Masili neles!

Dias de luta

Em Vidinha por Marcelo Masili - 31 de agosto de 2005

Vontade de escrever não falta. Mas tempo…

E pra piorar, de domingo pra segunda fui parar no hospital. Pela segunda vez em 3 semanas. Se alguém conhecer algum tipo de amuleto, simpatia ou coisa do tipo pra espantar olho-gordo, eu aceito de presente.

Mas eu volto logo. Eu acho.

Getúlio acharia o máximo tudo isso…

Em Brasilidades por Marcelo Masili - 25 de agosto de 2005

E quem disse que a ditadura acabou nos tempos do AI-5? Vão degolar quem usar qualquer tipo de Messenger aqui no trampo a partir do dia 5 do mês que vem. Ao menos, é o que diz a lenda. E meu nome foi citado como “exemplo negativo” na reunião das chefias…

É, acho que enfim me tornei um fora-da-lei.

Chega a ser engraçado (pra não dar ares trágicos ao assunto): um cara é contratado pra fazer manutenção de um site. Coisa de peão mesmo, copiar e colar, sabe? Mas ele reformula e reestrutura o dito cujo (e faz dele referência pra concorrência chegar junto), monta a intranet, trabalha pra revista e na divulgação interna do recinto. Propõe um projeto de sinalização, faz tudo o que é tipo de logo, uniforme e promoção desse mesmo local, e agora entra na linha de tiro porque usa demais a internet “para fins não-profissionais”…

Gostaria de saber quem senta do meu lado pra saber do que eu trato ou não durante minhas 9 horas diárias nas minhas conversas habituais. Ou então que me mostrassem quantos jobs foram atrasados por incompetência minha. Pensar nessas hipóteses me faz pensar o quanto a mente das pessoas não funciona direito. Afinal de contas, teoricamente uma empresa progride por uma seqüência de sucessos em metas estabelecidas. Partindo desse aspecto, eu noto que em nenhum momento a palavra “meta” foi citada aqui dentro em mais de 3 anos de casa; que a gerência funciona muito bem em alguns setores, mas que em outros é completamente inoperante (quando não prejudicial à equipe); e que e-mails que trazem ameaças de cerciamento de liberdade deveriam ser de alguma forma construtivos no que se diz respeito à conscientização de limites pelas equipes envolvidas.

Mas é mais fácil latir do que adestrar. A política do medo acaba fortalecendo aos chucros com a devoção forçada dos fracos, a falta de argumento dos ignorantes e um certo clima de Auschwitz no ar, principalmente a qualquer um que ouse contestar as decisões supremas – e quase sempre não-explicadas. Por sinal, como explicar o inexplicável?

É muito mais fácil colocar um pavor a tentar fazer com que as engrenagens funcionem harmoniosamente e em conjunto… Afinal, educar dá trabalho. E quase sempre os mais ignorantes (aqueles que sempre preferiram “o jeitinho” à remodelação e profissionalização) também fazem parte da ala que dá as cartas. E aí gente como eu, que trabalha muito mais do que metade dos coçadores e puxadores de saco de plantão, e – olhem só! – com prazer, e que concilia os prazos a uma rotina saudável* acaba entrando em rota de colisão com o pessoal do estribo. E a corda aqui é mais fraca, meu brother – afinal, eu nunca fui de puxar o saco de ninguém.

Que coisa… Receber esse tipo de “instrução” justamente no dia em que minha amiguinha do Blah aqui do lado me escreve indagando até onde vale a pena trabalhar um plantão de em média 15 horas por dia com gente que você abomina, em busca de uns trocados a mais – provavelmente pra curar uma úlcera adquirida nesse período. É, meu amigo: é FODA.

Se alguém precisar de um ilustrador, por favor me avise. Primeiro.

E se você ainda não entendeu nada, LEIA ISSO.

