Masili neles!

Elelê viu…

Em Futebol por Marcelo Masili - 23 de junho de 2005

Verdade seja dita: ô timinho ruim esse Ríver Plêite… parece que estavam vendo essa camisa pela frente, ao invés da tradicional camisola tricolor:

Mas ainda tem o segundo jogo (contra o Once Caldas também estava tudo ganho)… Vamo lá, “galinnada argentina”, que ainda dá! Corinthianada, a catiça continua! E caso não dê… bem… vamo lá Furacão!!

E pra não perder o costume:

Em Futebol por Marcelo Masili - 22 de junho de 2005

Em homenagem à Ariett e à Juliana, que vão assistir ao acústico do Ultraje a Rigor hoje, eu deixo uma carinhosa imagem dedicada especialmente ao tricolor Roger (vocal do Ultraje, mas se você achou que fosse o meia do Timão, tudo bem…). O Thiagão também aderiu ao movimento e ao grito de guerra:

Pra cima deles(as), Mascherano!

Não provoca que é pior…

Em Umbigo por Marcelo Masili - 21 de junho de 2005

Morte às velhas caducas risolentas, às baixinhas-tatu que se enfiam em qualquer buraco dentro do ônibus, aos professores de Design da Informação que não sabem fazer conta, às pessoas sem projeto, às gordas porcas que insistem em passear na frente de quem tá com pressa, aos negativistas e derrotistas de plantão, aos assoviadores compulsivos, às mal-comidas implicantes, aos administradores de rede losers por natureza, aos playboys metrossexuais, aos avoados, desentendidos e desapercebidos, ao Roberto Jefferson, ao José Dirceu, à Marta Suplicy e a todos os filhos da puta que tentaram com todas as suas forças acabar com o primeiro dia de inverno…

…e mesmo assim, não conseguiram. Chupem!

Lastest News

Em Vidinha por Marcelo Masili - 20 de junho de 2005

Resumo rápido do que rolou de mais interessante (ou que pelo menos me fez com que quisesse escrever alguma coisa a respeito) no últimos 3 dias:

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Sexta-feira, 17 de junho
Cinema – 20h45

Me meti a enfim assistir A Queda – as últimas horas de Hitler. Sem brincadeira, voltei pra casa atordoado. Ultimamente alguns atores têm se portado como verdadeiras reencarnações das personagens às quais retratam em seus filmes. Cazuza e Ray Charles provavelmente se encheram de orgulho no além ao serem revisitados por Daniel de Oliveira e Jamie Foxx. Pois bem: se sobrou alguma coisa de Adolf Hitler no Inferno, deve ter ocorrido o mesmo após a interpretação perturbadora de Bruno Ganz.

Um filme dos mais pesados, tanto no assunto abordado (preciso ser mais claro?) do que em alguns momentos vividos por personagens secundários: a mãe nazista que “se vê obrigada a matar os próprios filhos, a fim que não vivam num mundo capitalista”, os suicídios dos seguidores do líder alemão e a derradeira encarada que a secretária de Hitler dá no soldado russo. Entre o brutal e o sutil, o mundo de horror mostrado na tela é perfeitamente comparável à Lista de Schindler ou Apocalypse Now. Claro que com abordagens e temáticas diferentes, mas todos chocantes o suficiente a ponto de nos fazer questionar se algum dia ALGUMA guerra vai resolver alguma coisa. O filme é uma pedrada, e eu recomendo com todas as letras.

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Sábado, 18 de junho
TCC – o dia todo…

Sim, está acabando. A primeira parte está quase pronta.

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Domingo, 19 de junho
Música – 12h

Quem foi foi, quem não foi perdeu. Eu levei meu pai, e graças às costas dele (que não aguentaram muito tempo o gramado do Ibirapuera, uma vez que pra assistir o show a gente teve que ficar sentado) não rolou de assistir ao show todo. Show? Que show?

Do Wynton Marsalis, meu filho. O pai supremo do jazz tocou junto com a Lincoln Center Jazz Orchestra num dos shows mais fodões que eu já vi. E claro que, como leigo no assunto, fui devidamente catequizado. Agora esses caras vão me dar o prejú de buscar mais referências sobre o estilo (e aumentar meu deleite musical por conseqüência).

