Notas rápidas sobre o monstro careca neste momento:
- Ou fui abduzido durante a noite e tem um alien querendo sair pelo meu nariz, ou eu realmente estou gripado.
- Essa coisa felpuda na minha cabeça parece cabelo. Sei lá, faz tanto tempo que eu não deixo que ainda estranho. Quando eu era bebê tinha muito mais do que agora, mas vamos ver onde isso vai parar. De todas as últimas tentativas de deixar crescer, esta aparentemente é a mais bem-sucedida…
- A camisa é a do Real Madrid, mas meu time continua a ser o Corinthians. Claro, quando o Corinthians tiver um time de novo, e não jogar o Brasileirão com o Fraldinha.
- Meus desenhos são infantis demais… e eu adoro isso! Em breve eles estarão por aqui.
- Continuo detestando esse layout desse blog. Por sinal, não vejo a hora de poder publicar a versão 2004 deste blog. Dentro de mais alguns dias, quem sabe.
Guerra é paz / Liberdade é escravidão / Ignorância é força
Infelizmente adquiri o hábito de ler durante minhas viagens de ônibus. Digo “infelizmente” pois nelas estavam alguns minutos de sono que normalmente faço questão de jogar fora toda noite, pois acho que dormir é perda de tempo – e acabo esquecendo que é uma necessidade, sendo que o próprio sono acaba me lembrando disso em horas das mais impróprias.
Aprendi a não enjoar enquanto leio, e estou “celebrando” isso retomando a leitura de 1984, de George Orwell, livro que eu tinha deixado de lado havia algum tempo. E durante este fim-de-semana a leitura foi das minhas companhias mais freqüentes.
O maior problema de quem gosta de ler é a sede absurda de saber mais, descobrir a cada página, a cada novo parágrafo, fatos e acontecimentos que ainda inéditos em nossa vida, acabam por nos acrescentar novos pontos de vista, que geram opiniões, e causarão discussões entre defesas e ataques.
A impessoalidade e o pragmatismo dos personagens desse clássico de Orwell me fazem tremer nas bases a cada linha, tamanho o cinza que predomina nesse mundo de 1984 (que poderia muito bem se passar em São Paulo, em 2003). E não antecipando muito da história, fico muito feliz em saber que ainda sobrevivem seres pensantes e sentimentais nessa nossa realidade não muito distante da retratada no livro. Acabamos por nos tornar (sim, me incluo com fervor nessa “minoria”) a resistência perante a massificação de informações e banalização das relações humanas.
Nem vale discutir novamente por aqui quais minhas opiniões sobre os modos de vida e as ações tomadas por grande parte de nossos “camaradas”, mesmo porque acho que cada um defende aquilo que acredita (e que bom que as coisas sejam assim). Não trabalho no Departamento de Registro, quero que o Grande Irmão se exploda e acredito na força de outros meios de comunicação mais arcaicos que televisão e internet. Acho que nada substitui o valor da letra escrita, que a voz falada e que o calor do toque. E continuo convencido que o sucesso e as vitórias chegam depois do esforço, que é possÃvel sonhar com coisas boas, e se precaver com os pesadelos. Nada vem fácil, e se vier é bom desconfiar.
Nossa vida continua sendo um organismo vivo dentro de cada um de nós. E enquanto nossos problemas puderem ser resolvido por nós – melhor ainda, enquanto PUDERMOS ter problemas, poderemos continuar contestando nossos valores e crenças, reciclando cada um deles a cada nova etapa e nova experiência que temos (exatamente o que eu mais fiz durante este fim-de-semana), e buscando um passo à frente. Ainda temos esperança. Mais próxima para alguns, mais distante para outros. Mas ela existe, ao alcance de todos, e só precisamos buscar os caminhos corretos para alcançar nossos sonhos.
Nem sempre é tão fácil, mas quem pensa em desistir quando se tem algo que te incentiva a fazer isso batendo dentro do teu peito?
Mil novecentos e oitenta e quatro é um lugar estranho, um ano distante e uma realidade que eu quero – pra bem longe daqui.
O eterno insatisfeito
É, sou eu.
Comecei um novo layout, mas faltou alguma coisa pra que ficasse bom – faltou UM POUCO DE EU MESMO nele. Por sinal, mudanças de layout dessa vez não vão me satisfazer. Acho que quero um pouco mais, talvez levar um pouco mais a sério esse papo de escrever pros outros. E tenho agradado, diga-se de passagem (ao menos eu acho, ou vocês são todos muy amigos a ponto de me deixarem empolgado desse jeito).
