Masili neles!

O caminhão chegou

Em 3minutos por Marcelo Masili - 30 de junho de 2004

Sem dúvida, uma imagem que vale mais do que mil palavras.

Daqui a 3 dias estarei de férias do serviço. Até o dia 25 estarei tentando cumprir todas as promessas que eu fiz para mim e para os outros. Tarefa difícil, mas com eu disse abaixo, “alguém tem que fazer o trabalho sujo”. Cuidar de mim, dela e de tudo o que me importa são missões que serão cumpridas sem a menor hesitação. Crescer, pensar e fazer. Ao mesmo tempo em que a vontade de escrever é enorme, palavras parecem não serem o suficiente ultimamente. Mais do que isso, um desejo enorme de mudanças, de novidades e de botar a mão na massa acabaram tomando conta deste lugar. Mas não é problema, nem faz mal: palavras são apenas pensamentos ou vontades – a ação está em arregaçar as mangas e superar um a um cada obstáculo.

Mas como falar de problemas nunca ajudou ninguém, vamos às soluções.

E uma nota rápida sobre este blog:
- é muito provável que durante a semana a primeira mudança seja a chegada (enfim) do meu site – que será pessoal E profissional. O 3 minutos vai acompanhar esse novo projeto. O que eu realmente gostaria de saber é o que vocês gostariam de ver por aqui: sugiram, critiquem, mandem bala.

E eu também gostaria muito de “cadastrar” a galera que passou a fazer parte desse “nosso” canto. Assim quem sabe daqui a pouco quem sabe dê pra organizar até um “encontro 3 minutos“… Afinal de contas, internet pode até ser legal, mas encontrar a galera ao vivo com certeza é muito melhor. Mandem um e-mail para este endereço que está aqui embaixo com o nome (se possível, completo), apelido, site ou blog e coloquem no assunto 3 MINUTOS. Vou ficar muito feliz em poder retribuir esses quase dois anos e meio de muita história com todos vocês…

Cadastro 3 Minutos
- Mande seu e-mail para masili(arroba)gmail.com

É isso!

Um pouco de povão

Em Brasilidades por Marcelo Masili - 29 de junho de 2004

Quem nunca assistiu a uma novela que atire a primeira pedra. Até o mais xiita já torceu pelo mocinho ou pelo vilão (neste caso, é dos meus) em alguma trama. A cultura nacional não seria a mesma sem elas, e não sei se isso é bom ou ruim. Apesar de toda a futilidade que muitas vezes cerca esse passatempo do brasileiro, muita coisa boa chega junto quando uma nova história começa.

Modas são ditadas, trejeitos espalhados ao vento, novas formas de falar, de agir, novos apelidos e bordões brotam como feijão em terra úmida. Alguns personagens entram para a história como referência cultural (Odete Roitman, Viúva Porcina, Sassá Mutema são exemplos mais antigos). Enfim, é uma hipnose já estabelecida e consolidada. E por isso mesmo valem duas considerações rápidas sobre o assunto aqui:

1) O CASO LINEU

Até mesmo quem não assistiu à novela ficou esperando o tal do assassino do Lineu sexta-feira passada. A Globo atingiu picos de mais de 80 pontos de audiência (alguém faz idéia do que é isso? É absurdo!). Levando-se em conta isso, não seria legal os caras capricharem um pouco mais na cor do sangue dos defuntos? Cara, todo mundo que foi atingido acabou espirrando groselha!! Foi ridículo!! Hermes e Renato têm sangue mais legal do que o da Globo…

2) ASSASSINANDO HITS

Por que toda novela toca à exaustão as suas trilhas (normalmente, muito boas, mas que se tornam insuportáveis após N execuções!)…? Pela Luz dos Olhos Teus (Vinícius de Morais) foi arregaçada numa novela há um tempo atrás, e agora é a vez da maravilhosa Encontros e Despedidas (Maria Rita) sofrer tal maldição! Não é justo que coisas tão lindas tornem-se insuportáveis ou sejam relacionadas à cara da Marília Gabriela quando as escutamos…

Era isso. Agora já falei…
(e em tempo: a última novela que eu assisti foi Carrosel…)

Alguém tem que fazer o trabalho sujo…

Em Umbigo por Marcelo Masili - 28 de junho de 2004

Sem dúvida alguma o mundo seria muito melhor se as pessoas soubessem conversar. A palavra é um dos bens mais valiosos que nós temos, e que invariavelmente temos direito – mesmo sob censura. A palavra se esconde em nossa mente e se propaga em idéias, pensamentos, suposições, sonhos e aventuras.

