Um sonho realizado
Não foi a primeira vez que me pediram uma tatuagem. Por sinal, mais duas estão sendo produzidas com todo o carinho e dedicação que merecem. Mas foi a primeira vez que levaram o pedido à s últimas conseqüências, e eu pude acompanhar sábado passado a tattoo dessa rosa aqui ao lado (esquerdo) sendo feita nas costas dessa menina, que é mais do que especial por aqui. Agora há pouco, recebi a foto dessa doidera que, pra mim, ainda parece irreal. Mas não é, como comprovado abaixo…

Lu, obrigado. Pela coragem de encarar essa, e por tudo o que você tem feito e tem sido pra mim. Não tenho palavras – amo muito você! Beijão!
Já deixa saudades…
Foi mágico. E foi o último.
Bom, difÃcil vai ser definir o que aconteceu ontem. Então, vou tentar encontrar as palavras depois de tanto cansaço, dedicação e MUITO trabalho. Entregamos nosso projeto em multimedia – o último antes do Trabalho de Conclusão de Curso, e justamente o que nos credencia ou não a realizá-lo – ontem à noite, na Universidade. Bem, resumindo tudo o que aconteceu, posso definir em uma palavra a sensação após tudo isso: FELICIDADE.
SaÃram daquela sala ontem 5 pessoas realizadas com seu trabalho. CrÃticas extremamente construtivas, muitos elogios e uma perspectiva sedutora de futuro e evolução para todos nós. Nossos amigos estavam por lá – alguns até vierem de fora pra dar uma força, o que foi ainda mais legal. E ao final de tudo isso, a certeza de um planejamento eficiente, de responsabilidades respeitadas (mesmo que com certo grau de “emoção” algumas vezes – eheheheh), e principalmente do nosso dever cumprido. Foi criada (novamente) uma expectativa grande sobre nosso projeto, e hoje eu posso afirmar que não decepcionamos.

Estas linhas (que podem até parecer um pouco confusas pra quem não conhece o nosso projeto “19 de abril de 2004″, mas que eu me habilito a apresentar e disponibilizar a quem se interessar) são um breve agradecimento a TODOS os que se envolveram de alguma forma nessa loucura: amigos (principalmente aos Pangas – que enfim tiveram aquilo que mereciam), professores (que também fizeram as vezes de amigos em muitos momentos), nossas famÃlias (que nos xingaram por passarmos diversas madrugadas em claro), galera do trampo (que deu uma brecha enorme para que pudéssemos terminar esse projeto), a todos que em algum momento deram uma opinião que fosse, pois só assim a gente evolui. Claro, também a Alan Lightman, pelo conto, e a Albert Einstein, por inspirar Lightman. Mas, principalmente: A ESSE GRUPO SENSACIONAL – Toelho, Frangão e Verde, velhos de guerra e competentes como sempre, e Cynthia, que simplesmente detonou nesse nosso primeiro trabalho! VOCÊS SÃO DEZ, GALERA!
E agora, rumo ao TCC – e a novos trabalhos arrebatadores… design é isso mesmo: projeto, trabalho e paixão! Por isso esse negócio vicia!
*Fotos tiradas pela Ritz, que sabidamente puxou minha orelha pela falta dos devidos créditos…
Enfim, onde eu queria estar
Todo molequinho sonha em, um dia, conhecer o trabalho do papai ou da mamãe. Passar o dia naquele lugar cheio de adultos, todos falando ao telefone ou conversando coisas difÃceis de entender. Falando de números, valores, arrumando suas gravatas, almoçando apressados num boteco de esquina. Enfim, ganhando a vida sendo “adultos”. Eu não fui uma criança diferente, e lembro muito vagamente da única vez que fui “trabalhar” com meu pai. Que achei estranho a secretária saber meu nome, que achava estranho toda aquela gente me olhando com cara de “o que esse pirralho tá fazendo aqui”, e todos aqueles pormenores que vocês já podem imaginar.