*Eu não acredito que exista produtividade em QUALQUER aspecto da nossa vida se não tivermos prazer. Ninguém agüenta uma rotina sem o mínimo de socialização. Se a gente não estiver feliz onde trabalha, no casamento, com a família ou os amigos, somos uma sombra de nós mesmos. E isso é uma verdadeira MERDA. Esse pessoal devia assistir ou ler 1984 pra ver que gostoso é levar uma vida dessas…

Mais alguma coisa pra dizer…

Em Vidinha por Marcelo Masili - 24 de agosto de 2005

por Bibi.

Sim, nós somos sozinhos sim. Repetindo o que o síndico já disse, nós somos no final sozinhos. Nem precisa chegar a lugar algum pra perceber que é você contigo mesmo. Perceber que por muitas vezes mesmo que o coração esteja cheio, certas coisas machucam na tua pele e a ferida só cicatriza por você e mais ninguém. Somos sozinhos em tantos momentos… Acorda, dorme, come, bebe, pensa, cheira, fala, mente, tenta, sente, rima. No outro reside a companhia, o compartilhar, pra tudo então ficar mais leve, menos pesado. Que esse outro seja o amigo, namorado, cachorro, vizinho, seja lá quem for. Não é para o outro que você conta as novidades, conta sobre o show da semana passada, a garota gostosa que você comeu, o melhor sanduíche da cidade. Tem graça (a maioria das coisas) ficar pra você mesmo? Mas quem disse que mesmo com amigos de verdade, alguns colegas da esquina, 359 friends do orkut, você consegue acreditar que alguém vai estar do seu lado quando aquele sufoco sem nome nem por onde aperta no teu peito, o choro é sozinho e dolorido, e nada parece fazer muito sentido? Nessas horas você é com você. Não é? Fato é que ajuda e muito saber que o telefone do outro poderá tocar se você precisar, um abraço, uma volta no shopping ou qualquer coisa pra distrair a cabeça. Mas a tal solidão inevitável, essa acho que não cessa, é pra sempre. No mais vamos vivendo contando histórias aqui e acolá, vestindo mais algumas máscaras de sempre, sendo La Tigra ou El Masili, sendo a Garota do Blah, ou seja lá quem for. (Ei vizinhos, entendam, máscara nem sempre é sinônimo de falsidade, pode ser uma proteção). Deu pra sacar? Blah então para tudo aquilo que tá engasgado na minha garganta. Há tempos quero vomitar isso que mistura dentro dessa cabeça que não cessa, no meio das mesmas redundâncias de sempre. Um tanto disso e mais um tanto outro que nem sei. O jeito de dizer continua o mesmo e a vontade de dizer não acaba. Nunca. Ainda bem.

Malditas distâncias!

Em Vidinha por Marcelo Masili - 21 de agosto de 2005

(por quantas vezes eu já não disse essa frase?)

Música tema deste post:
I Wanna BeEric Clapton & B.B. King

Sim, nós somos sozinhos sim.

O fato que joga as pessoas à mercê do sentimento inevitável da solidão (ao menos a nós, que estamos sozinhos), e traz essa sensação de completa desconstrução – ou destruição, dependendo do momento. Ligar o som com um Blues violentamente nervoso e tentar encontrar nas notas a resposta e o alívio pro sentimento amargo. Pontas de ciúme, completa impotência perante o vazio.

A internet aproxima sim as pessoas. Traz amigos de tão longe, palavras que às vezes arrancam sorrisos inesperados, despertam sensações completamente avessas à realidade dos fatos, e por muitas vezes o desejo absurdo de que pessoas como as que conhecemos se materializem em nossa frente, que venham pra perto e não saiam mais da nossa vida. Que possamos tocá-las, abraçá-las, beijá-las e que esses tantos quilômetros simplesmente deixassem de existir.

Quantas vezes já não nos lamentamos por isso? Por que quem a gente mais quer por perto não está aqui…? Por que essas pessoas surgem longe do nosso alcance, e se fazem tão necessárias, ao mesmo tempo em que continuamos sozinhos e cercados pela falta de afeto alheia dos que estão tão próximos da gente? Já notou como é fácil valorizarem nossas virtudes quando nosso primeiro contato é por aqui?