Valeu Toelhão. Grande dica!

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Esportes – 15h

Nem assim Rubinho?

Nossa, foi ridículo. Podiam ter jogado 3 dentro 3 fora ao invés de começarem aquilo que foi a corrida de autorama mais cara da História. E mesmo com apenas dois carros correndo (e quatro atrapalhando), Barrichello conseguiu parar na grama, depois de ficar com medo de arranhar o carro do alemão. Claro que se fossem Piquet ou Senna provavelmente teriam jogado o carro em cima do dito cujo e espalhado a merda. Mas o bundão desviou e atestou que de fato é o piloto mais cagão do mundo automobilístico.

E ainda teve a seleção… mas deixa pra lá. Afinal, depois de tomarmos um gol do Boquete, o que mais sobra pra ser dito?

Pega na minha paçoca…

Em Trabalho por Marcelo Masili - 17 de junho de 2005

Resolvemos organizar a primeira Festa Junina indoor do universo. Não, não soltamos balões e nem acendemos fogueira, mas temos quitutes, mulheres sardentas e calças jeans pra todos os gostos! Ah, e bandeirinhas, muitas! Portanto, pra quê trabalhar hoje? Vamos fazer bagunça, ouvir esse forrozinho xexelento e nos divertir! Afinal, é sexta-feira!

Fala sério: não é tudo o que você sonhou pra hoje?!?

Do you shopping, Iguatemi?

Em Brasilidades por Marcelo Masili - 14 de junho de 2005

Aposto que metade dos nós-cegos que estão usando a pulseirinha amarela não sabem do que se trata. Claro que não serei eu a explicar que a dita cuja a princípio defende uma boa causa (e para que essa boa causa de fato dê resultado, seria necessário que todos a comprassem a diretamente da fonte, ao preço original de U$ 1.00).

Mas nem vou discutir essa parada aqui (os interessados que acessem esse site e se informem). O fato é que usar a borrachinha aí virou moda. E QUE MODINHA FEIA, pelamordedeus…!

Parece que todo mundo saiu da mesma balada, e esqueceu de tirar a pulseirinha de VIP. Fora que “amarelo é uma cor que combina com quase tudo”: batata-frita, fandangos, post-it, pac-man… tente enumerar as coisas amarelas que fazem parte do seu dia! A não ser, é claro, que você não tire do corpo aquela sua camisa da seleção de 1982, encardida e desbotada. Aí sim, meu caro, você tá bonito!

Existem as outras pulseirinhas, com manifestações a outras boas causas, como a (bem mais discreta e, aí sim, bacana) contra o racismo. Mas se seu interesse é de fato esse – de ajudar as boas causas, participe de uma ONG, ajude quem precisa e faça a sua parte – mesmo na miúda, sem aparecer pros outros. É tão bonito quanto estar na moda, e muita gente vai sorrir pra você (a começar pela tua consciência)!

Se de fato você se importa com a causa defendida pela pulseirinha amarela, adquira a sua pelos meios corretos e colabore com a causa (clicando aqui você vai parar no site onde, quando você compra a dita cuja, seu dinheiro vai pra onde realmente deve ir). Aí é bacana… e ela pode até ficar bonita, porque vai combinar com um sorriso de missão cumprida. E um sorriso que não é amarelo!

Mas se você é escravo da moda e não se importa com os reais significados de uma coisa que aparentemente pode ser ridícula se não tiver um contexto, continue usando sua pulseirinha amarela, sua camisa Armani, seu tênis vermelho e sua calça da Diesel. E vá dar um rolê na Daslu, seu ridículo – porque é dentro do zoológico que as antas como você devem ficar.

Caju, caju, caju…

Em Música por Marcelo Masili - 11 de junho de 2005

Conforme solicitado pela diretoria, faltou aqui a propaganda e o incentivo ao produto nacional. É, mas isso também se deve à qualidade musical do rock nacional (se é que isso existe), uma vez que não vejo vantagem alguma em colocar um cajuzão aqui que não cante ou toque nada. Tanto as três anteriores como essas aqui são grandes artistas e fazem parte de bandas que mandam um som pra lá de bom. E no fim das contas, é isso o que de fato importa!