E aà a gente cresce. E eu resolvi seguir minhas paixões e acabei fazendo segundo grau técnico. Artes gráficas. Trabalhar com criação, prancheta, fotolito, correria, brainstormings, aquela loucura que nós (que estamos nessa área ou em co-irmãs, como publicidade) adoramos. Até que, ao sair do SENAI, acabei caindo meio que de pára-quedas na área de web. Escassez de vagas no ramo gráfico, eu acabei me adaptando e cá estou até hoje. Não foi de todo mal – apesar de ser muito mais simples mexer com isso do que com a área gráfica, a internet tem lá seus atraentes. Afinal de contas, se não fosse esse “porém”, provavelmente eu não estivesse escrevendo aqui hoje. Mas, para mim, sempre rolou aquele gostinho de “poderia ter sido diferente”…

E como todo bom cabeçudo que não desiste do que acredita, lá fomos nós nos meter a besta e fazer freelas – pra ganhar um dinheirinho, pagar a faculdade, comprar uma roupinha de vez em quando e – ora, por que não? – tentar de alguma forma meter o dedo onde eu “deveria estar”. Um acreditou aqui, outro ali, e aos poucos fui achando as brechas e “voltando” à s raÃzes…
Até que um cara mais louco ainda resolveu apostar alto, e me chamou pra fazer um jornalzinho (dois, na verdade – sendo que o segundo reaproveita grande parte do material do primeiro). Dezesseis páginas na raça, em 4 dias (que se tornaram 15) de desenvolvimento. E lá foi o manezão aqui, botar a cara pra bater. Da segunda metade de outubro até semana passada minha dedicação estava derramada sobre esses dois projetos, que eu sonhava abraçar.
E rolou.
Meus dois filhos vieram parar em minhas mãos ontem, e após 5 anos de formação em tecnologia gráfica, ENFIM eu pude tocar num trabalho meu “além-micro”. Sensação de dever cumprido, de sonho realizado. E acima de tudo, que há muito a vir pela frente… O mais difÃcil de qualquer coisa é começar – depois, é tocar o barco e crescer. Vamos nessa…
Groove is in the heart
O Bleecker Street acabou fechando o dia sensacional que foi sábado. Da minha “viagem” à Zona Norte (todo lugar parece distante quando você não conhece absolutamente nada sobre ele) pra acompanhar a saga de uma tatuagem que – agora acredito – acabou nas costas dessa menina. Valeu a pena – ambas ficaram lindas. Quem sabe em breve teremos fotos aqui…
Depois do Tucuruvi, com escalas em Santana e na Pompéia, eu e uma turma novinha em folha e recém-chegada caÃmos na Vila Madalena, pra ver e dançar MUITO ao som desses caras. Balada recomendada com todas as letras, em neon e piscando…
Domingão foi dia de relaxar, trabalhar e “firmar novos acordos de trabalho”. E cá estamos, de volta à vida normal, numa segunda-feira estranhamente tranquila e gostosa, e num mundo bem distante de um lugar chamado Notting Hill. Sim, porque é possÃvel viver fora de Hollywood e mesmo assim acabar sendo feliz com pequenas coisas – mas que se tornam enormes quando valem um sorriso no rosto e ótimas lembranças. Além, é claro, do gostinho de “quero mais”…
Receita rápida para uma boa sexta-feira:
- Ouça Stereophonics;
- Mantenha o bom humor, mesmo quando existem uma Regiane, um Pedro Paulo e uma Dona Nena, todos juntos, querendo afundar sua comprovada competência em palpites medÃocres;
- Seja sarcástico criando coisinhas baseadas no Corporate Fun;
- Ria quando chamarem de palmeira o seu desenho de um coqueiro;
- Coma um pão de mel. Ou melhor: coma dois;
- Note que é o primeiro dia da semana que não chove;
- Aproveite as panquecas do almoço;
- Pare de trabalhar às 15h;
- Planeje um inimigo secreto com sua turma de faculdade;
- Não pare de falar besteira, mesmo que te peçam;
- Escute as pessoas;
- Encontre soluções;
- E acima de tudo, VIVA.
Eu tentei hoje, e funcionou.
DifÃcil, à s vezes, é explicar o óbvio
Diz um dos êne ditos populares que “nem tudo o que reluz é ouro”. Obviamente nenhum minerador levou esse ditado ao pé da letra, ou caso contrário teriam abandonado minas repletas de um minério dourado que “provavelmente não seria” ouro. A desconfiança da gente tem limites, que nem sempre são tão claros. E o excesso deles pode nos privar de muita coisa nessa vida.
Estamos aos poucos nos acostumando a não acreditar. NotÃcias, ações e intenções passam sempre por detrás de nossos olhos e por muitas vezes não são absorvidas por nossa consciência. Jogamos atrás das grades qualquer tentativa de algo aparentemente absurdo, pois marginalizamos nossas intenções e hábitos ao ponto de não sabermos mais o que é verdade e o que não é.
A confiança virou ao avesso.