Propagá-la é um dever quando carrega bons frutos, e censurá-la é cuidado que devemos tomar quando ela deixa de ser um meio para tornar-se uma arma. Nenhuma arma nesse mundo é mais poderosa do que a palavra, e nem causa tanta dor, sofrimento e desgraça. Da mesma forma, traz alívio, paz e esperança. Sim, de um mesmo cano podem sair flores ou espinhos. A diferença está pra onde se mira.

Depois desse devaneiozinho, o que fica aqui é a certeza de que sem ela – a palavra – não há atitude que comece. Não advinhamos o que acontece no mundo, na cabeça nem no coração das pessoas. E as mudanças só surgem quando a atitude passa de negativa a construtiva. Não há mudança sem atitude, e não há atitude sem mudanças. Algumas são difíceis, complicadas, inesperadas.

Mas qual a mudança que é fácil? Então, se elas devem acontecer, e SEMPRE pra melhor, que venham. Palavras não faltam, e atitude idem. Só assim a gente cresce, e é exatamente isso o que eu estou sentindo agora.

Pára tudo

Em Música por Marcelo Masili - 22 de junho de 2004

Bom, antes do assunto principal, coisas rápidas: já engoli meu sapo inteiro ontem, sem mastigar (e olha que era um sapão daqueles nojentos, de brejo e todo berebento). Esse é um detalhe, o outro é que… estou de férias da Faculdade! Mesmo sem poder pagar minhas mensalidades, continuo mandando bem e tá tudo lindo. Feitos os devidos comentários, vamos ao post:

trilha sonora:
Velvet RevolverSlither

Ainda existe salvação…

Os mais ligados já devem ter ouvido falar, mas eu faço questão de enaltecer: VELVET REVOLVER. Essa é a verdadeira volta do Guns N’ Roses, porém com algumas novidades:

- Scott Weiland nos vocais*;
- Um som que REALMENTE mistura Guns e STP;
- Dave Kushner na guitarra ao lado de Slash (que pelo jeito, não compromete).
* (uma ótima escolha se ele não cismar de tomar mais uma overdose…)

Eu tô há dez dias pra fazer esse post, já que há dez dias eu estou ouvindo atentamente esse cd. E é um PUTA som…! Definitivamente a alma do Guns sempre esteve nas mãos do Slash, e isso é claro em todos os sons do disco. Em alguns momentos lembra o STP, em outros o Guns (a introdução de Fall to Pieces é Guns puro), mas o mais legal…

…é que a grande parte das faixas já têm cara de Velvet…! E isso é ótimo, assim tanto as viúvas do Guns (como eu) como as do Nirvana e do rock dos anos 90 podem se satisfazer com ambos, devidamente atualizados mas sem essa porcariada que Linkin Park e Limp Bizkit fizeram…

Som pra comprar, e ouvir MUITO ALTO!

Classificados

Em Trabalho por Marcelo Masili - 21 de junho de 2004

Designer com experiência de oito anos no mercado procura emprego em qualquer lugar onde criatividade, conceito, argumentação e qualidade sejam levados em consideração, em detrimento de vaidade, egos estratosféricos, interpretações imbecis, falta de diálogo, gostos pessoais ou qualquer outro tipo de merda que acabem com o meu dia ÀS 9h DE UMA SEGUNDA-FEIRA.

E não estou brincando.

Masili x Ariett

Em Amigos por Marcelo Masili - 20 de junho de 2004

trilha incidental:
Léo JaimeEla não gosta de mim

Difícil vai ser escrever este post em preto. Afinal, o rosa não me sai da cabeça quando falo desta pessoa. E aposto que vocês conhecem diversas pessoas que nem ela, mas eu duvido que alguém seja mais rosa. E não estou falando de um flamingo, um porquinho, muito menos de um bôto. Estou falando da Ariett.

Esta pessoa é mais ou menos um dublê de ursinho carinhoso, que convive comigo por volta de 8 horas por dia. Meiguinha e oitentista no pior sentido dessa expressão, esta pequena e barulhenta pessoa acaba trazendo à tona personagens anteriormente enterrados como Metrô, Blitz ou o magnânimo Léo Fuckin’ Jaime foram ressucitados por ela no ambiente de trabalho e, como numa espécie de bruxaria, este danoninho feminino fez algum tipo de feitiço e agora toda vez que pego uma lotação, começa a tocar:

“Você vaaaai de carro pra escoooola…
…e eu só vooou à péééé…
Você teeeeem amigos à beeeeeça…
…e eu só tenho o Zéééééé…”

Intermission

Pra quem não sabe, essa é a música mais famosa do Léo Jaime. Apenas velhinhos como eu ou mais ainda lembravam dela, mas o cara está voltando com tudo, e eu tenho certeza de que isso É CULPA DA ARIETT!!!!!!!

End Of Intermission

Bom, e fora a LeoJaimeanisse, a garota tem outros apetrechos, como a idolatria à Rélouquíti e seu suporte de celular em forma de gato gordo. Definitivamente, uma das melhores amostras de leitora da Capricho.

