Masili neles!

Sastisfação, Amílton! (com erro de Português mesmo…)

Em Vidinha por Marcelo Masili - 31 de outubro de 2003

A semana mais longa do mês passou, ontem eu recebi meu papel-cebola (também conhecido como holeriche) e continuo defasado com minhas horas de sono.

Ontem na faculdade peguei minhas garrafinhas da Coca-Cola (tenho verdadeira paixão pela marca), sutilmente surrupiadas da padaria de um amigo de outro amigo meu. E na boa: ô trocinho vagabundo. Que saudade das garrafinhas de vidro com aquele liquidozinho preto que a gente não sabia o que era. Aquilo sim era legal, e não essa coisa mal-colada de plástico que tem como garoto-propaganda o gordo escroto do Chorão, e aquela bandinha ridícula que utiliza o norme de Charlie Brown sem o menor respeito à queridíssima turma do Snoopy.

Com o piloto automático ligado, fica difícil arranjar assunto ou história pra colocar aqui… preciso dizer que a quem está se perguntando “mas esse cara nem pra passar no meu blog…”, estou anotando a grande maioria dos endereços deixados aqui e pretendo bisbilhotar quem andou me bisbilhotando durante este fim-de-semana. Aos que só vieram aqui pra encher meu blog de merda, me deixei o direito de deletar seus posts e mandar seus links para a famosa puta que os pariu. “Ah, mas você não é democrático? Não é isso que você diz aí do lado?” – Sou sim, mas essa tranquera aqui ainda é minha, e eu ainda prezo por um mínimo de respeito e inteligência. De lixo a internet já tá cheia, e vocês que foram deletados com certeza fazem parte dele. Porém, já captei gente que merece atenção e estarei retribuindo à altura (não subestimo a inteligência dos outros quando ela aparece).

Torcerei para este dia passar logo, para que eu possa dormir de verdade e quem sabe, recuperar minha massa encefálica (que anda em desuso nos últimos dias). Caso ocorra algum fato que mereça destaque, estaremos informando. Caso contrário, sei lá. Já vi que não é preciso muito para lotar os comments de gente nesses dias dessa babaquice de BON…

Quem precisa de travesseiro?

Em Vidinha por Marcelo Masili - 29 de outubro de 2003

E antes de botar a mão na massa…

…agora eu passei a acreditar naquelas cenas de filme que eu via quando era moleque. O cara chega em casa arrebentado depois das mil coisas que fez durante o dia. Quase uma da manhã ele abre a geladeira, puxa o resto da janta – aquele finalzinho de macarrão – entucha no prato, cobre de queijo e enfia no microondas. Come enquanto olha pro último trabalho do dia, que está rodando no seu micro. TV ligada, meia-luz, ainda assiste o último bloco do talk-show antes de ir dormir suas 4 horas diárias de sono.

E ontem esse cara era eu. E me senti o próprio neanderthal com aquele prato gigante na mão sendo devorado com a graça de um rinoceronte. Eu achei durante toda a minha infância que gente normal não fazia isso, e ontem à noite (ou hoje de madrugada, sendo mais específico, mas isso não importa tanto) eu lembrei dessa minha convicção infantil e achei extremamente engraçada a situação. Agora meus pais que deitam cedo e eu que fico trabalhando até tarde, revirando a geladeira (quando ela não está vazia – conversas comuns no telefone com minha gata ontem à noite).

Funciono melhor à noite. Parece que a cabeça está no ritmo certo, as idéias fluindo, e acreditem: disposição, de sobra. Sei lá se é o espírito de paullista-workaholic-noturno que existe dentro de mim se manifestando (e é bem legal – não preciso de nenhum exorcista, divido bem minhas diferentes personalidades…), mas invejava publicitários e designers. Hoje eu faço design e namoro uma publicitária – definitivamente a adrenalina tinha que rolar na minha vida.

E cá estou eu, 9h da manhã. Olhos pesados, uma preguiça imensa e rezando pra que a noite “volte” logo. Pra que eu possa novamente rir dos meus próprios hábitos, e me incorporar ainda mais àquilo que eu achava que nunca aconteceria na minha vida. definitivamente alguns caminhos estão traçados, sempre estiveram, e é muito bom descobrir que você está dentro deles, quando era isso o que você mais queria.

