Masili neles!

Hoje a festa é sua? Hoje a festa é nossa…!

Em Vidinha por Marcelo Masili - 29 de dezembro de 2004

E é isso aí… chega de 2004!

Um fechamento muito legal aqui no Clube (especificamente aqui no setor de Comunicações e Marketing), onde rolou um inimigo secreto dos mais fakes do mundo – afinal, como fazer um “inimigo” num lugar onde todo mundo se curte?! Teve direito a tudo: porta-retrato cor-de-rosa com a cara do chefe, cd de axé, caixa de maracugina, chapéu de cowboy, meias infantis cor de laranja, coroação da miss do setor com faixa feita na funerária, e claro – o meu presente: cartinha com dedicatória da velhinha decrépita que insiste em nos visitar todos os dias (com direito a marquinha de batom)… um luxo! Ahahahahah!


Reunião anual dos sem-noção pinheirenses… (foto: Roberta Wally)


sim, nossos vizinhos são legais!

Amanhã é meu último dia do ano aqui no trampo, e já adianto um MUITO OBRIGADO à galera que (ao contrário dos dois primeiros posts – e aí que está o link da bagaça) faz do trabalho – que nem sempre é tão bacana – um negócio bacana. Essa alegria que a galera de Comunicações, Marketing, Esportes (grandes brothers, mesmo com o axé iminente), os 3 brothers do Help Desk e a maioria da galera de Planejamento, Sistemas e Tecnologia compartilha é o que eu quero deixar como tom neste provável último post do 3 minutos em 2004. Que em 2005 a gente simplifique ainda mais nossas vidas, curta mais e mais momentos como este e aproveite as coisas boas que temos pela frente. As ruins, a gente deixa pra trás…

É isso aí galera… um ótimo 2005 pra vocês (e quem sabe eu ainda volte pra um último brinde!). Até!

O Eremita do Vale do Silício

Em Tecnologia por Marcelo Masili - 28 de dezembro de 2004

Tem gente que nasceu pra viver sozinha.

Voltando a falar de humildade (será que já deu pra notar que é algo que anda em falta no mundo?), por que existem pessoas que insistem em tentar IMPÔR respeito e superioridade por meios nada convencionais? Como já diria Roberto Justus no seu O aprendiz, “liderança não se impõe – se conquista”.

Dão um pouco de autonomia a certos indivíduos, e poder na mão de pobre dá nisso: o cara pensa que é Deus.

Conclusão: além da total antipatia e da petulância de pessoa, o sujeito sente-se no direito de não explicar as próprias atitudes, inventando desculpas esfarrapadas para justificar suas arbitrariedades. É engraçado que estou me referindo a um caso específico (e com precedentes, da mesma e de outras pessoas que exercem coincidentemente a mesma função), mas tenho certeza que todo mundo conhece (e já trabalhou, ou aturou, melhor dizendo) alguém que se encaixa nessas características.

Essa “revolta” toda é justificada pelo fato de que, a partir da semana que vem, eu e todos os que se utilizam do MSN como ferramenta de trabalho termos que abrir mão deste recurso. A justificativa (que em um primeiro momento sequer existia) dada pelo nosso querido administrador de rede é que o software compromete a segurança da rede.

Justo.

O problema é que o mesmo recurso poderia ser utilizado em suas versões online, certo? Elas não abrem portas, não possuem problemas de instalação, não permitem invasões, sua taxa de transferência na rede é pífia… Pois bem: advinhem se esses mesmos recursos não serão igualmente bloqueados – como em parte já foram – pelo sujeito (que inclusive, já ameaçou também proibir o Orkut)? Com todo o respeito que a minha posição hierárquica permite, eu pergunto:

- Onde esse cara quer chegar?

Foi-se o tempo em que trabalho deveria ser um martírio, meu caro. A palmatória, o castigo e a ditadura não deram certo nos seus respectivos ambientes. Imposições nunca foram e nunca serão bem-vindas, ainda mais se não forem devidamente justificadas e embasadas em argumentos consistentes.

Mas enquanto isso, temos que lidar com esse tipo de situação. Não tem problema: gente que não preza o tal “networking” acaba sozinho, de um jeito ou de outro… E enquanto isso, eu continuo fazendo o meu trabalho bem-feitinho, e mantendo minhas relações com quem realmente preza o profissionalismo da melhor forma possível. Tudo bem que o escritório não seja a sua casa (e eu apóio em muito nessa afirmação), mas pra quê dificultar ainda mais o que já não é fácil…?

Ah, e educação é bom, sempre.

………………………………………………………..