E essa afirmação ganha base na terceira colocada. As três eleitas não fazem parte do mainstream brasileiro. Mesmo porque a indústria elege 5 nomes da moda e os usa até a gente não aguentar mais! E se você não conhece o som das bandas que eu cito junto dessas deusas, então aí é que eu fico mais feliz. Com 3 incentivos desses, que tal aumentar os pontos de cada uma delas deleitando também os ouvidos?

A Simone é baixista do Autoramas (com os ex-Little Quail Gabriel e ex-Planet Hemp Bacalhau). E ela toca como se fosse o C.J. Ramone! Mesmo não sendo uma beldade total, tem um par de pernas suculentas, tá sempre acompanhada de uma microsaia indecente e espanca o baixo sem dó! A garota é completamente doida no palco, ou seja: é tudo!

O som dos Autoramas: Rock gasolina.

A segunda colocada não tem nada a ver com a Simone. Nada como ser um cara eclético…!

Mesmo sem ainda ter tido o privilégio de assistir a um show do Vega (a única presença de um dos integrantes deles no meu case de cd’s é o baixo do Mingau no cd ao vivo “18 anos sem tirar” do Ultraje), eu tenho no meu micro as músicas do primeiro cd do Vega, e já assisti a uma apresentação da banda no Bem Brasil da TV Cultura, bem antes de conhecer mais os caras.

E o vocal da Claudinha dá uma AULA de ternura e de sensualidade nas músicas. A banda ajuda muito, mas é ela que acaba brilhando. E com uma loira dessas na frente do palco, que banda não tocaria bem? Sem trocadilhos infames de novo, por gentileza…

O som do Vega: Pop Rock para escutar de sábado de manhã.

Mas a primeira colocada é difícil de ser batida, camarada…

Bom, a Natasha já fez parte do Party Up, e sendo que esse nome batizou o único (ao menos que eu tenha notícia até agora, pois a banda SUMIU) cd do Toyshop. Os nomes das bandas são gringos porque ela canta em inglês – por sinal, a única das três – e talvez por aproximar o som da banda ao que eu costumo ouvir, que tenha simpatizado tanto com a Toyshop. E desde o Party Up, a garota e suas bandas tiveram uma relativa cobertura da Revista Bizz e da MTV, sendo tratada como uma “excelente vocalista promissora”.

Claro…! O vocal da Natasha é algo pra se perder a cabeça de tão delicioso! Tanto a pronúncia quanto o timbre dela são algo de outro mundo. Mas além disso, que tal olhar um pouco mais pra fotinho acima e entender o porquê do reinado na criança nas emoções do rapaz aqui. É saúde demais num lugar só, brother! E mesmo tentando foder a capa do cd dos caras com esse recorte bizarro no cabelo da menina, foram sábios em deixar à mostra essa barriguinha esculpida por Deus. Amém!

O som do Toyshop: Punk Rock Bubble Gum, mas bem melhor do que qualquer porcaria americana.

Por sinal, se ALGUÉM tiver notícia dessa banda ou da Natasha, por favor me avise!

Bom, antes de terminar mais este post perfumado, vamos promover mais dois novos (e excelentes) talentos musicais nacionais, uma vez que em tempos de Charlie Brown Jr (a banda de aluguel daquele gordo fedido filho da puta) e CPM 22 (que só sabem tocar uma música, mas colocam letras diferentes e gravam um álbum), alguma coisa de muito melhor a gente TEM que oferecer à indústria, não é mesmo? Então vamos fazer o trabalho sujo e divulgar as pratas da casa que, se vocês ainda não conhecem, vão conhecer agora (as semelhanças nas cores das roupas foram uma coincidência vermelha):

Porque a Lu arregaça quando canta, e como disse a Kalu nos comments do post passado, fica sexy pra burro no palco. Porque ela gravou uma versão de Malibu muito melhor do que a do Hole. Porque ela é minha amiga e eu curto essa loira pra cacete. Bons motivos, não é?

Ela fica sentadinha com violão em punho cantando em português, e faz um estrago DAQUELES. Porque aquela vozinha baixa se transforma num veludo quando ligam as caixas de som. Porque Los Hermanos é bom demais, mas na voz dela fica ainda melhor. Porque esse olhão claro hipnotiza todo mundo durante os shows. Ah, e porque ela é ela, e não precisa de outra explicação. E eu também adoro essa menina.

