Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
Por Carolzinha Duarte.
- Ah, dane-se, vou te dizer de novo: adooooorei te conhecer.
(era a quarta vez que ele falava isso)
Ela rindo, toda boboca:
- Eu também!
(sorrisos e suspiro dos dois)
- Minha ruivinha…
- hehehe
- Por que você se escondeu tanto tempo de mim? Onde você estava? A gente mora tão perto e nunca tinha se visto antes.
- Eu era* nerd…
- Nerd? Você usava óculos e usava roupas estranhas?
- Não, eu só não saÃa de casa.
- Hummm. Entendi. Meu final de semana está sendo maravilhoso.
(Ela rindo, toda boboca pensou em dizer que não tinha dado nada por ele, mas pensou duas vezes antes de estragar tudo e disse)
- É, o meu também. Não esperava nada disso…
- Só espero que não acabe por aqui.
- É, eu também…(dois segundos)….AH, MAS NÃO VAI ACABAR AQUI. VOCÊ SABE!
(ele riu)
(No dia seguinte, Ã s 7 da noite)
- Alo? Oi! Já tá dormindo?
- *gargalhadas* Não…E você, já se matriculou na academia?
- Não… é que eu to passando aqui na frente do seu prédio. Não quer descer rapidinho, não?
-Quero! Mas vou avisando que eu to feia.
- Ah, hoje não tem massa corrida, né?
- Hahahahah. Seu bobo.
(*suspiros*)
(depois de duas horas)
- Então, o que a gente tá fazendo aqui? Até sua mãe sabe que você está aqui comigo…
(Ela, cÃnica)
- Ué, o que a gente tá fazendo aqui? (risadas internas)
- A gente tá namorando..
- Ah, é?
- Você quer namorar comigo?
- Aaaah, eu quero! (*suspiro de novo*)
- Eu também!
Pelo primeira vez na vida, ela sentiu que as coisas poderiam ser normais. Já estava na hora.
* “era” nerd – eleita a melhor piada de todos os tempos.
Quanta honra!
Sempre é uma honra quando te comparam ao garoto aqui:

Eu gostei muito! (Se bem que eu ando muito mais pra Patolino do que Calvin!)
Só sobrou o pó…
Os desaparecimentos acontecem quando normalmente temos muita coisa pra fazer. O meu aconteceu essa semana, e pelo jeito só vai de fato terminar lá pela segunda semana de novembro. Agora eu entendo meus amigos que sumiam do mapa durante seu último ano de Faculdade. É cruel, cara… eu acho que minha vida acadêmica vai dar uma pausa de alguns anos até eu pensar em pós-graduação. Preciso de um carro, de um canto, de grana no bolso, e principalmente de vida social. Porque ficar pregado o dia inteiro olhando pro micro, indo pra lá e pra cá discutindo um único trabalho por mais de sete meses não é vida – é cruz. E de mármore.
Mas tudo bem. Isso passa daqui a pouco… O importante é não perder o rumo, o foco e principalmente O BOM-HUMOR. Afinal de contas, podia ser o primeiro ano – e não o quarto…
(Just creations of your own)
por Bibi.
Vagando por aà li algo sobre valer a pena. A insistência em alguns que nem se importam se tem alguma coisa cicatrizando. Na verdade um dia eles podem ter se importado, mas a vida é muita corrida, mente ocupada, se a sua é a casa do diabo, então, azar o seu. Você cai, torce para que ninguém tenha percebido (o que é quase impossÃvel), pode estar doendo, você afasta aquela poeira que gruda, levanta devagar, olha pra trás, o coração tá acelerado, caminha de novo, aproveita que tem o fone no ouvido pra não ouvir nenhuma risadinha. Fato é que muitas vezes você ainda tá ali naquele chão imundo, um segundo parece uma eternidade. Então você lembra daquele que se importa, cadê? Oras, eu já disse, ocupado, busy, volto logo, passa amanhã. Ah tá. Mas e não tem mais alguém? Ah tem… Mas deixe as lágrimas pra mais tarde, guarde para você, ninguém tem muito saco com isso. É chato não é? Silêncio. Fale menos, fale só o necessário, finja se for possÃvel. Repare que aqueles da mesa do bar nem sonham com sua cara no chão, olhando o telefone, o pulso doendo do choque, o ranger de dentes. Pra esses só risadas, trepadas, cerveja, epiderme. Xiu, agora silêncio. Coloque pra repetir a música que fala de viver em ilusões, em sonhos, quem sabe. Opa, sem exclusividade, sem diferença alguma, apenas, só mais uma.
As vantagens de não morar em Roraima…!
Agora eu acredito.

