Masili neles!

De onde vem a calma

Em Umbigo por Marcelo Masili - 27 de maio de 2005

o que a mente não faz questão nem tem forças pra obedecer

Chegou o frio. A noite, chegaram todos juntos. Os amigos estão aqui, de volta por perto ou longe (não existem amigos longe – amigos SEMPRE estão por perto, eu então não são amigos). E chegou a calma. Vinda de longe, desacreditada até mostrar seu rosto, e que sempre que se afasta deixa muita saudade. Mas ela voltou, sussurrando uma voz doce, maravilhosa, tão carregada de paz que relaxa o corpo e a mente assim na primeira palavra que sai de sua boca. Chegou com seu abraço aconchegante, com seu beijo leve e pronto – a vida volta a ser azul. Coincidências com o céu azul aqui de cima? Sei lá… só sei que ela chegou.

E no que depender de mim, fica aqui.

A todos os que me amam, me adoram ou têm meu pôster no teto do quarto

Em Vidinha por Marcelo Masili - 24 de maio de 2005

Claro que o título do post é uma aberração… pra ter um pôster meu, é necessário um histórico de mais de 20 internações em clínicas de recuperação.

Tenho recebido mostras expressivas de carinho nos comentários deste blog. E isso é muito legal, o retorno dessa galera toda é muito bacana, e me deixa feliz pacarái. Mas tem gente que não gosta, acha exagerado, sei lá…

Bem, pra essa galera: não se impressionem com os diversos “te amo”, “te adoro” e etecéteras contidos nos comentários. Antes que pensem que eu sou um puta dum galinha que sai por aí arrastando a asa pra cima da mulherada, é mais fácil falar aos que não me conhecem. Demonstrações de carinho nunca são mal-vindas… todas são muito bem aceitas SEMPRE (e se possível, retribuídas com o mesmo empenho). Tem gente que acha absurdo usar este ou aquele termo, que não se fala isso toda hora, e por aí vai.

Cara, na real? Eu acho que antes as pessoas demonstrem esse tipo de carinho da forma que bem entenderem, mas DEMONSTREM, do que guardem uma palavra bacana que sabe-se lá Deus se será algum dia repetida. Ninguém fica triste com um sorriso recebido, com um abraço ou um beijo. Eu só posso é agradecer por tanto afago! Assim meu ego fica do tamanho de uma daquelas gordas que me atrapalha toda manhã, enquanto estou pegando o ônibus…

Porque hoje é segunda-feira

Em Umbigo por Marcelo Masili - 23 de maio de 2005

Por quê o tempo passa tão rápido?

E tudo aconteceu em outros lugares. Longe dos monitores, perto (muito perto) das pessoas. No frio úmido da cidade cinza que acorda preguiçosa num domingo perdido. Onde os pontos perdidos se (re) encontram, que o suspense acaba e que a ansiedade dá espaço ao momento: aquele momento que terá seus dois segundos de emoção explícita guardados na mente pelo resto de nossas vidas. Que o alívio pela decisão acertada nos absolve ao fim do dia, permitindo que sonhemos com outros dias iguais ou melhores ao que estamos encerrando. Sim, a vida nos traz as pessoas de onde menos imaginamos. Elas sempre estiveram ali, prontas a nos dizer bom dia, a nos abraçar e beijar, apertar as mãos no dia frio, dividir o sofá da sala, e deixarem saudade. Apenas os caminhos, que nem sempre foram os mais fáceis, ainda não haviam se cruzado. No mundo que é bem maior do que o quarteirão perto de casa, as esquinas se multiplicam.

E hoje é sim, um grande dia pra liberdade.
De curtir um bom momento e sonhar com outros que ainda possam vir.

(Não é gostoso ficar brincando de metáforas, misturando pensamentos, emoções, vontades e sentimentos, quando você tem muito a dizer mas ao mesmo tempo não quer dizer nada e deixar que cada um interprete o que você diz, cada qual à sua maneira?)

Porque hoje é sexta-feira

Em Vidinha por Marcelo Masili - 20 de maio de 2005

Música tema deste post:
MangueiraSeu Jorge


deixa o dia invadir…

por Bibi.

Como diria uma vovozinha querida “e de repente as coisas mudam de lugar e quem perdeu pode ganhar”. Na verdade ela conta que é o Paulo Ricardo, mas os créditos são dela, afinal de tempos em tempos ela lembra disso. Que tal colocar as coisas em um lugar diferente? Será que a culpa é do sono reduzido, mais certo, será que é culpa da sexta-feira. Ah se todo dia fosse sexta-feira, que graça teria. Cada um tem seu motivo especial com um ansiedade secreta pelo final de semana. Encontros, reencontros, descobertas, amor, acerto de contas, beijos, abraços seja lá o que for, alguns tem motivo de sobra e outros nem tanto pra esperar pela sexta-feira. Bolinhas rosas em um fundo branco, uma angústia pra lá, deixa o dia invadir que nem sábado passado, rimando pateticamente. Vamos dançar com a música de fundo, “é hora do funk, alô Mangueira… ninguém chora, não há tristeza…” – Então vem aqui pra gente se encontrar vai, deixa essa nhaca de lado, qualquer sentimento estranho, recomeça de onde parou, vamos tomar uma cerveja, vem aqui. Repare, todo dia pode ser um novo recomeço. Otimismo barato ou não, quem sabe, de repente tudo muda de lugar mesmo e você pode continuar ganhando. Nhas a parte, que venha o final de semana, porque podemos estar preparados, ou não. Que diferença faz? Mudando de lugar.