Sorte a minha. Agora é só aproveitar…

Lá vamos nós de novo…

Em Vidinha por Marcelo Masili - 28 de outubro de 2003

Na boa, nada contra o Blog Of Notes. Mas pelo menos colocassem o nome certo do blog: 3 Minutos não é Corrosivo e Entorpecente (de onde essas antas tiraram isso? Não sabem ler uma barra de título?!), mesmo porque eu não curto narcóticos e muito menos acho o que escrevo uma droga. Mas que se dane… continuarei minha vidinha normal durante a próxima semana, e não darei tutoriais de como montei essa joça, como inseri os comentários e “visite esse ou aquele blog”. Eu visito quem for realmente interessante, podem ter certeza… a última indicação ao BON rendeu boas amizades e ótimos contatos, e espero que dessa vez a coisa se repita.

Nosso trampo das Figureiras está a pleno vapor, e sem querer falar: vocês vão cair de costas – o menino tá iradíssimo! Mais uns 20 dias e a premiére rola por aqui. Enquanto isso, continuem com a nossa programação normal. Boa noite e obrigado.

Ah, mas isso aqui tá muito bom…

Em Faculdade por Marcelo Masili - 22 de outubro de 2003

O “barba” lá em cima resolveu revolucionar, não me falou nada e só agora que eu tô me ligando… Entre divertidíssimos assuntos culinários, desejos, vontades e suposições se trombando, vontade que a semana voe ao mesmo tempo em que eu preciso aproveitar cada segundo dela (questão de sobrevivência acadêmica), está rolando um verdadeiro bololô por essas bandas…

O mundo anda meio esquisito (tá – “meio” é sacanagem – BEM esquisito) ultimamente. A começar pelo fato de enfim meu micro em casa estar funcionando. Desde o dia que eu comprei aquela birosca o infeliz cisma em dar pau (ops) ou pegar vírus (ele tem mais facilidade de pegar vírus do que pulga se alojar em cachorro sarnento). Tá, essa é a primeira estranheza.

Outra é o fato de eu passar um fim de semana em casa e fazer trabalho de faculdade sem dispersar, o bagulho ficar bom (modéstia é bom, mas não hoje – a parada ficou show). Ao mesmo tempo, não ser massacrado pela programação sempre estúpida de fim-de-semana. Fui brindado com uma recapitulação muito feliz da história da “atualmente finada” MTV Brasil, que contava com clipes muito saudosos que fizeram parte da minha adolescência (falô, vovô!), como Rest in Peace do Extreme, Monkey Business do Skid Row e Sweet Child O’ Mine do Guns. E ao final de domingo, o SBT reprisa À Espera de um Milagre, que eu nem preciso falar que é demais. Poupado de Faustão e Gugu, comecei a semana feliz depois desse combo.

Mais uma: estou adorando assuntos culinários (hmmmmmm…). Mas isso não vem ao caso neste momento. Nem neste site (ainda blog, mas que ainda será um site – novamente).

Gente que eu não via, não falava ou não tinha mais esperança que lembrasse da minha existência acabou reaparecendo, e o mais comédia – tudo ao mesmo tempo. Realmente estranho, muito estranho… mas tá valendo. Não botando olho gordo, qualquer um é bem-vindo.

E eu, mesmo dormindo p*** nenhuma nas últimas noites (misto de ansiedade com excitação – e antes que levem para o lado pornô da expressão, esse tesão todo tem muito a ver com os ótimos resultados da via crucis do fim de semana, somada às idéias e caminhos que estamos tomando para que nossos pavõezinhos azuis humilhem a faculdade inteira daqui a duas semanas, quando nosso site estará pronto), ando disposto a abraçar o mundo. Sei lá que raio de troço botaram na minha bebida, mas eu ando completamente doidão.

(intermission)

Na boa: vejam isso. Não tenho nem o que comentar. A “equipe” que fez essa obra-prima contava com o “exército” de SEIS PESSOAS!! SÓ SEIS!! Como é que pode, cara? O que esses caras bebem? Suco de frutas Gummy?! Eu quero um igual!

(direitos de imagem e divulgação gentilmente oferecidos por Toelho)

(end of intermission)

Resumindo: a coisa agitou MESMO por aqui. Sei lá quem ligou o 220W, mas valeu – eu tava mesmo precisando de uma chacoalhada…

…e antes que eu esqueça: Ô SEXTA-FEIRA QUE NÃO CHEGA…

Contra nu metal e rock de butique

Em Música por Marcelo Masili - 21 de outubro de 2003

Sim! Ela está de volta… graças a Deus.

Por sinal, ontem eu assisti ao Jornal da MTV e tive que ouvir que “Avril Lavigne diz que é o Sid Vicious dos anos 90.” Porém, esse sacrilégio foi respondido à altura pelo filho-da-mãe-mas-sensacional Johny Rotten, que disse “Antes fosse – neste momento ela estaria morta. Avril Lavigne é tão punk quanto Kelly Osbourne.”