Redação
Minha sexta-feira,
por Marcelo Masili.
Minha sexta-feira foi legal. O dia todo fez sol, e assim que eu acordei, abri os olhos e fui tomar banho. Resolvi vir trabalhar de bermuda e sandália, o que minha mãe e meu pai acharam bastante estranho. Por sinal, meu pai veio até a porta do meu quarto e perguntou:
- Você não vai trabalhar hoje?
- Vou ué.
- Assim?????
- É…
- …
Aà eu vim, cheguei no escritório e assisti ao filme do Bátima. Aà chegou minha chefe, que aprovou minha roupa estilo Gaviões. Mas ela não é discreta. Assim que eu levantei da cadeira, ela disse:
- Sua bermuda tem um furo na bunda!!
- É, tem sim…
E nesse momento o escritório inteiro olhou ao mesmo tempo pro tal do furo. Eu nem reparo mais, já que essa bermuda é o resto da calça que um dia foi velha mas rasgou. Foi bem engraçado. Aà eu fui almoçar. No almoço tinham várias coisas, mas nenhuma gostosa.
Aà depois de comer eu fui passear no Shopping. Quando eu estava andando no corredor do meio do Shopping, veio em minha direção uma garota que também era bem mais gostosa que meu almoço. Tomei um susto, pois vi que logo atrás dela vinha o namorado dela, muito maior do que eu, e que eu conhecia: era o Sebá, do Corinthians, que fez cara feia pra mim e eu nem pude gritar “Timão porra” pra ele.
Então eu comprei um cd do Zeca Pagodinho nas Lojas Americanas, já que o que eu tinha em casa era genérico e eu ganhei há quase dois anos. De tão velhinho ele quase não roda mais, e tava super barato, aà eu comprei. Voltei pro escritório, fingi trabalhar a tarde toda, e agora estou aqui, comendo bolo de chocolate e tomando Fanta Uva.
E enquanto eu ensaio os passos dos Backstreet Boys com os camaradas aqui (a gente marcou um showzinho erótico pra comemorar o aniversário da Elis aqui do trampo), lá fora continua mó calor, e o dia foi mó legáu. Se bem que agora começou a chover. Acho que eu me fodi.
Fim.
Mais uma primeira vez…

Ontem ganhei meu primeiro DVD. É um fato até engraçado, uma vez que eu era exceção (e de certa forma, continuo sendo, pois meu DVD roda no meu micro – e não na TV, que por sinal também não é a cabo) até muito pouco tempo atrás simplesmente pelo fato de estar ilhado na Terra dos Não-Blockbusters. Não ter um DVD e sequer um vÃdeo-cassete em casa me privou de bons momentos de entretenimento, principalmente naqueles dias chuvosos ou de gripe.
Sentir aquela sensação de “Oba!” ontem à noite me fez lembrar de outros três grandes momentos da minha vida, onde os horizontes mudaram de cara:
O PRIMEIRO VÃDEO
E por sinal, foi o único que tivemos. Meu pai instalou em casa pouco antes do inÃcio das OlimpÃadas de Seul, em 1988. Lembro bem disso porque foi a primeira gravação que eu fiz – justamente da abertura dos jogos. Assim que instalamos o vÃdeo, o primeiro aluguel de fitas tinha “Trocando as Bolas”, “Rambo III” e “Jaspion” – no auge dos meus 8 anos, o que eu mais queria ver era mesmo o Jaspion, sem comerciais e com a musiquinha caracterÃstica! Depois meu pai começou a alugar uns pornôs escondido, e isso me deu brecha a viver outras experiências também pela primeira vez. Bom, mas não vamos perder o foco…
O PRIMEIRO CD
Clássico! Iron Maiden, claro, bom metaleiro que eu era em 1992! Mas comprei o “Live After Death” achando que era o “Fear Of The Dark” (repare abaixo se as duas capas, pra seres de percepção pouco aguçada como eu, não se parecem bastante).