“Essas” dez horas do seu dia são de que jeito?

Em Trabalho por Marcelo Masili - 16 de maio de 2005

Eu não esqueço que uma das minhas primeiras “exigências” quando mudamos para a Vila Olímpia. Ao planejarmos o novo escritório novo, eu, com meus vastos 7 meses de vida profissional, fui responsável pela nova diagramação dos ambientes. Topei o desafio com uma condição: que o meu “novo local” fosse ao lado de uma janela. Promessa cumprida, fui um dos caras mais invejados de lá, já que a maioria não podia diferenciar o dia da noite.

Aqui aconteceu a mesma coisa. E hoje eu fico aqui com o solzão do meu lado, e entre nós um vidro filmado e um aparelho de ar condicionado. Já cheguei a achar que isso não fosse vida… Se bem que, se a gente parar pra pensar, de fato não é. Lá fora com certeza as coisas estão bem mais gostosas do que aqui dentro (mesmo que só aqui tenha sombra).

Mas não dá pra reclamar. Tem gente que trabalha em caixa de banco, que entrega correspondência debaixo do tempo que for, que carrega 20 kg nas costas, que entrega botijão de gás, que vai vender na feira nas madrugadas de quarta e sábado. Esses caras sim dão um duro desgraçado, enquanto eu fico aqui na macioca, divagando sobre os ambientes de trabalho e olhando pra esse puta céu azul e esse solzinho das 16h15 – conjunto esse que dá aquela preguiça irresistível…

E antes que me perguntem se eu não estar trabalhando, eu respondo: é, pintou uma folguinha. E eu resolvi escrever alguma coisa nova por aqui. Ah, e claro… a preguiça também me pegou.

You say goodbye. And I say hello.

Em Vidinha por Marcelo Masili - 12 de maio de 2005

Este título coube bem demais a três pessoas nos últimos dias. Pois muito bem – a quarta, que sou eu, o está usando hoje. E isso porque hoje não preciso dizer mais nada. Existem horas que precisamos seguir em frente. A minha chegou há quase um mês, quando percebi que o inferno não era o melhor lugar pra viver. Por isso, resolvi transformar minha vida no céu azul de toda manhã: no recomeço dos dias, na liberdade, no sonho que pode se realizar até o anoitecer; e que caso não aconteça, se renova no dia seguinte. Não existe palavra que foi dita e esquecida, nem saudade de coisas boas que não emocionem. Mas é hora de seguir. E eu não preciso mais ouvir “as verdades” que foram omitidas enquanto eu ainda acreditava nelas. O silêncio sempre me incomodou – e em certas horas, ele dá ares de abandono. E sinceramente? Nesse momento o que eu preciso é de barulho, e dos bons.

Porque ninguém cresce sem música.
Sem voz.
E sem querer alguma coisa dessa vida

A maratona continua

Em Vidinha por Marcelo Masili - 9 de maio de 2005

O fim-de-semana voou de novo. Entre tanta coisa pra fazer, até que dá pra descansar um pouco. Ontem assisti A Vila, e ainda não sei se gostei. Vou rever e aí tiro uma conclusão. Assisti à vitória do Raikkonen, ouvi a humilhante derrota do meu time, cochilei, e trabalhei muito. Tive um “fim-de-semana família” – pastel de feira em um sábado glorioso de sol pela manhã (preciso escrever sobre a feira! Os cachorros, as camisas de futebol, os vendedores de limão, as piadas dos feirantes, os papos de antigos amigos que não se conhecem – lembrar dessas linhas, Marcelo), de vontade de escrever muito sobre tudo o tempo todo, e de certa forma cheio de pessoas ao redor de mim, mesmo que distantes. Telefonemas e conversas pela net, gente chorando, gente rindo, gente confusa, gente que não sabe o que fazer. E eu aqui, sendo gente de paz, gente feliz que vive momentos pequenos e que agradece que por mais um dia as coisas não tenham saído muito dos trilhos. Gente que quer escrever um pouco como se escrevesse um diário, pra registrar que existe sim paz e alegria por essas bandas. Já é madrugada, e daqui a pouco tudo recomeça. E a alegria simples de estar vivo não pode parar.