Masili neles!

Falta pouco agora.

Em Faculdade por Marcelo Masili - 29 de novembro de 2005

Amanhã acaba.
E não é só do TCC que eu estou falando.

Um velhinho batuta

Em Diversos por Marcelo Masili - 25 de novembro de 2005

Adeus, senhor Miyagi.
Vá ao encontro de seu pai e do bonsai.

Ano novo, seu, nosso

Em Vidinha por Marcelo Masili - 22 de novembro de 2005

por Bibi.

Lembrando das doses de cerveja e caipirinha no sangue, da música alta, do suor da dança, do final de semana que terminava assim. Lembrando da tal tequila, esquecendo de muita gente, lembrando que… Ops, acho que você não deveria ter feito isso! Será? Conhece efeito borboleta? Quem diria, quem diria, um simples encostar, foi assim… A tal música por tempos foi um verdadeiro hino. É isso aí, liberdade, eu não pertenço a você, nem você a ninguém, vamos curtir a vida a doidado. Não tem como, é lembrar de tudo, tudo que fez chegar até aqui, um tanto. Às vezes é simplesmente inacreditável como pode ser assim, às vezes é simples, tão simples, por mais que exista (ainda) uma insistência de complicar, coisas mal resolvidas do passado, sabe como é… Mas calma, tudo vai ficar melhor (tem que ficar!). Parece pouco e ao mesmo tempo já foi tanta coisa. Devemos então celebrar mais do que um ano novo, é mais do que isso, não é? Ano que vem certamente não perderemos o vôo para a festa tão aguardada… Me ligaram dizendo que fizemos uma falta enorme, isso era óbvio, mas ainda assim estão celebrando. Só termina às 23:59, foi uma ordem. Agora não há motivos para mais um gole e a necessidade de uma boca solta, agora não há motivos para tentar se esconder, não precisa. Da frase já dita, de um lado que se perdeu no destino, do outro que virou talvez mais do que devoto seu, ainda temos as versões gastas, mas o que eu realmente quero hoje e nos próximos 364 é uma coisa só: você. Desejo o melhor (mesmo que venha o pior), risadas (às vezes lágrimas), música (mas silêncio), sonhos (e seus pés no chão) e é claro felicidades, porque essas duram momentos, é o que faz qualquer ser humano aguentar todo o resto, porque não dizer, é o que faz qualquer um querer viver. Não importa quanto tempo leve para a visão do chão deixar de ser a mesma, não faz sentido desistir do que mais gosto. E tenho dito.

Respiro

Em Umbigo por Marcelo Masili - 22 de novembro de 2005

Foi a primeira vez em que pensei em juntar minhas coisas, vender tudo e ir morar em algum lugarzinho minúsculo no meio da Serra Gaúcha. Deixar São Paulo pra trás, com seus estressados, incompetentes e robóticos moradores após uma segunda-feira Garfieldiana foi a gota d’água que mais uma vez eu tive que engolir rápido antes que o copo transbordasse.

É insuportável manter a educação com tanta gente incompetente, metrossexuaisinhos sentimentais e patricinhas frígidas por perto. As pessoas trombam com você pela calçada pelo fato de não enxergarem distâncias maiores de 50 cm (leia-se: dos olhos ao umbigo), acordam falando da missa de domingo e dormem pedindo a Deus por mais sorte na vida. Entre esses dois fatos, simplesmente não movem um dedo e não exercitam um neurônio, contando sempre que suas tarefas e obrigações sejam concluídas por outra pessoa, ou na melhor das hipóteses, tenham se resolvido sozinhas.

Os telefones e buzinas não se distinguem mais. Tudo torna-se incômodo: da voz estridente à cadeira que range. A comida não tem sabor, as rotinas são cada vez mais cartesianas. E depois de passarmos anos e anos tomando remédios contra o stress, tomamos outros, para nos curar dos males que esses remédios deixaram. E a vida segue, com sabor de fumaça e asfalto, monótona e deprimente para quem se recolhe à sua concha quando enxerga e vive esse tipo de realidade.