Acho que chegou a hora do rito de passagem acontecer. Ainda vou escrever descompromissadamente durante alguns dias (afinal de contas, nem falei do show de sábado ainda). Mas acho que a gente tem que dar passo pra frente, e não se acomodar nunca. Gostei dessa brincadeira de blog, e pra minha surpresa também gostaram que eu continuasse com ela. Acho que está mais do que na hora de retribuir, e acima de tudo, crescer. O mal de quem mexe com os neurônios é que os bichinhos não páram quietos (e nós, por consequência, também não).
Normalmente não tenho tempo pra poder me dedicar mais a este espacinho. Mas uma “semana do saco cheio” na Faculdade está vindo aÃ, e uma semana pra mim é tempo de sobra pra fazer crescer o bolo. Rezem pra que até lá meu micro de casa esteja bem, que as coisas funcionem, e que eu continue com dez dedos nas mãos. Se tudo isso acontecer, provavelmente estes 3 minutos serão muito mais agradáveis – e diferentes.
(Será que este muquifo muda de endereço? Será?)
Façam suas apostas…
Brochada coletiva
Tiraram do ar o Suruba Digital, do Ãcone Zé de Abreu (o link antigo continua nos Energéticos aqui do lado esquerdo).
Pra quem não sabe do que eu estou falando, a Globo.com proibiu sites com conteúdo pornográfico na internet. Até aÃ, méritos pela iniciativa de uma tentativa de moralizar o espaço que nos é cedido gratuitamente, barrando certos tipos de conteúdos impróprios ou não-recomendados.
Porém, ressalvas devem ser feitas.
Discutir sobre sexo é uma tarefa que muitos meios tentam exercer, e poucos o fazem com sucesso sem cair na vulgaridade ou pesar para o lado da hipocrisia. A MTV Brasil é um exemplo de como tratar o assunto de maneira clara e inteligente sem pender para um desses lados. No caso do Suruba, apesar dos conteúdos explÃcitos, o tom de humor e a discussão inteligente predominavam sobre qualquer proposta de pornografia ou baixaria, que você encontra em 9 de cada 10 sites da rede.
Vários eram os acessos ao site do Zé, meus e de amigos e amigas que tenho. Afinal de contas, tratar de forma divertida e debochada de um assunto que todo mundo gosta (talvez os responsáveis pelos conteúdos da Globo.com não… e não sabem o que estão perdendo. Talvez se lêssem o Suruba aprendessem alguma coisa…) é uma qualidade que poucos copnseguem desenvolver, e o Zé faz isso com maestria. Ótimas sacadas, ganchos dignos de um publicitário de ponta. Além, é claro, dos posts mais especÃficos e com uma conotação mais envolvente para seus leitores e leitoras.
Só nos resta lamentar que em uma rede tão grande e cheia de lixo, tirem do ar um pouco de inteligência e dedicação a assuntos que DEVEM e MERECEM ser discutidos, numa sociedade tão alienada e ignorante como é essa em que vivemos. Tão alienada que não consegue diferenciar discussão de putaria.
Brochamos todos nós, leitores do Suruba. Mas com calma e um “jeitinho”, tudo volta ao normal. Tenho certeza…
Cansaço
Tem hora que dá vontade de puxar uma ou outra pessoa pra dentro, fechar a porta e deixar o mundo se explodir lá fora. A facilidade que as pessoas têm de envenenar seu dia é assustadora. E dá no saco.
A sÃndrome do rockeiro de 14 anos
Há mais ou menos uma década atrás, eu dizia que MPB era coisa de velho, que Metallica era tudo de bom nessa vida, e lia (“lia?”) Playboy escondido dos meus pais. E quer saber? Eu estava completamente certo. Explico:
Algumas coisas na vida só ganham o valor que merecem com a maturidade. E um moleque de 14 anos tem que ter hábitos e vida condizentes com a sua idade: não ter a menor idéia do que vai fazer no futuro, ainda não ter um barbeador entre seus Ãtens de higiene pessoal, achar bonito falar palavrão, assistir à MTV o dia inteiro e ter um guarda-roupa monocromático. Coisas da idade, simplesmente.
…você já se sentiu excluÃdo por sua TV não ter frequência UHF?
E sortudos os que curtiram essa fase com a devida irresponsabilidade que ela merece. Eu posso orgulhosamente dizer que era essa coisa bitolada e ridÃcula que vocês podem sacar no primeiro parágrafo deste texto. Porém, dizia Nelson Ned que tudo passa. E essa fase foi embora.