Cagada consumada, aprendi logo de cara que um CD não se encerra nos hits – afinal de contas, ele continha apenas músicas que eu não conhecia. Conseqüência: ouvi inteiro, aprendi a gostar, e até hoje quando compro um cdzinho fujo das músicas de trabalho justamente pra poder ouvir tudo o que eu não conheço. Há males que vêm pra bem – essa cagada me rendeu bons frutos…
A PRIMEIRA RARIDADE
Ah, essa foi a mais legal de todas… Passeando dia desses (em meados de 93) no Shopping West Plaza, ainda sob os inesquecÃveis efeitos e chuva do (meu primeiro) show do Guns no final do ano anterior, me deparo em uma loja de discos com um duplo ao vivo japonês da banda. Quase pirei, claro – afinal, importados aqui no paÃs eram um luxo enorme, quase ninguém tinha! E o vinil era da turnê, gravado pouco antes do show do Brasil. Fui perguntar o preço: U$ 17. Sim, a loja tinha o preço em dólares!
Eu, sem saber como poderia adquirir a criança, economizei minha mesada por três longos meses, rezando pra que quando voltasse à loja o discão estivesse lá ainda, me esperando. Dito e feito: comprei o último exemplar que eles tinham (naquela época não existia Real ainda, e um preço deles afastava qualquer um). Saà da loja triunfante, com o bichinho na mão – que depois virou fita, e hoje eu tenho adaptado em CD. Mas o bolachão continua lá em casa, dentro do plástico original e esperando pra que um dia possa ser rodado novamente.
Outras primeiras vezes poderiam ganhar texto, mas deixa pra depois.
PQP viu…
Uma IMBECIL aqui do trampo me solta que “era melhor que o terremoto (08/10) tivesse acontecido na Ãfrica ao invés da Ãsia, já que lá só tem gente subnutrida, e o terremoto aliviaria o sofrimento delas”.
…por que as balas perdidas nunca pegam na cabeça de acéfalas como essa?
Tirem as crianças do blog
Na boa: essa história é muito engraçada.
Ontem à noite estou eu, estático no meu ponto de ônibus, numa espera de 40 minutos até o maledeto do Jd. Paulo VI chegar (não me perguntem onde é o Jd. Paulo VI – eu não faço a MENOR idéia…). Nesse meio tempo, coisas bizarras aconteceram a poucos metros dali. Vamos aos fatos:
Meu ponto fica em frente a uma praça triangular, ok? Eu estava na hipotenusa enquanto o fato a ser descrito ocorreria no cateto esquerdo. Diga-se de passagem, o tal cateto era caminho da saÃda do Shopping Morumbi, onde metade dos lojistas circulam a caminho de casa. Pois muito bem…
…eis que surge meigamente alojado num recuo de portão um casal apaixonado. Nenhuma novidade, 22h20 e lá estão eles se apertando. Marcelão no ponto, ônibus não chega, nota-se que a movimentação dos pombinhos começa a ganhar ares um tanto safados.
Público de frente, público de costas, quem passa por eles faz cara de paisagem. Mesmo com um poste de luz bem acima da dupla, o approach aumenta e este indivÃduo, já atento aos movimentos dos ditos, nota que as mãos da garota descem apressadamente à linha da cintura do colega, e movimentam-se lentamente como que desembrulhando alguma coisa (sim, estou sendo educado pra alertar um possÃvel desavisado que não queira saber que a minazinha abriu a calça do brother e botou o dito na mão, ok?). O camarada, obviamente, fez o mesmo com a parceira e, descrente que este cidadão aqui estava, pensei que estava vendo demais.
Mas obviamente o que se sucedeu não desmentiu minha imaginação – caso em algum momento ela tenha enganado meus olhos. Afinal de contas, não conheço ninguém que curta brincar de “bater cintura” com a namorada contra a parede. E foi ali mesmo…
Aà eu juro pra você, caro leitor, que não sabia bem o que pensar naquele momento. Afinal de contas, o voyerismo faz parte da fantasia de trocentos porcento da população mundial, incluindo obviamente este que vos escreve. E nessa brincadeira de esconde-esconde da duplinha sapeca, a única coisa que se passava na minha cabeça (de cima, diga-se de passagem) era:
- Eu juro por Deus que nunca vou meter de jeans e mochila.
A cena era bizarra… o cara nem tirou a mochila, e a galera continuava passando na frente fazendo cara de paisagem. E o ônibus não chegava. E eu pensando no que viria depois (afinal, quem chega a esse ponto no que se diz respeito à economia de Motel deve ser capaz de qualquer coisa!), quando alguém enquadrasse os dois. Logicamente descrever um treco desses por aqui não dá idéia da cara de pau dos dois, e o quão insólita era aquela cena da mochila balançando e a garota batendo com as mãos na parede…
Resumindo a ação completa: meu ônibus chega no momento em que ela está colocando as propriedades do rapaz no lugar. E enquanto eu subo a escada do Jd. Paulo VI, noto que a loira que está na minha frente olha pro alto com um sorriso mais do que safado na cara.
É isso aÅ afinal de contas, pudor pra quê? Acho que eu devia ter aplaudido.
Hay que endurecer…
E na volta de Bauru, eu fiquei sem micro. O bichinho deu linha no eletrocardiograma, e eu atestei seu óbito tardio, após quase seis anos de serviços prestados – fato este que justifica meu completo desaparecimento do MSN nos últimos dias, uma vez que a Lei Ãurea continua longe daqui do trampo. No calor da comoção por sua partida, recorri ao Bradescão (já que o Itaú não me aceitou como credor, pois minha movimentação bancária com eles é “satisfatória” – não boa, nem muito boa, apenas satisfatória*) e catei um empréstimo que me fará chorar todas as noites até o final do ano que vem. Mas poderei chorar debruçado no meu micro novo – que ainda não chegou, exatamente como o Speedy, que eu também adquiri.
Necessidade, meu caro. Já tava mais do que na hora.
Então domingão fomos eu e a Bibi aqui do lado enfrentar a chuva, comer uns brownies e discutir desarmamento, futuro profissional, filhos e afins na Bella Paulista.

Aquilo não é uma padaria: é uma prova terrena de que o ParaÃso existe (mesmo que ela – a Padaria – fique na Consolação). Programa obrigatório que eu não conhecia e que daqui por diante, mesmo pobre, prestigiarei com afinco. Em dias como hoje (chuvoso, nublado e aconchegante), uma excelente pedida.
* Satisfatória, até onde minha inteligência me remete, significa “coisa ou ação que causa satisfação”. Se mesmo proporcionando satisfação ao Itaú ele não me aceita, imagino que o Banco esteja precisando de amor – e não somente de sexo. Pena…