E cá estamos, assistindo ao caos sem nenhuma intenção de reverter a loucura e o absurdo ao qual nos acostumamos a chamar de nossas vidas. DifÃcil explicar as boas intenções, o bem-querer, um pensamento bom ao próximo. Toda mão estendida parece querer enforcar ao invés de erguer. E isso dificulta em muito nossa relação com nós mesmos. O que estamos fazendo com nossas vidas?
Desconfiamos de todos: pais, irmãos, amigos, companheiros, aquele cara na rua. E não que não tenhamos razão, pois o mundo está bem longe da utopia que chamamos de paraÃso. Mas estamos começando a afastar as pessoas de nós mesmos. Nos ilhamos em paranóias auto-destrutivas, em que nos sentimos seguros somente quando guardamos para nós mesmos nossos principais bens – dinheiro, relógio, carteira, carinho, abraço, amor, felicidade.
Dizem que só se resolve um problema quando sabemos que ele existe. Seria uma boa começarmos a tentar, ou corremos o risco de tentarmos ser felizes olhando para nosso próprio umbigo, dentro de nossa própria concha. Apesar de fora de moda, a nossa palavra continua sendo uma das melhores formas de demonstrar o que somos (ou não).
Os novos velhos hábitos
E choveu muito. Desde o inÃcio da tarde, São Paulo chorou sobre todos nós. Nada de anormal, apenas o já famoso cartão de visitas cinza-enevoado que traz a lembrança de que este lugar é assim mesmo: frio com os sem destino, soprando frio a melancolia de passos apressados, pisando de forma perdida em poças e mais poças, fugindo do banho das sarjetas.
Nesse cenário é que se passa meu reencontro com a cidade. Falando sozinho, brigando com o guarda-chuva e caminhando lentamente por uma Avenida Paulista gelada e enxarcada por um temporal. Nada mais propÃcio para tentar limpar um pouco pensamentos tão conturbados e confusos, e trazer um pouco de paz pra esses lados. Precisava sentir de novo meu corpo, ouvir minha própria voz, discutir com minhas próprias dúvidas e contestar meus erros.
O dia terminou entre risadas e besteiras, entre novas e velhas amizades (por sinal, como é bom encontrar essas energias boas, tão próximas sempre e que a gente acaba deixando pra depois… como somos bestas perdendo momentos valiosos como esses), entre jarras de chopp e calabrezas com cebola. Mais chuva, alguns sorrisos, e um cansaço gostoso de quem percebeu que a vida continua aqui, sempre pronta a continuar seguindo. Na chuva, ao Sol, ou onde quer que seja. Ela não pára, assim como essa cidade, que mesmo enxarcada e fria, ainda consegue arrancar boas sensações de quem se arrisca a encará-la.
Sempre existe tempo para um último sorriso em uma noite de chuva.
Quanto riso… ó, quanta alegria…
Chegar em casa, precisar de um programa e ele estar expirado (ou seja, nada de funcionar). Dormir 3 horas, e de estômago vazio. Acordar com um tremendo piriri. Chegar no serviço, seu micro estar cheio de problemas, sua caixa de emails com pendências pra ontem, e receber um único telefonema – do banco, cobrando uma dÃvida enorme.
Isso tudo num intervalo de apenas 12 horas.
E depois dizem que pobre não pode ser feliz. Elelê.
É assim que funciona…
Desde 2002 é assim: a gente entra num ritmo frenético entre os dois últimos meses do primeiro e segundo semestres do ano, trabalha duro todos os dias, transforma a veia criativa numa artéria, esquece do convÃvio social, todo dia quebra pau, mas ao final desse prazo as coisas acabam funcionando.
Claro que eu estou falando do trabalho interdisciplinar da faculdade. É o “grande trabalho”, aquele que te aprova ou reprova pro próximo semestre. E este é o nosso último trabalho. Em 2005, se tudo der certo, estaremos fazendo o nosso TCC (equivalente a TGI, ou à terrÃvel MONOGRAFIA – só que a nossa é em grupo).
Portanto, durante esta semana provavelmente estarei me descabelando para terminar este derradeiro trampo (que ficará lindo, se Deus quiser). Estou entregue aos meus trabalhos, completamente centrado em todos eles. E seria um momento muito nerd e chato da minha vida, se realmente não amasse fazer tudo isso.
O mês de novembro vai ser assim, nesse ritmo japonês. Poucas palavras e muito trabalho. E se a recompensa for proporcional ao esforço… aà é que eu tô feito. Portanto, mãos à obra, boca fechada e bons trampos – pra todos nós…
Ah, e claro:
- Bons sons para alimentar a mente, tranquilizar o coração e despertar pequenos sorrisos. Isso é vida, não um martÃrio. Quando for, eu desisto…