E cá estamos hoje, tão rockeiros quanto antes, mas menos “metaleeeeeeeeeeeeiros”… A cabeça abre e entram aquilo que antes eram sons estranhos e mal-vindos. Donos do próprio nariz, hoje dividimos o tempo entre trabalho, estudo para alguns, namorada para outros, à s vezes os três ao mesmo tempo. Sem esquecer da famÃlia, da conta do celular, da comida dos periquitos. Responsabilidade é legal, mas aumenta a saudade da infância algumas vezes.
Mas nem tudo é saudade.
Afinal de contas, ninguém merece aquela voz indefinÃvel e a competição inter-espinhas pela ponta do nariz. Sejam bem-vindos, Chico Buarque, Gillete Sensor, Holeriche e Camisinha. Foi bom, mas acabou há um algum tempo…
Se você ainda não se tocou disso, cuidado, amigo oitentista. Já não basta ter nascido na década mais bizarra da História da Civilização, você ainda pode sofrer de um mal-crônico: a oitentitis saudabilis saudadis, que causa entre outros efeitos colaterais, a total exclusão social e a ridicularização pública por seus amigos mais esclarecidos. Vacine-se (ou em outras palavras, ACORDE).
O drink predileto da casa:
MOJITO
Ingredientes:
cubos de gelo
clube soda
2 ramos de hortelã
1 colher (chá) de açúcar
casca de 1 limão pequeno
50 ml de rum claro
Modo de Preparo:
Coloque em um copo a casca do limão, o açúcar e 1 ramo pequeno de hortelã. Soque como se fosse para preparar uma caipirinha. Acrescente o rum e misture bem. Coloque em um copo longo cubos de gelo e o outro ramo de hortelã. Coe a mistura de rum para o copo com gelo e complete com clube soda. (fonte: Terra)
Opinião do Masili:
O bagulho é muito bom…! Não é sofisticado, refinado ou diferente. Mas somando tudo isso, em nada o mojito desmerece outros drinks mais “exóticos”. É uma ótima pedida pra churrascos de sábado e reuniões com a galera…
Banquete de camelô:
Aquela fome que dá no ponto de ônibus (você amigo, pobre assalariado como eu sabe bem do que estou falando) é uma das maiores torturas da História da Humanidade. Contra esse gravÃssimo problema social, temos nossos heróis, os CAMELÔS. Normalmente simpáticos e falantes, quando não estão bêbados ou dançando forró são ótimas opções para um bom momento gastronômico. E dentre os diversos quitutes existentes, destaco os que mais me cativam:
- Amendoim japonês / coberto de polvilho (top);
- Ruffles Twist / Max Churrasco (ô invençãozinha boa);
- Doritos Queijo Nacho (arregaçante);
- Ebicen (clássico);
- Pipoca rosa (que acabei de descobrir que é regional de SP);
- Torcida (mais oleoso que pele de adolescente, mas ótimo);
- Dadinho Dizzioli (mais um top).
E fica a pergunta…
…ONDE FORAM PARAR OS LANCHES MIRABEL?
GRAÇAS! GRAÇAS! GRAÇAS!

E quem disse que milagre não acontece???
ESTOU ESCREVENDO EM CAPS LOCK PORQUE ESTOU MUITO FELIZ!
O MEU CAMARADA MILTINHO ME DEVOLVEU A VIDA AO ENTREGAR HÃ ALGUNS MINUTOS ATRÃS O MEU CASE DE CD’S QUE ESQUECI NA SALA DELE ONTEM (E NUNCA IMAGINARIA TAL POSSIBILIDADE)…
VALEU, Ô BARBUDO Aà DE CIMA!! A SANTO EXPEDITO, SÃO JORGE, ERIC CLAPTON E OUTRAS DIVINDADES QUE AJUDARAM A QUE ESSE MILAGRE QUE HUMILDEMENTE PEDI, FICA AQUI O MEU MUITO OBRIGADO!! APRENDI MINHA LIÇÃO, E DAQUI PRA FRENTE, NA MINHA MALA, SÓ VAI DAR PIRATARIA!!
E À TARDE, OS PROMETIDOS POSTS CULINÃRIOS (NENHUM DELES COM CEBOLINHA)!!
(e aos que só falaram merda no último post, e me fizeram sentir ainda pior, vou quebrar minha promessa pessoal de não falar mais palavrão por aqui, e dizer solenemente: tomem no cú!)
UFA!
Adiados os posts de hoje.
Meu estojo de cd’s sumiu. E pra quem me conhece, mesmo que pouco, sabe que além do prejuÃzo financeiro o que mais machuca é o valor afetivo do negócio. Ainda tô rezando pra que aconteça um milagre e me digam que encontraram o dito cujo. Mas sei muito bem que isso é quase uma utopia.