Mas apesar de TUDO ISSO, não existem comparações entre ela e a antecessora. A Ari é uma pessoa bacana – apenas tem um mau-gosto musical que beira ao indigerível e um amor à cor rosa que assusta qualquer um. A gente combinou um Ultimate Fighting Inter Blog (olha só os dois batizando este evento inédito). Eu fiz minha parte tentando ser o cara mau… Mas todo mundo sabe – eu não sou nau, só sou feio.

Beijão Ari. Fica aqui essa homenagem horrenda…! Eheheheheh!

Renato Russo o caralho…

Em Cinema por Marcelo Masili - 11 de junho de 2004

E por um incrível acaso do destino fui parar no cinema hoje com a minha mãe – sim, porque é bom cuidar um pouco dos pais depois deles cuidarem tanto da gente. E a velha mãe teve o direito mais do que justo de escolher o filme. Mal sabia eu que a escolha seria tão boa:

Momento “pipoca e Nestea pêssego”:
Cazuza – o poeta está vivo

trilha sonora:
Barão VermelhoO tempo não pára

Este é, pra minha surpresa, um belíssimo filme. E digo isso porque normalmente biografias se perdem no glamour das bilheterias e da pipoca. Não foi o que aconteceu no belíssimo Diários de Motocicleta, que madrinha me recomendou e eu não me arrependi nem um pouco*, e agora com Cazuza.

Nascidos em 1980 como eu não ficam sem cantarolar todos os sucessos do Barão que fazem parte do filme; não se empolgam com a efervecência da descoberta do Brasil pós-generais (apesar dos generais ainda mandarem no país); não morrem de rir com aquele monte de carro velho e modas que fizeram da década de oitenta uma das mais bizarras da História.

E também não se emocionam com a história do cara, que viveu com tanta alegria e sem se perocupar com as consequências daquilo que fazia, que acabou “morrendo na idade dos heróis”. Muita alegria, muito amor e loucura, muito cigarro e bebida e outras drogas – exagerado. E as letras do cara mostram o quão superiores os trabalhos do Barão e solo dele foram à porcaria da Legião Urbana, com suas musiquinhas de amansa-corno e seu medo de subir ao palco. O Barão deixou a deliciosa impressão de ser uma banda que funciona muito mais ao vivo do que em estúdio (a cena do Rock In Rio I é de se cantar junto).

É um filme pra toda a família. Mas principalmente, pra quem acha que este país ficou devendo personalidade e atitude na história mais recente da nossa música. Ainda acredito que o rock é pra ser feito lá fora (tanto que a “admissão” do Cazuza no Barão é feita após rolar “Smoke On The Water”do Purple), mas nosso pop acabou deixando um gosto de saudade com a perda de um cara como Cazuza.

*Fiquei devendo aqui um post especial deste filme, mas não consegui fazê-lo a tempo. Tentando me redimir agora, Walter Salles é um poeta, e o filme, maravilhoso. Um retrato social, político e extremamente HUMANO do nosso continente, aos olhos de um Ernesto Guevara que se afasta do business das camisetas e demistifica o ícone por detrás de um homem dos mais humanos – e esta é a grande sacada do filme. Se você não assistiu ainda e mora em um dos grandes centros do país, procure nos circuitos alternativos. Vale, e muito.

Conversar faz bem. Muito, com todo mundo…

Em Umbigo por Marcelo Masili - 8 de junho de 2004

O dia começou difícil e está terminando bem, até um pouco tranquilo. O dia está gelado como todos os últimos dias em São Paulo – raras as vezs que o termômetro aponta mais de 12ºC – e o céu lá fora está lindo. Conversas foram e voltaram, e mais algumas linhas foram escritas, por muitas mãos em diversos lugares. Gente feliz, gente triste, gente preocupada, gente aliviada.

O mundo continua assustador, mas também – como lembrou o Almeida – continua lindo. O Sol continua sendo de graça, o café com leite continua quentinho, e o edredon continua seduzindo aos que dele se aproximam. Sim, o mau-humor e más energias contagiam com uma facilidade assustadora. Mas respirar fundo, esfriar a cabeça (com essa temperatura daqui isso é bem fácil…) e ler/ouvir algumas palavras otimistas, saber que por piores que as coisas pareçam às vezes simplesmente olhar pela janela pode – se não resolver – ao menos amenizar a tensão e trazer um pouco de paz.