Mas continuamos sendo vítimas da indiferença de quem está do nosso lado, e que nos coloca como estepe, segunda opção ou como refúgio. Ser bom, mas nunca o melhor – e daí, temos que ser melhores para nós mesmos, ou a gente capota.

É, Carolzinha. Chega mais pra lá que nesse divã cabem dois.

Perae porra…!

Música tema deste post:
Ciúme/Independente Futebol ClubeUltraje a Rigor

Meus bodes não podem durar mais do que algumas horas, eu não tenho direito a me foder sozinho desse jeito. Tá, o domingo foi uma merda. Mas acabou. E vamos tocar em frente, devidamente fortalecido e novamente independente. Independente Futebol Clube. Meu coração podia dar sinais de vida mais construtivos e menos devastadores. Mas já que não há porquê e por quem fazer isso, que pelo menos eu não detone com ele sozinho, beleza Marcelão?

Desconstruindo La Tigra.

Em Vidinha por Marcelo Masili - 19 de agosto de 2005

Por Carolzinha Duarte.

“Você tem que perceber que nós somos sozinhos. Não nascemos pra isso, é verdade, mas somos.”

Foi uma frase bombástica. Sim, eu a escutei. Claro que eu já sabia disso e desconfiava que eu não sabia lidar com a minha solidão… mas de repente, as coisas tomaram um colorido diferente. O colorido cinzento da verdade. Vocês conhecem isso? É chaaaaato…

É muito, mas muuuuuuuito fácil, sair desfilando de La Tigra por aí. Ruim mesmo, é encarar a Ana Carolina, aquela que não consegue ficar sozinha em casa por muito tempo.

Estar acompanhada de mim mesma quando eu vou ao cinema sozinha, ou quando eu vou a um shopping e passo a tarde inteira encaroçando nas lojas é realmente ótemo. Digamos que seja uma experiência de girl power total. Mas é chegar em casa e não encontrar um outro ser humano é que a coisa começa a pipocar diferente.

Ligar o rádio alto, o dvd, abrir a geladeira pra pensar, entrar na internet ficar ensebando pra não estudar, passar hoooooras no msn, no orkut, em blogs, fotologs ou qualquer outra coisa que mascare o buraco é fácil… Internet é paralela à solidão. Triste contatação, hein? O bom é que eu ainda me vinculo ao lado “vamos pra vida, minha filha” da questão. Porque vamos combinar que é saudável ficar papeando com pessoas bacanas e fuçando a vida alheia. A coisa podia ser bem pior.

Ainda bem que hoje é sexta.

Mas o fato é: se eu fosse La Tigra, “a bem resolvida” ficaria na boa, sozinha.

Sim, tô voltando pro divã.
E eu odeio a tpm.

Torpedos

Em Vidinha por Marcelo Masili - 17 de agosto de 2005

- Aquele papo de que de boa intenção o inferno tá cheio é uma das mais sábias frases da História da Humanidade. Agora tenho que lidar com mais dois acéfalos na minha sala (claro que sempre que eu aparecer aqui reclamando, em 95% das vezes será da faculdade). Sabe aquelas pessoas que pra pensar têm que pedir licença? Que acreditam na pureza da humanidade, que acham que todo professor é sábio por natureza e cuja pergunta mais audaciosa que já fizeram foi “É mesmo?”…? Pois é. Mais dois. Um cara grisalho com fichário do Homem-Aranha, uma papagaia assexuada loira e o já tradicional Tales (que acha o Barrichelo melhor que o Schumacher). Na boa, quem merece um castigo desses?

- Eu tava lendo o blog da JooJoo agora há pouco, e encontrei um esporro em cima de gente que depois de começar a namorar, some do mapa e só reaparece na hora que a fralda enche de cocô, e alguém tem que trocar. Concordo plenamente com você, pessoa. Os submissos que não são capazes de administrar um namoro a ponto de saber onde sai o namorado e entram os amigos (no bom sentido) merecem a vida social de um pedaço de tijolo. Eu não tenho saco de ficar aguentando amigo que só lembra da gente na hora que se fode…

- Eu tenho “Time is Running Out” (e mais um monte de sons) do Muse mofando no meu micro há tempos, e nunca dei a devida atenção. Melhor pra mim: agora eu descobri e fico aqui, trabalhando e pulando na cadeira feito um idiota. Mas um idiota feliz e bem abastecido de música – por sinal, em breve uma nova listinha de coisas que andam sendo ouvidas.

