Masili neles!

Procedimento padrão

Em Trabalho por Marcelo Masili - 28 de abril de 2005

- não se planejam e fazem cagada;
- convocam reunião (que dura duas horas em dia cheio);
- choram a cagada pra todo mundo;
- surge um(a) puxa-saco;
- o/a puxa-saco chora junto;
- todos se vão sem resolver nada, e com raiva do(a) puxa-saco;
- o(a) puxa-saco pega um café e sai rindo.

Primeiro vieram os macacos.
Os gregos.
Os romanos.
E agora, os diretores.

E essa é a história das reuniões de trabalho ao longo dos tempos.

Michael Paulus Gallery

Em Ilustração por Marcelo Masili - 26 de abril de 2005

Em uma nova tentativa de disseminar o bom design e as coisas bacanas que estão na internet às grandes massas e aos pobres fedidos, vai pintar de vez em quando por aqui o quadrinho “VALE UMA ZOIADA…”. Inaugurando esta parada, temos aqui um trabalho muito legal do desocupado Michael Paulus – que perdeu seu tempo de uma forma muito bacana, desenhando os esqueletos de alguns personagens em quadrinhos. Um trampo bem bacana, que vale uma zoiada. Aos curiosos, dêem uma olhada no restate dos trabalhos do cara – que estão no mesmo endereço. Clique na imagem aí em cima e divirta-se…

3Minutos – prestando serviço à disseminação do que presta na web.

A chance de ter cicatrizes

Em Umbigo por Marcelo Masili - 22 de abril de 2005

por Bibi.

O limite está sempre ali, olhar pra cima ou pro lado, o que você consegue? O que você aguenta? Sensação de que tudo saiu do lugar, frequência errada, chiados, tirem-me daqui! É preciso muita força e humildade pra reconhecer o que está errado. Entender então essa necessidade do outro, da maneira saudável ou visceral. Não acontece todo dia esse sangue correndo quente. Acreditar no pra sempre, ele existe? Ah, só eu sei… As coisas que ficaram em pedaços, culpa da ira, da fúria, do descompasso, culpa de quem ou do que? E então ter a chance de juntar os cacos. Linha e fita adesiva são as auxiliares dos reparos. Paciência pra colocar tudo no lugar, trazer de volta as lembranças. Trazer de volta o que está aqui dentro. Eu me permito.

Tudo em três semanas

Em Música por Marcelo Masili - 20 de abril de 2005

Aceito doações desde já.

Won’t u take me home

Em 3minutos por Marcelo Masili - 19 de abril de 2005

por Bibi.

Um presente em uma manhã de segunda. A chave de uma casa especial. Um certo frio na barriga, uma sensação de invasão de privacidade. Um dia depois e estou estreando a chave nova. Olha só esse canto, agora faço parte dele também. Um mesmo espaço que me fez encontrar no meio da cidade louca alguém que vale a pena. Afinal, tem gente demais por aqui, mas pra valer a pena, ah… isso é outro papo né? Palavras pra iniciar minha primeira estadia nessa casa. Desejos sinceros de quem aprendeu a gostar simplesmente. Trilha sonora de paz, de um alívio necessário pra qualquer dia, seja ele de sol ou de nuvens. A eterna garota do blah, que por muitas vezes solta seus nhas, está aqui. Obrigada pela confiança, pela chave, por tudo e sempre. Agora aguenta que vai ser difícil me despejar.

As malas e os sacos pretos

Em Vidinha por Marcelo Masili - 18 de abril de 2005

Dentre todas as lembranças, as únicas que de fato ficam são as boas. Os momentos de tensão, as lágrimas, a dor – tudo isso passa. Morre na explosão, é catapultado no impulso da bomba que estoura. Registra-se os fatos, a memória imortaliza e você se recupera, pouco a pouco, dos estilhaços que ficam presos ao corpo.

A saudade que indica que as decisões certas foram tomadas – essa também se esvai. Muito mais lentamente que a explosão e os estilhaços, essa repuxa e por vezes dispara o coração, em mistos de angústia e de expectativa. Não existem arrependimentos – as decisões sempre tiveram o mesmo fim: a felicidade. Mesmo que seja por algo irreversível, ela sobrevive durante o tempo necessário para que nossa rotina a enterre. Nossos compromissos, pendências, dívidas – tudo isso atropela a saudade, e ela lentamente também é esquecida.

O céu não é azul para quem olha para o chão, que chuta as pedrinhas, que remove a terra. Não há força que recupere o que o coração esquece. Veja bem, as nuvens se foram e o Sol voltou a brilhar. Mas as cortinas ainda estão fechadas. O fogo, a velocidade, as lembranças de algo “que é a minha cara”… tudo está morto. Aquele cara também morreu. No enterro de hoje, as dores, a saudade, a ressaca da dor que não cessa, e o céu continua lá: azul, limpo e enorme.

E o que fica? O céu sempre esteve aqui, mas nosso olhar guia nossos passos. Olhar para cima não era mais um hábito, mas agora faz parte da vida, todos os dias. A sensação de liberdade, a vontade de alcançar as nuvens, o vôo de quem quer se perder em si mesmo – e por que não, perder-se de tudo e de todos. Recomeçando com uma pequena nuvem, de forma moldável ao olhar e ao humor do dia. Aos poucos, conquistar o céu. Voar alto, olhando para baixo e deixando para trás uma coleção de cadáveres.

As lagartas sabiamente se transformam em borboletas. Essas sim sabem o verdadeiro valor das coisas: rastejam lentamente durante uma parte de suas vidas, se retiram e se escondem dentro de si mesmas, transformam-se e quebram a casca que em nada encantava aqueles que a observavam. Ganham cores. Voam livres. Mostram que a vida vai muito além de uma primeira impressão. O seu primeiro contato machuca, às vezes queima. Agora, são inalcançáveis, supremas.

