Sorria – você tem uma boquinha!
Não, não é um tÃtulo chabÃ. Mas depois de você ouvir (ou cantar) esta música, com certeza você ficará com dó do personagem principal desta simpática canção infantil. É mais um fornecimento exclusivo do nosso amigo Soul, que – diz a lenda – ter aprendido essa música no Jardim de Infância. Agora eu pergunto: será que a sala dele era em alguma escola na Liberdade, pra ter uma letra dessa?
Chega de papo: CANTEM JUNTO COM ELE!!!!
Eu sou um bolinho de arroz
Os meus bracinhos só vem depois
Minhas perninhas ainda vão sair
E eu não tenho uma boquinha pra sorrir
Por que, por quê?
[repete]
Para os que têm mais de 20…
…e que assistiam ao Show de Calouros na TVS, com Décio Pitinini, Vagner Montes e Sônia Lima. Um pouco antes do programa passava uma vinhetinha, com aquela imagem de Jesus olhando pra uma luz no céu, e uma voz grossa (que eu acheo que NÃO era a do Lombardi) lentamente declamava a seguinte mensagem:
Paz, amor, fé e esperança
luz e união
não são apenas palavras
você tem certeza que jaz fez tudo que podia por seus semelhantes?
pense bem
pois um dia vamos nos encontrar
e eu gostaria muito de chamá-lo de meeeeeeu filho…
Rolou uma lágrima?
(gentilmente relembrado por Soul)
O gênio e o idiota
O dia estava terminando, gelado e úmido. Às 21h30, após um croissant de calabresa pra tapear esse frio, fomos para a aula do já legendário Mazza (em breve explicações sobre o meliante). Fomos brindados com a obra prima de Charles Chaplin, Luzes da Cidade (City Lights, 1931). Sinceridade minha: morria de curiosidade pra algum dia assistir pela primeira vez uma obra do Chaplin, e essa foi a primeira oportunidade que tive.
Simplesmente lindo. Desde as tomadas de câmera à dramatização perfeita de todo o sentimentalismo envolvido no filme. Cinema mudo, e uma comédia deliciosa e emocionante. A sequência da luta de boxe continua hilária após 80 anos, perfeita tecnicamente e com uma concepção digna do gênio que Chaplin foi. Um roteiro primoroso, envolvente e desenvolvido dando importância a cada quadro, cada cena. Um cuidado que com certeza os Blockbusters produzidos hoje em dia simplesmente ignoram (para azar daqueles que prezam pela qualidade da história e não dão tanta importância aos efeitos especiais).
23h05. O filme termina e nenhum aluno arredou o pé até o letreiro anunciando o fim do filme aparecer. Até os viciados em Matrix deram o braço a torcer e valorizaram a verdadeira obra de arte que estava sendo exibida. Porém…
…vocês me perguntam: e o tal IDIOTA do tÃtulo desse post, cadê?
Óbvio que não é o sr. Chaplin, que até quando banca o idiota é gênio. Ao sairmos da sala, meus amigos Soul e Glass relatam a besteira que um imbecil acabara de cometer. Um tal de DIEGO, também conhecido como LAMBIDINHA (faltou citar o rapaz no post de apelidos bizarros), provavelmente querendo aparecer para os (cof! cof!) amigos, profere a seguinte pérola sobre o filme:
- Esse bagúio é mó Chaves!
Bagúio…
Chaves…
Digno de apedrejamento em praça pública. Acho que o Chaves nunca teve um grau de importância tão grande em toda a sua longa existência (ele é quase um Highlander), e creio que nem a mais feroz crÃtica colocaria Chaplin em um patamar tão subterrâneo.
E esse infeliz , o tal do DIEGO, frequenta o mesmo ambiente acadêmico que eu. Após tal comentário, isso me faz pôr em dúvida se a Universidade Anhembi Morumbi é realmente uma faculdade, ou um zoológico. Elelê…
Você executou uma operação ilegal?
Malditos sejam vós, fanáticos por tecnologia. Seres que se comunicam em código binário, e que enxergam diversão como sinônimo de visitas ao site da Microsoft, atualizações de anti-vÃrus, novos sistemas operacionais e tudo o que nos leve a acreditar que vivemos em função de máquinas.
Nem vou discutir a idéia principal de Matrix, ou qualquer coisa que possa ser associada à tecnologia. Este é um depoimento que quer tratar de pessoas, não de peças. E de como pessoas podem se tornar robotizadas a ponto de discutirem dados e variáveis, sem sequer notar que seu discernimento entre mundos real e virtual não existe.