Tá bom né?

Rockeiras que deixam minhas pernas bambas

Em Música por Marcelo Masili - 8 de junho de 2005

(além de provocarem outros movimentos involuntários do corpo)

Música tema deste post:
Eu gosto de mulherUltraje a Rigor

Alguns preferem estudantes orientais. Outros, ninfetas de meias. Eu prefiro mulheres de guitarra ou microfone em punho – afinal, nada melhor do que juntar o útil ao agradável, não é mesmo?

Já que estamos numa fase animada, cheia de piadinhas infames e contos fantásticos, vamos brincar um pouco de listas – afinal, isto é um blog, e blog que não tem lista não é blog. Mas como eu não quero me tornar um cara maçante, meus rankings têm no máximo três coisas. Sim, três – e sempre acompanhados de fotos. Porquê quem gosta de texto sem imagem que vá ler o Caderno de Economia do Estadão.

Hoje, brincando com minha amiga Ariett (que já está sentindo falta de mim, mesmo antes que eu saia de férias, uma vez que ontem ela passou a tarde vasculhando e comentando os blogs relacionados aqui ao lado, numa pífia tentativa de tentar me substituir até nas minhas amizades), resolvi propor o desafio das(os) três rockeiras(os) mais pananãs* do mundo.

*pananãs
Termo masilístico que substitui ajetivos como “gostosa”, “tesuda”, “vitaminada”, “bem-desenvolvida” e outros termos equivalentes. Soa muito mais simpático, e bem menos vulgar.

Eu tenho minhas três eleitas há tempos. Vamos a elas (em ordem crescente, pra fazer clima):

Começando pela prova cabal de que não precisa ser uma Piovani pra ser tudo de bom. A Margo não é tudo isso de rosto, e menos ainda de corpo. Ela é o perfeito esteriótipo da americana branquela. Mas a voz dessa mulher é uma coisa de tirar qualquer um do sério. Um sussurro dela funciona perfeitamente como teste cardíaco.

Margo Timmins é a mulher séria que todo homem gostaria de ter após os 30 anos. Fala baixinho, mas bota respeito. E que respeito (sem dubiedades, por favor). Agora, vamos à vice…

Porque Deus criou a mulher, e quis caprichar na boca. Sim, a boca é o principal canal para se saber se uma mulher esquenta ou não o banco do seu fusquinha (é meu filho… beijo ou É ou NÃO É – sexo a gente aprende o jeito, mas boca é química mesmo – palavras sábias da Chu, recém-chegada a este muquifo). E que boca é esta, dona Sheryl?? E essa pinta a la Crawford ?? (Ahahahahah! Eu tenho uma igual, e essa eu NÃO TIRO!)

Sheryl Crow é sexy porque é feminina pacas. Porque é meiga, tem olhos claros, essa boca absurda, e posa para fotos em poses indecentes como a de cima.

Ah sim, e quase me esqueço: ela canta e toca bem. Let’s go to the top…!

Ela é baixinha, magrinha, branquela, tem testão, microseios, e às vezes corta o cabelo de um jeito ridículo. “Mas ainda assim é top, Marcelão? Mas que mau-gosto é esse, meu filho?”

Pra você que pensou isso sobre mim, eu digo: ACORDA, SUA LONTRA! Olha só o naipe da Shirley!!! A mulher tem uma coisa linda, absurda e deliciosa chamada ATITUDE! É, ela pula no palco, ela berra com a galera, ela canta pra cacete, e nem parece que ela tem uma megabanda composta por outros três produtores megafodões!

E ela pode ser baixinha, magrinha, branquela, testuda, natural (sim, porque nem todos preferem a Pamela Anderson) e eu acho ela um TESÃO com todas as letras. As músicas do Garbage podem ser divididas tranquilamente em duas linhas: as sexuais e as esporrentas. E quem comanda esse circo todo é a baixinha aí…

Dona Shirley Manson: quando quiser dar uma sussurrada no meu ouvido, é só chamar! Eu sei babar, latir e rolar. Só não finjo de morto…

Com isso, terminamos aqui este ranking completamente pessoal e parcial sobre estas beldades. Em breve a Ariett deve estar rebatendo este texto com conteúdos cuequísticos, pras meninas ficarem felizes também. A Carol já fez o dela, e aos poucos vamos despudorizando as pessoas!