E que me perdoem os fãs daquela rata, mas Avril Lavigne é tão ruim quanto Charlie Brown Jr – ambos são tão autênticos quanto uma nota de 3 Reais.. Pra metaleiro de Shopping Center ou surfista de pinico, são ícones. Pra mim, é lixo – e nem pra reciclar essa droga serve. Ouçam Fiona Apple – em um refrão, ela esmigalha os falsos punks. E mostra que atitude não é feita de escova no cabelo ou jaqueta da Adidas.

(Atualizando..)

Pra quem tiver a curiosidade (e inteligência) de saber mais sobre essa sensacional cantora, o álbum que eu tenho da dita cuja (e que foi gentilmente xerocado do original, do meu amigo Glass – mas ainda terei o de verdade, e não o piratão) e que está quase furado de tanto ouvir, tem o maior nome da história da indústria fonográfica. Ele é comumente conhecido como When The Pawn, mas o nome completo dele (que vocês dificilmente vão encontrar em algum lugar) é este:

When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He’ll Win The Whole Thing ‘Fore He Enters The Ring There’s No Body To Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where To Land And If You Fall It Won’t Matter, Cuz You’ll Know That You’re Right.

Escutem. E depois de ouvir Limp e I Know, vocês vão saber porque eu adoro tanto essa indivídua.

Não é um flashback (e você não bebeu demais – eu acho)…

Em Faculdade por Marcelo Masili - 20 de outubro de 2003

Não é nenhum deja-vu ou coisa que o valha. O fato é que neste fim-de-semana começou (como eu adiantei aqui sexta-feira) o processo de execução do nosso Projeto Figureiras de Taubaté. E eu, na função de chinês-preso que me auto-incumbi, tive que recortar com a beziér 25 imagens de figurinhas. Um trabalho gostoooooooooooso… Lembra quando você era criança e tinha que recortar com tesoura figuras com fios, cabelos, ou coisas do tipo, e o recorte tinha que sair bom? Então, foi mais ou menos a mesma coisa, só que no micro.

Conclusão: antes que eu enjoasse dos pobres bichinhos, retomei meu layout mais bem-sucedido deste blog. Ou ia acabar vendo pavãozinho azul até na hora de tomar banho… e isso, ninguém merece.

Mais tarde um post decente. Agora tenho que trabalhar (mais) um pouco.

O que é um Senhor Burns?

Em Trabalho por Marcelo Masili - 16 de outubro de 2003

Em homenagem ao amigo Edson.

Senhor Burns. É um homem que não deu certo como homem, mas ficou rico. Ele não teve infância, adolescência ou qualquer outra experiência que valide sua passagem pelo Planeta Terra. Não ralou o joelho andando de bicicleta, não deixou a bola cair na garagem da vizinha, não correu de cachorro vira-lata, não leu a Playboy do pai escondido no banheiro.

Senhor Burns não pentea o cabelo. Não passa desodorante. Não dançava música lenta nas festinhas da escola. Burns não gosta de chocolate, de sorvete ou de pudim. Engasgaa com pedaços maiores de comida e não toma bebida gelada. Prefere sapato a tênis, calça a bermuda e camisa a camiseta. Se veste como um golfista, e troca o pé das meias.

Tirava nota alta, não ficava de recuperação. A única matéria que não gostava era Educação Física, que nunca praticava. Não se lembra se chegou a gostar de alguém. Tinha um enorme complexo por ser o último da turma a ter transado (após pagar uma grana pra “menina”). Não lembra quando dera o primeiro beijo, mas lembra do primeiro carro, da primeira casa, da primeira viagem de negócios. Vida sexual: nula.

Gosta de se sentir por cima. Mandar, adora conjugar verbos no imperativo. Favor não existe no seu mundo, onde a relação é unilateral – ele manda, você obedece. Não importam opiniões, pontos de vista ou interpretações. Sua palavra é a última, irrevogável e incontestável. Não vê que todos o detestam, mas para ele a opinião dos outros nunca contou mesmo, então não se importa. Trabalho é seu segundo nome (ou primeiro, por muitas vezes). Viver para trabalhar, ganhar dinheiro, e quando acabar de ganhar dinheiro… ganhar mais dinheiro.

E se vocês pensam que estou falando do personagem dos Simpsons, tentem enxergar o Sr. Burns que existe na vida de cada um de vocês. Estou convivendo com um a alguns dias, e confesso: tudo o que escrevi aqui, escrevi pensando ou me baseando NELE. E pior é que até no jeito raquítico o desgraçado se parece com o Burns. Deus do céu…

Por que deixam um cara desses sair da jaula?