Bom, este post está levando um upgrade necessário, uma vez que após criar uma Comunidade no Orkut que “odeia os administradores de rede” (assim como outras que odeiam corintianos, palmeirenses, peludos, carecas, meias vermelhas e pullovers de lã), acabei recebendo esta “delicadeza” no meu e-mail de trabalho – provavelmente de gente que encara tudo a sério nessa vida:

Mensagem original
De: administradores@rede.com
Enviada em: terça-feira, 28 de dezembro de 2004 13:24
Assunto: Revanche!

Nós administradores de Rede e toda comunidade ligada ao mundo da informática e similares vimos seu manifesto em relação a nossa classe extremamente ofensiva e infantil,gostariamos de lembra-le de que tudo que vossa senhoria faça ou pretenda fazer está ligada direta ou indiretamente aos nossos serviços por isso tenha mais respeito caso contrário encheremos o seu Cyber Rabo de Vírus.

Bom, pra ajudar vocês, injustiçados, eu sugiro: Montem uma comunidade pra mim! Algo como “Eu odeio o Masili”, ou “Masili FDP”, ou sei lá – algo desse naipe, que nem fazem com o Galvão Bueno… falem mal, difamem, me aloprem! Aí quem sabe vocês ficam um pouco mais felizes, e tiram esse rancor do coração, que tal? Eu juro que não vou achar ruim (e se quiserem, eu até ofereço uma foto bem ridícula minha dançando axé..!).

Esses brochas DE NOVO…

Em Futebol por Marcelo Masili - 20 de dezembro de 2004


Timinho de merda.

Eu odeio o Vasco da Gama.

Odeio. Porque é um time de bosta. A começar pela camisa dos caras, que parece uma simulação de cinto de segurança. Puta coisa feia, nem pra encaixar patrocínio serve. Aí vamos piorando: ao lembrar de seus ídolos, passamos por nomes como Bismack, Donizete (o Pantera, uma das maiores desgraças já compradas pelo Timão), Acácio (aquele goleiro da Copa de 90 e que deu a vitória ao time do Haiti no jogo dos amigos do Romário), Geovani (cuja mãe não sabia escrever o nome direito), entre outras personalidades…

Ah, será que eu preciso falar alguma coisa do Eurico Miranda?

Bom, mas sem mais delongas: o que falar desse timeco? Os caras não sabem vencer (vencem logo o Atlético Paranaense, na hora mais inadequada possível), não sabem perder (perdem pro Santos, o time mais asqueroso e zuado de São Paulo), roubam um Campeonato Brasileiro do Azulão (nosso querido São Caetano, que ao lado do Santos possui a torcida mais velha do mundo), entregam o título na mão dos caiçaras, não conseguem se classificar pra nada (Libertadores, Sul-Americana, Desafio ao Galo), não caem pra segunda divisão…

…porra, pra que serve esse time????

Mas, pra não me chamarem de injusto, o Vasco tem um lugar muito especial na minha vida também. Afinal, graças a ele e aos dois pés esquerdos do Edmundo, nós nos sagramos campeões mundiais em pleno Maracanã. E hoje, estamos aqui: corintianos, bambis e porcos tendo que aturar essa cambada de vovôs enchendo o nosso saco.

E antes que digam que foi incompetência nossa não chegar ao título, queria lembrar que o Tite levou nosso time da condição de rebaixamento ao quinto lugar da competição (ou seja, dez posições acima do Vasco), os Porcos voltaram da segunda divisão agora há pouco, e os Bambis… bem, esses amarelam sempre mesmo. Sobrou (argh!) merecidamente para o Santos…

Portanto, Vasco da Gama, OBRIGADO POR NADA, cambada de bacalhau.

Because I Love It (reloaded in sunday’s evening)

Em Música por Marcelo Masili - 18 de dezembro de 2004

Quase 22h em São Paulo.

Uma noite deliciosa, e você acha que eu vou ficar em casa?

Se você entrou agora neste blog, fugindo do Especial Roberto Carlos (ARGH!) na Globo, e ainda está em tempo, tome um banhinho rápido e venha pra cá. O bar é um tesão e o show vai ser foda…! E se você ainda não conhece a voz dessa menina, não sabe o que tá perdendo, meu caro…

* Reloading After Hours *

…bom, a noite foi acidentada. Sim, me atropelaram na Faria Lima (um imbecil deu ré e me pegou no meio da avenida, e eu só não fui arremessado no chão porque meu pé ficou preso embaixo do carro do cara) e um garçom derrubou uma garrafa na minha cabeça. Fora que todos os meus amigos que confirmaram presença se mostraram verdadeiros vovôs ao preferirem o Especial do Roberto Carlos à balada.