P.S. – Esse blog DE LONGE não é um diário, porque acho diários um saco. Mas ultimamente não tô tendo como fugir da temática de reflexões e introspecções. Ou a gente se foca em nós mesmos quando passamos por um período de mudanças e adaptações ou a queda depois pode ser pesada. Portanto, desculpem o intervalo com as gracinhas e piadinhas infames de pintinhos mancos. É só um pitaquinho de eu mesmo por aqui – às vezes até falando sozinho. Eu dei a sorte de mais gente ler isto aqui, e em momentos como esse eu só posso me explicar dessa forma, beleza galera? É um momento diferente que estou vivendo, e que sem querer transparece aqui.

Falando com os botões

Em Umbigo por Marcelo Masili - 7 de junho de 2004

O mundo anda completamente enlouquecido. E isso não é novidade alguma.

Rebeliões no Rio (a cidade ganhou importância enorme na minha vida há um ano e meio), o caos de sempre em São Paulo, jogo da seleção (e isso ganha uma importância assustadora e absurda), feriado chegando, morte de ex-presidente/ator americano, Dia D, Olimpíadas batendo na porta, prisão de mega-contrabandista, a impunidade e a descaração de sempre no Congresso, o salário mínimo mais anticonstitucional do planeta, sangue sintético, amizades que vêm e vão, tempo ruim, tempo bom, muito frio, alguns sustos e a vida segue.

Andar a passos curtos e lentos não é uma tarefa comum. Esquecemos de andar de tanto correr. Queremos saber de tudo e acabamos sem saber nada. Nossa mente habituou-se a trabalhar em terceira marcha, e até mesmo descansar se tornou desgastante. Pois é preciso tempo – e tempo hoje em dia vale mais que ouro.

Eu mesmo me peguei rezando muito mais do que antes há algumas semanas. Acho que estamos correndo sem saber pra onde, e isso é um problema enorme que ninguém quer encarar. Tá todo mundo com medo do futuro, pois ele realmente parece cada vez menos com aquilo que a gente sonhava quando era criança. As pessoas estão piores, ódio, rancor e amargura estão se espalhando como pestes enquanto sentimentos mais nobres (e são nobres porque são raros) viraram obsessão da gente, tão difíceis de encontrar.

Já parou pra pensar o quanto você corre por dia? Quantas vezes você repete essa corrida num mês, num ano? E que se te perguntarem sobre o trajeto, detalhes desse mundo que a gente faz parte e nem lembra, você não vai conseguir falar absolutamente nada? Como a gente sabe pouco sobre nós mesmos, sobre a nossa casa, nossa cidade, nossas coisas?

E eu sei que esse texto parece repetido, que já disse algo parecido há pouco tempo atrás. Mas eu acho que quando a ficha cai e você nota o mundo dessa forma, acaba caindo na real e ficando assustado pra cacete – pois não parece que alguma coisa vá mudar, que alguém esteja se mexendo pra fazer algo a respeito. A gente vive querendo ser o que não somos (e normalmente estamos “sendo” errados, pois quase ninguém faz o que gosta), e pra quê? Pra nada… a não ser pra nos lamentarmos a cada fim de dia. Não sei se essa paranóia é minha ou realmente o retrato de nós mesmos é tão assustador que temos medo de olhar.

Só sei que é hora de parar de reclamar e começar a fazer alguma coisa.

Sempre tem um broxa que estraga tudo

Em Trabalho por Marcelo Masili - 3 de junho de 2004

(post para os íntimos, discretos e solidários à causa)

A tarde seguia sossegada até demitirem uma das pessoas mais bacanas aqui do Clube. Do nada, sem explicação, demitiram essa pessoa, que de tão pouco querida fez todos nós recolhermos a boca do chão, após sabermos da notícia. Dezesseis anos de casa, e de uma hora pra outra a porta da rua é serventia da casa.

E eu digo: foi por covardia – perseguição pura.

Agora, por que os covardes cismam em se esconder por detrás da mesa? De cargos? Porque as pessoas são preguiçosas e preferem f*** os “inferiores” ao invés de baixar a cabeça ao serem apontados culpados. A humildade – aquela mesma que eu exaltei no último post – ainda é coisa desconhecida pra muito rato que pensa que é homem por aí… Aquele mesmo tipo que acha que homem não chora, que falar “te amo” é coisa de frouxo e esse tipo de coisa.

Eu sinto pena de gente assim. Mal-amados, daqueles que se metem na vida dos outros, que querem a todo custo se mostrarem intransponíveis, supremos. Gente que coloca gente competente na frente (quando tem esse poder), mas na hora dos créditos sorri e afasta a plebe.

Covardia e falsidade são talvez as coisas mais baixas que um ser humano possa fazer. Revoltante ter que encarar um fim de tarde desse jeito, e saber que gente como a Luzia, que era meio que uma mãe pra todo mundo aqui, vai estar na roça a partir das 18h de hoje.

Tem imbecil pra tudo o que é gosto nesse mundo.

Arquivos antigos »