P.S.: Neste post não foram citadas nem a Lu nem a Dani, ou a Shirley provavelmente cairia para terceiro posto, e assim sucessivamente com as outras! Sim, porque as leitoras deste blog e amigas deste sujeito também são fortíssimas…

A ameaça fantasma? O ataque dos clones? A permanência das pintas!

Em Vidinha por Marcelo Masili - 7 de junho de 2005

Se Star Wars pode ter cinco seqüências, essas história pode ter também. Lá fui eu, feliz e serelepe, ao cirurgião ontem.

Chego lá e me deparo com uma secretária gorda, que pilotava um computador com monitor de cinco polegadas e um teclado que não via um pano há tempos. A gorda estava comprimida em um cubículo de pouco mais de 20 centímetros, com uma parede marrom ao fundo. Marrom mesmo, uma paisagem meio assustadora. Ela me entrega uma ficha feita à mão (provavelmente pela própria hipopótama), e após preenchê-la aguardo pacientemente a saída da paciente atendida antes a mim – uma loira repuxada, que saiu chiando do barulho do ar condicionado, e errou ao assinar o cheque.

Lá fui eu, pronto a detetizar minhas manchinhas protuberantes. O doutor, um velhinho muito simpático, pede para que eu tire a camisa e analisa a possibilidade da extinção das ditas. Com exceção de uma (que está hermeticamente fixada em cima de uma mancha que eu tenho nas costas, e a qual segundo ele, se for “arrancada” – como é gostoso ouvir um termo desses de um médico pronto a te fazer de cobaia: AR-RAN-CA-DA – , jamais cicatrizará), de resto tudo bem.

- Pode colocar a camisa e vamos ver quando podemos fazer isso…
- Ahn?
- É, precisamos marcar a cirurgia.
- Cirurgia?
- Sim, a cirurgia. A última vez que mexi com laser foi em 76.
- O senhor operou as pintas com uma basuca? Em 76 não existia nem luz elétrica…!
- Ah, e você vai ter que pagar a minha instrumentista.
- Quê???? E quanto morre nessa brincadeira???
- Cinqüentinha.
- Afe…
- Pode marcar.
- Pode. Vou pra casa rir e amanhã desmarco.

E foi o que eu fiz. O mano só mexia com bisturi, nada de laser. Já que ele curte tanto uma faca, e com toda aquela carne na recepção, ele muito bem que poderia abrir um açougue.

Conclusão: as pintas continuam aqui. Em épocas de sabre de luz, de Luke Skywalker e de Darth Vadder, será que o Yoda cobra muito pra dar uma espadadinha de leve na minha cara? Afinal de contas, esses caras devem fazer a barba de algum jeito muito diferente…

Operação limpa-dálmata

Em Vidinha por Marcelo Masili - 6 de junho de 2005

Tá, hoje eu vou tirar algumas das minhas pintas.

E antes que você me pergunte “o que eu tenho a ver com isso?”, eu respondo que já fui por diversas vezes chamado de ligue-pontos. Nunca ninguém me chamou de dálmata, mesmo sendo branco e com o estranho costume de latir pra gente estranha. Minha pinta do nariz também deve dançar, o que está me causando uma séria crise de identidade, uma vez que vou estranhar muito após 25 anos de vida acordar e não ter um carrapato na cara pra espantar.

E antes que pensem que vou tomar overdose de alvejante, não é nada disso. Apenas as altas, aquelas que normalmente sangram após fazer a barba (e que sangrariam se eu depilasse minha virilha) serão removidas para o universo das pintas mortas.

Sei lá se após uma cirurgia tão complexa estarei apto a falar ou teclar novamente. Então, caso eu não volte mais a este recinto devido a um erro médico, distribuirei meus bens igualmente entre os moradores da Guiana Francesa e, ao contrário da Terri Schiavo, eu quero que desliguem os meus aparelhos logo. Sim, porque comida de hospital (ainda mais na UTI) é uma merda.

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