Por isso mesmo resolvi não fugir para a Serra, ainda. Acho que este é sim o meu lugar, e que se tanta bucha aparece na nossa frente, é justamente pra que cuspamos, pisemos e atropelemos uma a uma, sem a menor piedade. Guerras de nervos, imposições hierárquicas, chantagens emocionais? Estamos aqui! Venham se tiverem coragem e tentem derrubar. Os covardes caem. Os que resistem esmigalham vocês.

Quem tem vontade de mudar as coisas, inteligência pra planejar as mudanças, e um bom gosto musical pra fugir nas horas certas (e essa sim é uma fuga mais do que válida e necessária) dificilmente capota na hora decisiva. É tudo muito difícil e muito desanimador, eu sei. Mas quem passa de fase salva o jogo, e não repete o que ficou pra trás.

Seguimos. Headphones a postos, amigos por perto.

O Tigrinho vai morrer

Em Vidinha por Marcelo Masili - 18 de novembro de 2005

Ontem à noite soube que o colégio em que eu estudei durante onze anos será fechado ano que vem. Não sei bem o motivo, mas imagino que deva ser um misto de falta de adequação às novas necessidades tecnológicas que o mundo pede (e nossa ex-diretora não era muito adepta de “modernidades”), junto com a inadimplência que todo colégio particular passa. Mas esse post não é nada investigativo.

Fato é que assim que eu li sobre isso na comunidade do Paulistano lá no Orkut*, fiquei pasmo por uns 5 minutos, e completamente sem reação. Toda uma infância, um início de adolescência e milhares de lembranças terão suas portas fechadas. Primeira aula, primeira turma, futebol no recreio, a menina que foi pra Jundiaí, copinhos de guaraná que viravam disco voador, calças marrom-cocô, Jicopas, professora Eny, Arlete, Anderson, Clóvis, Leda, Zé Maria, Marqueta e sua navinha, Eleno, Helena, o vestido roxo da Ivone, Filtros Fram, Gatorade, História Sem Fim no auditório porque está chovendo e não dá pra ter Educação Física, trabalho escrito sobre basquete, Feira de Ciências, Festa Junina, cantar o hino na quadra, folhetos da Tia Augusta junto aos boletos de mensalidade, ir pra diretoria por estar sem uniforme, levar advertência depois de brigar no futebol, pegar condução com o Tio Zé e a Tia Graça, encapar caderno e livro pro irmão poder usar no ano seguinte, arrebentar o nariz na trave imitando o Changeman, e mais alguns zilhões de coisas que eu não colocaria aqui por falta de espaço.

Eu lembro muito bem que enquanto estive lá, simplesmente amava aquele lugar. Depois de sair, aprendi a amar outro, mas as épocas, minha cabeça e as necessidades mudavam todos os dias naquele momento da vida. Perdíamos tudo, recomeçávamos do zero e hoje eu estou aqui, grato por ter vivido cada uma das experiências boas e ruins que aconteceram comigo.

A sensação de que tudo isso simplesmente “vai fechar” daqui a alguns dias me deixou completamente sem ação. Hoje o que rola por aqui é um vazio, tão grande quanto esse prédio gigante que me deu base pra hoje estar aqui, escrevendo e vivendo minha vida. Agora eu entendo perfeitamente o que acontece quando acabam com uma parte da nossa história. Uma parte muito grande da minha está indo embora com esses caras.

A vida segue. Mas muita coisa já faz falta.

* Ver que a molecada de hoje que freqüenta o Colégio é adepta convicta do miguxês e de outras bizarrices me faz ver que:

1) estou ficando velho, e
2) de fato, o tempo passou por muito. Galera mais vazia, Deus do céu…

Portão 67

Em Cinema por Marcelo Masili - 13 de novembro de 2005

Eu queria dizer que assisti ao “O Terminal”, e que muita coisa que vi ali tem a ver com um cara que também anda lutando sozinho, por coisas guardadas numa “lata” que tanta gente quer descobir o que tem dentro, mas que provavelmente ninguém sabe ou faz idéia de verdade; que aprendeu a enxergar os sorrisos das pessoas em quem ele vive tropeçando por aí e se alimentar deles; que anda sonhando com algo nebuloso demais, mas que traz algum conforto no final das contas, e que aprende um pouco mais todos os dias.

