Masili neles!

MD- 756 Hits (tradução em outro post)

Em Brasilidades por Marcelo Masili - 30 de setembro de 2004

A gente zoa o Ibope mas adora uma estatística. Em plena véspera de eleição tá todo mundo se divertindo na briguinha entre os candidatos a prefeito, chega em casa e fica vendo a posição do Brasil no ranking da Fifa, a classificação do Brasileirão, e outro monte de número que jogam na nossa cara.

E eu não fico atrás. Não dá pra não se divertir com as estatísticas deste site (sim, temos motivos – e não são poucos – para termos migrado da versão brasileira do Blogger pra gringa). Acessar os dados de visitação da página e descobrir que teve gente que chegou aqui pelo Google, procurando coisas como “árvore genealógica de deuses gregos”, “cineminha Glória Maria”, “baladas de faculdade com putaria” e “imperador açoca” só deixam ainda mais claro que na internet só tem louco.

Acabo ainda descobrindo que a galera adora MESMO copiar este template (ou partes dele), que tem um nazistinha de merda usando coisa minha, e outras peculiaridades que um bom dedo-duro é capaz de entregar. Antes eu até esquentaria a cabeça, mas o melhor mesmo é rir de tudo isso. Afinal de contas, isto aqui é a casa da mãe Joana mesmo – ainda que de vez em quando… Não existe MESMO propriedade na internet. Os números comprovam…

Definitivamente eu não sou uma coisa boa

Em Trabalho por Marcelo Masili - 28 de setembro de 2004

Cientificamente comprovado:

Eu trabalho em determinado lugar, e as pessoas desse lugar começam a despirocar. Simplesmente eu torno qualquer lugar em que passo um verdadeiro ninho de pomba. Aqui no escritório, por exemplo, uma mãe de família passou de uma pessoa séria e respeitável a um verdadeiro poço de maldade; o baiano que trabalha comigo e que antes era a própria baianidade em pessoa agora mexe com todo mundo também, e até a estagiária, que era a imagem da paz, agora cismou de aparecer no MSN com foto pornográfica. Não dá pra entender pra onde esse mundo vai se continuarmos desse jeito…

E olha que eu nem falei da fã do Léo Jaime, da dançarina de Zouk, do moleque auto-declarado “vulcão em erupção”, do estagiário que (segundo ele mesmo diz) é conhecido como “Gutinho Gaúcho”, e do chefe que imita o Bob Esponja…

E a chapa vai esquentando…

Em Vidinha por Marcelo Masili - 27 de setembro de 2004

Já faz alguns bons dias que São Paulo está assando. Bem, não é bem São Paulo, mas sim quem está nela. E pessoas que beiram à transparência no que se diz respeito à cor de pele (leia-se: eu) estão sofrendo que nem condenadas, ao botar a cabeça pra fora do chuveiro gelado.

Creio que num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, nada mais natural do que nos adaptarmos à situação com vestimentas mais adequadas. Questão de inteligência. Mas não: temos que seguir os modelos ABNT de roupas socialmente aceitáveis. E cá está este jumento, de camiseta e CALÇA. Sim, calças deveriam ser proibidas num calor desses, por simplesmente não servirem pra nada a não ser atrapalharem nosso bem-estar e causarem um aquecimento interno terrível.

E antes que pensem que eu estou defendendo uma possível campanha nudista, ou exaltando o modelo escocês de kilt (era só o que faltava), simplesmente poderíamos usar uma bermudinha básica, e tudo ficaria ótimo! Por enquanto, eu consegui um bom golpe para tapear esse calor de forma adequada e sem ferir os sentimentos moralistas dos empregadores tradicionais. O próximo passo é novamente desabilitar o telhado…

Não tá fácil: a gente que é calorento sofre (e o filho de vó que cuida do ar condicionado daqui insiste em mantê-lo desligado. Deixa só eu descobrir quem é o infeliz pra ele acordar com a boca cheia de formiga…).

