vida te liga duas e meia da manhã, nada descreve melhor o sentimento do que um sonoro palavrão em bold.

Às vezes não sai nada. É horário pra acordar, tanta coisa pra fazer, prazo estourando, pinta algum imprevisto, a comida estava fria. Quem quer escrever uma coisa dessas? A gente quer mesmo é um banho quente e oito horas de sono que sempre ficam na vontade.

Insira sua música favorita. O que ela te diz? Paz, calma, tesão, chega mais perto meu amor, e deixa eu te esconder desse mundo estranho e dessas pessoas nocivas. A melhor parte disso tudo é viver a sua fantasia quantas vezes quiser, o tempo que achar necessário. Aumenta o som, coloca o fone, deixa em loop e aproveite o momento.

Feliz é o fotógrafo, que clica o mundo que seus olhos vêm e resume ali tudo isso. Passa a luz que bem quer, a imagem interpretável ou explícita. É o que me fez desenhar dia desses: tentar melhorar as coisas – mesmo que no papel, dar um pouco mais de cor à vida, enfim. Não era preciso escrever nada, pois a regra funcionava perfeitamente: o que era feio saía bonito, e não havia dia cinza. Mais simples que isso, impossível.

Dessa vez faltaram palavras no final da semana. A máquina estava ali, esperando uma chance. O sol surgiu, o parque estava cheio. Esqueci um pouco da sexta-feira estranha e frustrada, esqueci das palavras, esqueci até dos desenhos. Se era pra ter gosto de novidade, assim seria. E foi.

A semana recomeçou com o sol de sábado. O calor da música agora é vermelho, o céu trouxe a paz numa cor meio indefinível, e tudo recomeça com mais um jeito de se dizer as coisas. Que assim seja.

Recado de geladeria

Em Trabalho por Marcelo Masili - 2 de agosto de 2006

Eu não esqueci que tenho um blog, e muito menos esqueci que vez ou outra pinta por aqui algum desocupado buscando novidade. Eu prometo escrever mais assim que o trampo parar de transbordar nas minhas mãos (sim, isso aqui só é um Clube pra quem é associado – em tempos de aniversário, ele se transforma em uma bucha monumental).

Em tempo (editado): VAI TOMAR NO CÚ, CHIVAS.