Azar de quem perdeu. Mesmo sozinho, pude acompanhar uma casa lotada e um som MUITO BACANA do PH8 de novo… Notas altíssimas ao repertório novo dos caras, e novamente um show à parte da Lu. Ponto a mais pro Dilvar, que arregaçou em “Vertigo” do U2 – na minha opinião, o ponto mais alto da noite. Bom pra mim, que fui e pude conferir. Gostaria de ter conferido mais, mas não rolou. E se alguém aí assistiu ao Especial do Robertão da Globo, me digam depois o que rolou de novo…

Sim, fui sarcástico.

O tamanho do prazer proporcionado…

Em Comes e Bebes por Marcelo Masili - 10 de dezembro de 2004

E no meio da guerra entre McDonalds e seu Big Fuckin’ Quarteirão com Queijo Duplo (também conhecido por aqui como X-Vaca), e nosso novo e ilustre Burger King, recém-chegado e ainda não-desvirginado por este que vos escreve, fica o nosso “estômago roncador”, nossa consciência ridícula e uma vontade absurda de mandar tudo o que é boi prensado pra dentro…


- Ai, que vontade de comer uma saladinha de grão-de-bico…

Claro que não dá pra desandar e comer só isso o tempo todo, mas a coisa mais irritante dessa vida é ver aquelas pessoas que olham, olham e olham, babam no cartaz com aquele hamburgão suculento e aquele queijo derretido, e começam a se lamentar porque “não podem comer porque isso engorda”. Aí passam uma puta vontade comendo salada de mato e tomando suco de soja…

Meu amigo, tenha dó né… Você vai morrer mesmo algum dia, pode ficar tranqüilo. Portanto, que tal aproveitar essa faísca de vida que a gente tem e cair de boca na vaca morta? O bagulho é bom, estufa e faz bem – pra alma. Sem essa de moralismo falso de academia… tudo bem em não comer sempre essas paradas (todo mundo sabe que isso engorda), mas não se prive do mínimo de prazer que um bom lanche gordurento e gostoso pode te fazer…

Apêndice:
Que fique registrado em ata que há algumas semanas atrás, em um daqueles desafios que só dois homens são capazes de fazer, Guto (o estagiário daqui do setor, também conhecido por ser o namorado do enfermeiro Josimar) encarnou Fred Flinstone e mandou pro bucho 3 QUARTEIRÕES COM QUEIJO DUPLOS, mais UMA BATATA MÉDIA e UMA COCA-COLA. O rapaz ganhou dez conto da minha conta, e o respeito de todos por se mostrar o maior tiranossauro já visto num McDonalds! E desafia a quem se habilitar..

Em contrapartida…

Em Música por Marcelo Masili - 8 de dezembro de 2004

Depois de discutir sobre o que há de pior na música brasileira (por sinal, os comentários e a discussão continuam abertos no post logo abaixo), tive que me redimir e voltar ao nível habitual de auto-respeito sonoro. Ao entrar na BananaMusic hoje no horário do almoço, dois cd’s sorriram para mim. Quais?

WaveTom Jobim
Simplesmente a Bíblia Sagrada. Um cd imaculado, impossível de ser traduzido em palavras (tanto que é quase completamente instrumental). Se você não faz idéia sobre o que está escondido por detrás dessa ma-ra-vi-lho-sa capa verde e azul (ou vermelha e rosa, dependendo da versão), eu diria que é a mais perfeita tradução sonora do que é “ser carioca”. Eu, como paulista convertido e já declaradamente apaixonado pelo Rio desde que pude conhecê-lo com todos os sentidos que me foram permitidos, posso afirmar isso sem a menor chance de estar cometendo algum tipo de heresia. Poético, sublime, absurdo… E se você acha pouco o fato dele ter “apenas 10 músicas” (como fez essa herege, que com certeza não faz idéia do tamanho da besteira proferida), eu digo: é o suficiente. E depois de ouvir Wave, me diga se alguma coisa não mudou na sua vida…

OpenCowboy Junkies
Quase rolou uma lágrima quando vi esta preciosidade me implorando para ser adquirida. É daqueles cd’s que você provavelmente só encontrará novamente depois de alguns anos (se encontrar). O Cowboy Junkies é uma banda já de longa data, e conhecida entre os amantes de um bom vocal feminino entremediado de melodias tristonhas e um tanto “rústicas”. Mais fácil dizer que é música pra se ouvir em dias de chuva… E é em Open que está uma das músicas mais lindas da banda, chamada Close My Eyes. Se pra você tudo o que estou falando soa estranho, faça como eu fiz: persista por alguns anos da sua vida e encontre esse cd. Aí a gente conversa de novo…

Algumas coisas a gente faz. E não explica.