- A tecnologia fez com que celulares pudesse miar. O da Ritz (minha coleguinha daqui do trampo) mia, e por isso, tem um dos toques mais comédias que eu já ouvi. O da Ariett tem o som do Roletrando, e nem é tão legal – mas é mais alto que o meu systemzinho lá de casa. Preciso de um celular polifônico. Logo. Ô brinquedinho divertido…

O melhor remédio

Em Diversos por Marcelo Masili - 15 de agosto de 2005

Por muitas vezes eu já quis escrever sobre as pessoas que me assustam. Aquelas que escrevem textos intocáveis, soberbos, luxuosos e perfeitos, daqueles blogs que ao invés de simplesmente lermos, veneramos. Foi assim que vim parar aqui: admirando uma menina (ou melhor, os textos dela), que assim que conheci vi que era tão normal e tão humana quanto qualquer um dos meus amigos. Esse voyerismo explícito e declarado ao desconhecido, com uma espécie de veneração à sabedoria alheia – ou o que quer que esteja escrito naquelas linhas, que nos façam parar por alguns instantes e colar os olhos no monitor – pra alguns traz o conforto de saber que ainda existe vida inteligente no planeta. Pra outros – e este é meu caso – às vezes até assusta, tão soberbas e inacreditáveis que são as histórias por que passa(m) essa(s) pessoa(s). Servem como bom grau de comparação os personagens de qualquer série gringa da vida – Friends e afins. São verdadeiros super-heróis, simplesmente invencíveis e jamais ameaçados pelos vilões da Rotina e do Marasmo.

Conheci meus “ídolos” na net em doses homeopáticas. Pessoas comuns, simplesmente, com um punhado generoso de boas histórias vividas, e de um talento indiscutível para contá-las. O receio de se sentir pequeno perto de pessoas com essas “vidas perfeitas e repletas de aventura” é pura fantasia da cabeça de quem não arrisca dividir uma cerveja e meia hora de um happy hour. Loucura pensar que se conhece uma pessoa por aquilo que ela escreve, e daí predefinir julgamentos, opiniões e posições sem sequer tê-la conhecido. Assim meus estigmas sumiram, e eu passei a ver as pessoas por detrás das páginas.

Mas esse texto não é sobre essas pessoas (bom, ao menos não “era”, e se foi, deixa de ser nesse instante). Porque essa menina (OLÁ!) já escreveu sobre isso há pouco tempo. E hoje eu ia falar de amor (momentos de suspense? Tire o cavalinho da chuva, brother…), mas percebi que a Paquita do Capeta aqui também já fez isso. Mas dane-se, eu vou continuar falando. Até mesmo porque os textos são diferentes das duas, e o contexto idem…

Ontem em um punhado de telefonemas minha amidalite foi momentaneamente esquecida. Falar com algumas das mulheres da minha vida (duas – uma mais uma – das três, neste momento) fez um bem enorme pro coração. Enquanto eu lia hoje o texto do doção aqui, abri um sorriso besta pensando exatamente no quanto foi bom jogar conversa fora e brincar de ser sincero com as duas meninas citadas ontem à noite. Redescobrir uma amizade (ou nesse caso, duas) e poder ver até onde elas podem chegar no que se diz respeito à felicidade e à plenitude do simples fato de ouvir uma palavra sincera de carinho. E às vezes, mesmo não sendo o suficiente para curar todos os males desse mundo (como essa maldita amidalite, por exemplo), como faz falta ouvir uma palavra de carinho que chegue com sinceridade e tendo como único intuito abrir um sorriso do outro lado da linha.