P.S.: Cutuca o nariz com ponta de caneta e passa fio dental no meio do corredor. Não, não tô zoando. É verdade. Eu juro…!! E tenho testemunhas!!

Borboleta é a mãe. A sua.

Em Tecnologia por Marcelo Masili - 15 de outubro de 2003

Entre gente que só usa o ICQ e gente que só usa o MSN, resolvi usar os dois dentro do Trillian, a mãe-de-todos dos messengers. Para possíveis interessados ou adeptos da borboleta, não tem mais desculpa pra não me encontrar on-line. Anotem o e-mail (que eu nunca vou usar, pois eu ODEIO Hotmail): marcelomasili@hotmail.com. E mais um ponto pro Tio Bill.

Simplesmente surreal

Em Cinema por Marcelo Masili - 14 de outubro de 2003

O mundo pode dar quantas voltas quiser (preferencialmente uma por dia, ou ficaríamos malucos), mas um assunto sempre volta à tona em alguns momentos especiais, principalmente neste blog: simplicidade. É uma coisa na qual eu acredito muito, justamente por ser algo fácil e óbvio por diversas vezes. Uma virtude que muitas vezes é confundida com pobreza ou economia, mas quando descobrimos seu real valor (e que valor) nossos conceitos viram de cabeça pra baixo e acabamos enxergando o mundo com outros olhos.

E ontem eu estava assistindo Um lugar chamado Notting Hill. Provavelmente apenas eu e mais uns 3 esquimós lá na Groelândia ainda não havíamos assistido, pois todo mundo que conheço passou pelo cinema quando o filme estava em cartaz. Na boa, um dos filmes mais deliciosos que já assisti. Desde o elenco (Julia Roberts é sempre demais, e o Hugh Grant é hilário, sempre. Fora os “escadas” do inquilino e da família dele, que roubaram a cena no filme…) até o roteiro, cuidadosamente adocicado, mas nem um pouco bobo. Comédia romantissíssima, com cara de pipoca, edredon e namorada.

Fazia falta um filme que me fizesse rir e sorrir tanto… histórias simples (daí eu falar tanto de simplicidade), de pessoas simples, com sentimentos simples e atitudes simples. Amar descaradamente, aproveitar manhãs de sol, tomar sorvete no pote, dormir enrolado no edredon no sofá da sala, acordar e sorrir por ser feliz, simplesmente. Simples como a vida que deveríamos ter se não nos preocupássemos tanto com detalhes. Em certos momentos, o filme até parecia um comercial de margarina, mas comerciais de margarina são legais! São por mostrarem que pessoas conseguem ser felizes aproveitando o sabor de um pão quentinho num dia chuvoso como o de hoje.

Encontrar prazer em detalhes. É bom demais saber que dentro de um filme podemos ver que pessoas simples como nós podem ser felizes pelo simples fato de serem. Não é necessário ser dono de uma biblioteca na Inglaterra ou uma atriz milionária para acreditar que pequenos milagres às vezes acontecem, e que sim, podemos ser vítimas de piadinhas deliciosas que a vida insiste em contar. Vezes na película, vezes em carne e osso.

Não é simples deixar de lado os problemas. Mas também não é tão complicado encarar a vida com um sorrso estampado no rosto. Afinal de contas, comerciais de margarina são filmados ao amanhecer. Pode ser uma boa hora para tentar…

Momentos inesquecíveis de uma família no fim-de-semana

Em Vidinha por Marcelo Masili - 12 de outubro de 2003

Só quem passa alguns momentos ao lado dos meus pais sabe o grau de demência que minha família adquiriu ao longo dos tempos. E dentre as várias pérolas que presencio nos poucos momentos em que passo ao lado dos dois, sempre sobra alguma coisa pra contar. Há alguns momentos minha mãe, assistindo a entrevista da “utererê” Malu Mader no Domingão do Faustão, profere a seguinte pérola:

- Ô mulher linda… deus do céu! Tem a sombrancelha linda, o corpo lindo, a voz linda… tudo lindo! Eu gosto demais dela… se eu fosse sapatona (ela fala assim mesmo – minha mãe é muito engraçada), eu acho que me apaixonava por ela, Deus do céu!

Acabei descobrindo que as tendências lésbicas da minha mãe ao menos levam a um tremendo mulherão. Há algum tempo atrás, meu pai achava a Sônia Lima (aquela do Wagner Montes) e a Gal Costa dois aviões, o que sinceramente eu NUNCA concordei. Definitivamente a sensibilidade feminina é bem mais apurada e seletiva do que a masculina, até mesmo no que se diz respeito às próprias mulheres.

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