Em Vidinha por Marcelo Masili - 6 de dezembro de 2004

Nossa vida é composta por uma sucessão de momentos. Explicação simples pra algo que às vezes parece tão confuso. E essas próximas linhas vão trazer um momento muito particular e diferente da minha vida, que aconteceu na última sexta-feira, de forma completamente inesperada, e que me trouxe algo que eu queria demais – e não sabia.

Ao voltar da faculdade, por volta de umas 22h30, fui esperar meu ônibus no ponto como sempre faço. E estranhamente uma paz enorme foi surgindo dentro da minha cabeça, sem maiores explicações. Dominou meu corpo, os sons foram desaparecendo, o corpo ficando mais leve, e eu me senti estranhamente calmo. Demais. Sei lá com explicar isso, e muito menos o que se seguiu.

Comecei a pensar, e as idéias foram fluindo uma a uma, sem atropelos. E nada de dúvidas: comecei a me responder de que forma poderia lidar com meus desejos, minhas pendências, como tentar ser um cara melhor e mais feliz novamente. Tudo de uma vez, sem a barreira dos preconceitos, e muito menos dos meus próprios fantasmas. Tudo tão claro, tão fácil, mas que precisava de algumas ações que pareceriam absurdas se não tivessem esse fim…

Tá, eu sei. Parece história de hippie doidão, místico ou de bêbado. Pois é: essa é a impressão que dá quando vivemos momentos assim. Cheguei em casa pensando se meu mundo não poderia ser um pouco melhor se eu pudesse ser um pouco mais autocrítico; se não poderia ser um cara melhor se olhasse as coisas com mais calma e com a cabeça no lugar; se não seria hora de apagar velhas marcas e rancores que já não fazem mais sentido.

Acho que jamais precisei tanto de um negócio chamado humildade pra levar essa “luz” à frente. O fato é que desde sábado, quando comecei a levar tudo isso a sério, me sinto melhor, mesmo que ainda não tenha tido nenhum retorno sobre tudo isso (por sinal, algo muito relativo – minha consciência já me deu o retorno que eu queria, trazendo paz – coisa que a gente só consegue quando tem certeza de que fez a coisa certa)… e acho que a gente tem mesmo é que parar de se enganar. Às vezes tudo parece tão simples – e se parece, é porque realmente é. A gente complica tudo demais…

Sei lá de onde veio tudo isso. Mas foi bom, demais.

Mais um fazendo hora-extra na Terra…

Em Chacotas por Marcelo Masili - 3 de dezembro de 2004

A pérola do final da tarde de ontem ganha corpo somente ao final da tarde de hoje (não disse que estou completamente sem tempo?).

Neste ramo de atividade do qual faço parte (o dezáine), somos obrigados a conviver com pedidos bizarros o tempo todo. Dessa vez, pediram um logo* para um evento que a princípio chamaria somente FEIJOADA CARNAVALESCA. Foi feita então a ilustração da esquerda – com feijõezinhos felizes, em uma ilha com coqueiros (pedido presente no briefing, acreditem). Todos adoraram. bem…

…quase todos.

Ontem alguém** decidiu que tudo isso estava errado. Pediram pra que eu “aumentasse” as folhas das palmeiras (sim, meus coqueiros se transformaram em palmeiras – ou então desenhei palmeiras transgênicas sem notar), …

Intermission

Essa coisa torta aí em cima é a sugestão de palmeira que o diti cujo me deu: a tal da “gogó da ema”, famosa (?) no Rio de Janeiro. Agora imaginem a minha cara, tendo que substituir meus coqueiros pelo gogó da ema do velho. “Putaqueopariu” era tudo o que eu conseguia pensar nessa hora…

End of Intermission

…que colocasse umas araras, umas bananas e uma mulata sambando… “Bem Brasil, sabe…” – sim, eu tive que ouovir isso e ficar quieto, pois ainda tenho que pagar mais um ano de faculdade. Aí eu me formo, e tenho (em teoria) que continuar ouvindo merda da boca de um velho decrépito que acredita que a melhor forma de retratar o seu país é mostrando a “república das bananas”, com uma mulata rebolando na frente de “palmeiras”.

Não, eu ainda não cortei meus pulsos. Mas já estou providenciando meu porte de arma.

*logo aqui significa qualquer coisa que possa ser impressa. Já tentei explicar que um logo não é isso, mas desisti por livre e espontânea ignorância coletiva.

**não citarei nomes por motivos de inteligência. Só posso dizer que quem fez isso é realmente quem manda na parada (por incrível que pareça).