Eu espero sinceramente que o receio que você possa vir a ter de alguém que você lê ou que te lê se desfaça ao conhecer essa pessoa como de fato ela é – e normalmente, alguém que consegue ser interessante no que escreve é interessante no geral. Eu pelo menos nunca me decepcionei com quem arrisquei encarar essa desmistificação. As histórias boas só surgem depois de bem vividas. E não é necessário botar uma capa e uma cueca por cima da calça pra se tornar alguém inatingível, invencível ou forte pacas. Depois de curtir bons momentos de sinceridade mútua e de nenhuma censura ontem à noite, acho que hoje pelo menos ninguém é capaz de machucar este coração. Com tanto carinho de tanta gente (sim, porque as coisas boas deste rabudo aqui não se resumem a dois nomes, mas sim à galera que me quer bem e que continua fazendo questão de cuidar bem das coisas por aqui – seja por um “bom dia” mais animado, um telefonema perdido, uma carta surpresa ou me xingando de viado), fica difícil não estar feliz.

P.S. – Um muito obrigado a quem torceu pela minha recuperação (fiquei mal pacas, velho). Com exceção de um camarada, logicamente os platelmintos que convivem comigo todas as noites na faculdade sequer notaram minha ausência. Mas isso só confirma minhas expectativas que de lá sobrarão somente duas pessoas após o final do curso. Mas voltando, se tudo der certo, até o final dessa semana tô 100%.

E salve o Corinthians…!

Zuado e-mail (nossa, que trocadilho ridículo…)

Em Umbigo por Marcelo Masili - 11 de agosto de 2005

Eu acho uma tremenda mancada deixar este blog com assunto de domingo passado em plena quinta-feira. Aí eu pensei, pensei, pensei, arranquei uns 3 temas legais, e quando ia começar o trabalho sujo (escrever o monte de merda habitual), pum! Capoto com uma tremenda febre, um frio desgraçada e uma quebradeira digna de um Ultimate Fighting entre um russo e um etíope.

Nessas horas, até pensar cansa. Então eu resolvi fazer o óbvio: encher lingüiça.

Agora eu vou postar esse texto, ir pra casa e tentar me restabelecer. Porque se eu ficar com essa cara de defunto perambulando por aí, as pessoas terão mais motivo ainda pra fugirem de mim do que já têm naturalmente.

P.S.: Todo mundo mesmo adorou a frase do boquete?
(vide abaixo)

Não existe churrasco que não dê certo

Em Amigos por Marcelo Masili - 8 de agosto de 2005

mesmo que a caipirinha saia uma porcaria… (atualizado)

Porque eu desci pra praia com dois brothers que, se somarmos os tempos de amizade de cada um, dá um caucaziano. Kadu, Japa (os brothers dos tempos de berçário) e Little (os três com suas respectivas), eu e Caião (o único com uma vida virtual tão ativa quanto eu). Fim-de-semana tem que ser assim mesmo: após chegarmos à Itanhaém, enchemos a casa do Léo*, invadimos a praia com uma bola debaixo do braço (que foi abandonada quinze minutos depois, quando magicamente surgiu a primeira cerveja na mão de um dos indivíduos).

As meninas foram passear na beira da praia, os caras ficaram falando as besteiras de sempre. Depois os caras foram ao supermercado buscar os mantimentos básicos pro churras, e ao chegarem em casa (seguidos pelas três meninas), fez-se a divisão natural das coisas: elas com o arroz e o vinagrete, nós com a churrasqueira, o liquidificador, o gelo e as bebidas. E durante dois dias, foram dois churrascos vespertinos e um noturno – todos com seu devido certificado de qualidade.