Um adeus ao passado. Pois o futuro chegou. E o céu está azul.

Pancada esporádica

Antes que eu me esqueça: sim, eu preciso escrever em momentos de silêncio absoluto.

O silêncio não é de luto pelas mortes abaixo referidas. É sim para que os pensamentos possam fazer eco, e na repetição das coisas eu perceba o que de fato ainda me chama a atenção. Enquanto isso, as palavras de carinho e os abraços – aqueles iguais aos do fim-de-semana – continuam chegando – e sendo bem-recebidos.

Um reinício

Em Vidinha por Marcelo Masili - 17 de abril de 2005

Nesse fim de semana, o que eu posso dizer é que tive provas maravilhosas de amizade, muito carinho e muita paz. É bom encontrar abrigo na sinceridade de pessoas que te querem bem. Foram dois dias especiais, praticamente perfeitos e que já deixam saudades.

O dia de hoje – enfim – termina feliz. E que mais e mais dias como esse continuem ilustrando a vida da gente – da gente que batalha muito, e tem que agüentar tanta energia ruim e negativa querendo nos derrubar. Não há nada mais valioso e intenso do que um abraço, uma conversa e um carinho vindos de uma amizade cultivada com sinceridade e cumplicidade extremas.

Bibi, Dani, Vivi, Clodô, Tati, Dani, Aninha, Carol, e qualquer outra pessoa que tenha tido algum pensamento positivo ou oferecido um sorriso sincero e que com certeza foi recebido por mim – obrigado por estarem me salvando.

Tirem essa porra daqui…!

Em Umbigo por Marcelo Masili - 13 de abril de 2005

As pessoas estão sumindo.
Não agüento mais minha faculdade.
Meu peito dói cada vez mais – de vazio.
Este maldito ano não acaba.
As coisas em casa cada vez piores.
Tudo o que eu me meto dá merda.

Quando não há nada positivo pra se escrever, tenta-se descarregar o que há de negativo na esperança de que alguma coisa melhore. Mas resumindo em duas palavras: Tà FODA.

Puta que pariu – quando essa maldita fase vai passar?!?

Só na porrada mesmo…

Em Umbigo por Marcelo Masili - 11 de abril de 2005

A semana da morte do Papa deixou claro que o apego das pessoas a coisas não-palpáveis continua forte e mobilizando aos mais diferentes tipos de pessoas. Isso é muito bom, é bom saber que existe algo que unifica, que mobiliza.

O problema é que as notícias esfriam, assim como falsos sentimentos, modismos ou tudo aquilo que é superficial e só soma mais alguns momentos em nossa vida. E nessas horas é que a gente perde as coisas que de fato deveria levar a sério durante a vida. Que a gente esquece os nomes, que as pessoas se vão, que os valores são jogados ralo adentro. Analisar as situações que de fato nos deveriam trazer um mínimo de reflexão, de mudar alguma coisa na nossa vida – isso dá trabalho, então a gente nem faz. E engole, como mais um prato de arroz/feijão em um almoço de meio de semana.

Toda essa “reflexão” eu só estou fazendo por ter acordado hoje, debaixo de um céu azul maravilhoso, ter tomado um café da manhã bacana, e tudo isso não estar valendo nada por um gravíssimo peso na consciência que estou passando. Por ter me enganado, e enganado a quem eu mais prezo nessa vida – meus pais. Uma mentirinha boba, mas mentira não é meu forte – é um hábito que detesto, e quando exerço acontece isso: uma introspecção fodida e um arrependimento danado de não ter seguido meus verdadeiros valores.

É na adversidade que a gente vê, mesmo que com besteirinhas como a de hoje, quem de fato nós somos. Que se insistimos em manter algum contato com alguém, que aquela pessoa de fato mereça isso. Que respeito é algo que nunca sai de moda. Que nossos pais são nossos pais. E que cagadas acontecem uma vez, não duas.

Esse post é uma prestação de contas com minha própria consciência. E um lembrete pra que eu não cometa o mesmo erro duas vezes, sob pena de ser obrigado a sentar no canto da sala, de costas pra turma e com um chapéu pontudo bem grande escrito BURRO.

(E em tempo, não me perguntem qual foi minha cagada – cada um com seus problemas, já diria o profeta…)

Que se dane o Paulista – nós já temos 25…

Em Futebol por Marcelo Masili - 4 de abril de 2005

Foi o título mais pão-com-frango que eu já vi, mas mesmo assim os Bambis estão felizes e mereceram (como diria o sábio Chico Lang, antes “eles” do que o Palmeiras). E já que eu não gosto de coisas sem-graça como o jogo de ontem, vou encarar emoções fortes naquele que promete ser o mais tenso programa do ano, comparável a grandes batalhas como Davi e Golias, Michel Serdan contra Aquiles, He-Man e Esqueleto e Xuxa versus Mara Maravilha: Corinthians x Cianorte!

Tá, eu sei que você não conseguiu comprar seu ingresso a tempo! Por isso mesmo estou disponibilizando esta imagem logo acima para que todos saibam que sim, eu tenho um – e original! Caso você queira adquirir esta preciosidade, começamos aqui o leilão deste verdadeiro brinco com a módica quantia de 60 Reais… alguém se habilita? Garantia de 3 gols no mínimo (Fábio Costa, não vai fazer cagada hein lambari!) e muita festa ao final dos 90 minutos!

Vai Corinthians, porra!

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