Superatividade

Em Faculdade por Marcelo Masili - 24 de setembro de 2004

A semana foi exaustiva. Como deu pra notar, sumi daqui por exatos 5 dias. Sim, entre filmagens (agora também sou conhecido como o cara da claquete, ao menos pelas bandas da faculdade) e storyboards, nosso trabalhinho se intensificou de forma que meu estado físico hoje beira à catatonice.

Mas como vaso ruim não quebra assim, estamos de volta. E apesar da dor nas costas, da dor de cabeça, de sonos mal-aproveitados e desse cansaço infernal, vamos em frente. Textinhos novos estarão aqui se tudo der certo ainda hoje…

Dois dias de Paulista

Em Faculdade por Marcelo Masili - 19 de setembro de 2004

A Expedição Interdisciplinar* está de volta. E neste final de semana, eu, Frango e Cynthia desbravamos uma partezinha de São Paulo, fotografando e escrevendo coisa pra cacete. Do Mercado Municipal à Avenida Paulista, vivemos um pouco mais uma cidade que normalmente engole a gente. Programa bacana, com direito a muito sol, alguma chuva, sanduíches de mortadela, garrafas e garrafas de cerveja e muito material pro nosso trabalho…

…que por sinal, se tudo caminhar como se espera (e não tem porquê ser diferente) será divulgado aos poucos por aqui. E que neste momnto, me chama para fazê-lo. Hora de curtir um pouco minha cama, meu som e muitos papéis pela frente.

* Trabalho de caráter mais “casca” de faculdade, o qual somos submetidos a cada semestre, e que caso não seja bem-sucedido, simplesmente debulha com todas as nossas notas. Porém, caso ocorra o inverso, é digno de comemorações e de orgulho praticamente vitalício.

Esse momento networking…

Em Vidinha por Marcelo Masili - 15 de setembro de 2004

Hoje está sendo um dia estranhamente calmo. E é engraçado, ontem estava conversando com minha amiga/estagiária Ritiane sobre relações humanas (sim, porque temos opiniões opostas em determinados aspectos deste sempre estranho universo dos seres humanos). E depois de divagar e divagar, eu acabei ficando em dúvida quanto às minhas próprias convicções:

- Será que o ser humano vai conseguir se salvar de si mesmo?

Estávamos discutindo como os valores se perderam. Como as relações são superficiais em muitos casos, como a instituição “família” anda impopular, sobre o monte de baboseira que a gente anda ouvindo por aí, como as pessoas não olham na cara uma da outra quando se cruzam na rua. E eu insisto em acreditar (por N motivos) que ainda possa existir sim a sinceridade, a entrega, a divisão e o amor de verdade. Difícil ser tão convicto nesse mundo cinzento e de concreto em que vivemos – mas fizemos todo o caminho do serviço à faculdade discutindo isso.

E engraçado que, ao voltar da faculdade pra casa, acabei em uma lotação onde praticamente todo mundo se conhecia (e eu não conhecia ninguém – mas acabei conhecendo com tanta brincadeira e bom humor rolando). Acabei por chegar em casa muito mais leve, desabei o corpo na cama e hoje acordei com um sono extremamente bem dormido.

Sem coincidências…

Exatamente o que eu disse – as pessoas conseguem SIM “salvar” umas às outras. Qualidade de vida é saber fazer do cansaço um momento de descanso, e não de martírio. E isso pode sim ser ampliado a outras esferas da nossa vida. Conseguimos sair dos nossos problemas. Nós evoluímos, eles não. E – por que não – nos deixarmos entrar um pouco mais na vida uns dos outros? Nos fazermos necessários, presentes – uma boa forma de encontrar a felicidade. Ainda posso ser um sonhador em muita coisa nessa vida, mas é impossível não acreditar no ser humano quando ele resolve acordar e exercer a sua força de alterar as coisas. Consciência coletiva é algo muito difícil, mas não há como mudar se a gente não fizer o nosso pouquinho…

E o dia hoje foi muito mais tranquilo. Nada como uma boa noite de sono.