E pela primeira vez em 25 anos e meio de vida, ao abrirem a mesa de truco, EU PARTICIPEI. Aprender truco é um ato de inclusão social, e Caião, Little, Kadu e a cafeteira (sim, não tínhamos outro parceiro durante a parte pedagógica do jogo, então a cafeteira fez participação especial) tiveram saco o suficiente para me ensinarem o básico pra não fazer feio. É claro que eu dei umas trezentas presepadas, mas o que vale é o saldo final – que foi muito bom, diga-se de passagem…

Ah sim, e tem mais: ela disse que eu ronco quando eu estive no Rio. Agora, o Caio disse que eu falo quando durmo. Com duas acusações tão graves, tenho que me desculpar publicamente por tais atos inaceitáveis, e dizer que não vi nada…

Jogos de tabuleiro também são recomendáveis em ocasiões de viagem. Domingo fechou a cara, nós abrimos o Interpol Londres. Há muito tempo eu não movimentava pecinhas sobre um pedaço de papelão pintado… e foi ótimo. Dessa vez ninguém levou o War**. Dessa vez.

Logicamente eu não poderia terminar esse post sem responder à pergunta: mas pra tanto lugar pra vocês irem, por que Itanhaém? Resposta simples, meu caro:

- Porque o Japa e o Little têm casa lá;
- Porque é perto (o que te permite chegar 6ª à noite e sair domingo às 23h);
- E porque só lá tem isso:

Pra finalizar, a frase que ganhou o Troféu Pedrão dessa mini trip:
Carro sem som é que nem mulher que não faz boquete:
você agüenta, mas não por muito tempo.

Resumindo: nem sempre você precisa de putaria e bebedeira pra curtir plenamente um fim de semana de churrasco e jogatina. A vida indoor não é pra mim. Rock N’ Roll no som do carro, a galera a fim de dar risada e um final de semana curtido do início ao fim – alguém nesse mundo não gosta disso?

Agora, com licença, que eu vou ouvir pela enésima vez o cd da Aretha que eu ganhei de presente do Toelho sexta-feira. Sim, meus amigos escrevem coisas legais e escutam coisas ainda mais legais. Sorte a minha :)

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ASTERISCOS:

* Os nomes são reais, mas não se preocupem com referências. O importante mesmo é que tudo isso rolou, que foi legal pra cacete, e que acordar hoje e vir trabalhar deu uma sensação bem sintetizada pelo Japonês em uma conversa hoje pela manhã:
- Parece que o sonho acabou…
Quando um pensamento desses tem fundamento, tem como não abrir um sorriso?

** Saber jogar War é quase tão importante quanto jogar truco. Porque todo mundo joga. E se alguém por um caso levar um War, certamente na caixa ele não fica por muito tempo. E isso em qualquer lugar, mesmo que esse lugar seja uma igreja ou um cemitério.

A grande vantagem de estar (ou ser, sei lá) cínica e debochada

Em Vidinha por Marcelo Masili - 2 de agosto de 2005

Por Carolzinha Duarte.

Música tema: Love FoolCardigans

Segundo o Aurélio:

cinismo sm Imprudência, descaramento. Filos. Oposição radical e ativa às regras e convenções socioculturais.

debochado adj 1.Libertino. 2. Trocista. 3. Próprio de quem é debochado.

Sendo assim:

Moço-do-qual-a-moça-hoje-imprudente-e-descarada-teve-medo-durante-alguns-anos-da-sua-vida: – Tô com medo de você.

Moça-trocista-e-libertina-fazendo-cara-de-santa: – MEDO? DE MIM? POR QUE? Você sabe que não há motivo pra isso… *gargalhadas*

Ela teve vontade de falar “Também estou ficando com medo de mim”. Mas manteve-se cínica. Bingo.

Moço-que-metia(*ui*)-medo-mas-agora-nem-tanto-com-cara-de-desolado: – Cara, eu nunca sei se você está falando sério ou brincando. Você está falando sério ou brincando afinal?

Moça-a-debochada-e-cínica-sentindo-finalmente-o-gostinho-da-vitória-e-saindo-pela-tangente: Hahahaahaah.

Ela pensou: “eu estou falando sério só que rindo e sacaneando, afinal, a intenção é que você fique realmente sem me entender. Consegui. Bingo de novo”.

Ah, sim. Este diálogo nunca aconteceu de verdade. *gargalhadas*

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