Tenho a impressão que eu conseguiria sobreviver a nove meses num galpão de um aeroporto. Mas sinceramente, e se me conheço bem, não resistiria ao impulso de atravessar a porta de saída (ou de entrada) e encarar aquela infinidade de novos desafios que estão te esperando logo ali.

Quando músicas e frases começam a mexer com você, é porque alguma coisa está pra acontecer.

Pensamentos de um leitor após o café com pãozinho…

Em Diversos por Marcelo Masili - 11 de novembro de 2005

Eu dei uma lida na matéria sobre o Império Google na Exame desse mês, hoje pela manhã. E lembrei que em 1999 eu lia pela primeira vez sobre qual era a dos caras: que era um site diferente, com um sistema de busca melhor que o do Altavista (e eu não acreditava que aquelas seis letras fofinhas e coloridas significassem algum perigo pra alguém). Pois muito bem… o tempo passou e hoje, de fato, eles são os caras mais inovadores da internet. Se você não usa a net tão constantemente quanto eu, provavelmente pode até não sacar a importância do Google no mundo hoje. Mas num almoço desta semana, a gente por aqui discutia como é que algum dia a gente já conseguiu estudar, trabalhar e pesquisar sem a existência do dito cujo. Parece impossível, mas um dia isso já aconteceu.

Ler sobre uma empresa assim dá até gosto. Os caras valorizam o processo criativo pessoal de cada um, tão com um olho agora e outro lá na frente. Claro, ninguém duvide que esses mesmos caras se matam de tanto trampar, e os jobs ali dentro não são NADA modestos (e quanto mais pesado o trabalho, maior o estresse e a pressão, óbvio). Mas existe foco, projeto, resultado.

Olhando assim e fazendo uma comparação esdrúxula com a minha realidade e o meu trampo, acho que até que as coisas por aqui nestes últimos 3 anos e meio foram boa. Sim, sempre foi uma utopia minha querer mais resultado do que eu obtive. Afinal de contas, eu sou responsável pela comunicação via web de um lugar que tem mais de 100 anos, e cujos “administradores” têm em média 30 anos a menos que o Clube. Conseguir criar uma “cultura digital” nesses caras e, mesmo com a audiência segmentada que a gente tem, conseguir um retorno crítico do nosso público pode ser considerada sim como uma conquista razoável. Afinal de contas, abrir a cabeça de alguém nessa idade é tarefa hercúlea, e que no final das contas naturalmente aconteceu.

Dar uma olhada no sucesso dos outros sem invejar é um negócio meio difícil. Mas vale a pena olhas com olhos mais criteriosos de vez em quando. Fica mais simples enxergar que nosso trabalho também é difícil, também enfrenta resistências, mas se possui qualidade, acaba prevalecendo no final. Sim, ainda há muito o que se fazer e se criar por aí…

Fui chorar e já volto! CARALHO!

Em Música por Marcelo Masili - 7 de novembro de 2005

E pra galera que quer se organizar e ir junta nesse PUTA show, montei uma comunidade no Orkut pra gente dividir nossos pertences.

Cliquem aqui e se cadastrem – e vamos nessa!

1, 2, 3, 4, 5, 6, e…7!

Em Futebol por Marcelo Masili - 6 de novembro de 2005

Olhos vermelhos

Em Faculdade por Marcelo Masili - 1 de novembro de 2005

Não é falta de assunto.

É excesso de trabalho mesmo – por todos os lados. Falta de sono (estou quase dormindo em pé ultimamente), muito estresse, gente atropelando gente, falta de cronograma, de respeito, de diálogo, conversa de mais e solução de menos, muita briga, egos e mais egos, gente criando problema que não existe, muita má-vontade de todas as espécies e a gente aqui – tentando resolver tudo sem ter um infarto.

Sabe o que é pior? É que eu vou conseguir. E volto pra comemorar.