Com isso, ganhamos idiotas camuflados de pequenos gênios. Seres perfeitamente programados para serem impertinentes, e falarem somente de novas siglas, versões, downloads e afins. De tanto insistirem em firewalls, não percebem que estão com um ao seu redor. ImpossÃvel conviver com esses nerds, meu camarada. Computadores não pensam – processam. Esses caras também. E pior: de tão alienados, não conseguem perceber inclusive quando estão enchendo o saco dos outros.
Portanto, abro aqui um pedido: se alguém souber de algum vÃrus capaz de formatar esses caras, me digam onde eu encontro. Porque na boa: acho que minha paciência tá precisando de um upgrade urgente.
Mauricios pro lado – a calçada é nossa…
A happy hour de sexta foi digna de post. Após uma providencial carona da Gabby (recém-conhecida, e que roubou a cena na festa da amiga gringa, além das histórias bastante inspiradoras para este apaixonado interestadual) em uma Avendia Brigadeiro Faria Lima entuchada de gente, fomos parar num boteco na Vila OlÃmpia – sim, existem botecos de calçada na VO… e eu não sabia disso. Whatever… Depois de rangarmos dois sanduÃches natureba na padaria ao lado, encontramos a galera na mesa do muquifo: a já tradicional dupla Vanessa & Nishi, enfim conheci a maitre Sil e os legendários VerÃssimos, um flamingo de pelúcia, além de um monte de gente que com certeza eu não lembro muita coisa (sim, álcool deixa a gente desememoriado). Pra quem espera de um encontro desses um monte de gente tÃmida falando o óbvio e rindo de piada sem graça, pode parecer absurdo, mas o mais “tÃmido” da mesa era eu – só pra dar uma idéia do nÃvel de insanidade dessas pessoas.
Botecos de esquina dominam – e a galera fez por merecer a gloriosa e tradicional noite de sexta-feira. Quem sabe pintam umas fotos da balada por aqui em breve.
Abriram a jaula…
Não é nenhuma tipo de conversão astral. O fato é que quando você está “feliz demais” – e será que existe excesso de felicidade? – parece que os olhos alheios e curiosos crescem em sua direção, e alguém mais fraquinho da cabeça faz questão de dar aquela alfinetada e tentar a qualquer custo chamar sua atenção (normalmente pessoas assim precisam buscar luz externa, pois não têm brilho próprio).
Alguns puxam o saco, contam vantagem atrás de vantagem, outros fazem de tudo pra tentar te agradar, e outros (ou outras) ainda berram baixaria no corredor da faculdade. Sempre covardes, nunca têm atitude suficiente pra olhar nos olhos para daà fazerem alguma coisa.
Pessoas assim são ruÃdos. Gente que não se espelha nos outros, mas tenta sim atrair para si o que há de bom na vida. A forma como isso é feito é que normalmente não é nada agradável, e acaba incomodando gente que se enxerga e tem autocrÃtica. Chamar a atenção fazendo barulho ou contando vantagem demonstra falta de personalidade – queima o filme, sendo bem claro.
Todo esse discurso só veio à tona porque ontem sofri dois ataques maciços desse tipo de gente. E sinceramente, é daquele tipo de coisa que não acaba, mas “entorta” teu dia e te deixa com N desaforos presos na garganta – uma tremenda vontade de mandar todos pra PQP… mas isso resultaria em me igualar a eles, o que SINCERAMENTE eu abomino.
Mas como hoje é um novo (e belo) dia, melhor renovar o assunto e o clima. Fica dado o toque – personalidade é o que faz de alguém respeitável ou não. Tudo é questão de saber olhar para o próprio umbigo (e deixar de reparar no dos outros) e tentar se enxergar de fora. Pode parecer difÃcil, mas experimente. E se você vir uma mala gigante e sem alça, por favor, tome uma atitude.
Enquanto não tomar, não encha o saco dos outros.
Quiz 3′ – Culinária e comestÃveis
- Por que o Quarteirão com Queijo tem esse nome esdrúxulo?
- Além da cor, o ingrediente que diferencia o chocolate branco do preto é o…?
- Se estamos no paÃs da banana, por que só temos refrigerantes de limão e de uva (além das bizarrices da Fanta)? – para esta questão, tubaÃnas como Convenção e afins não contam.
- Por que refrigerantes de Lima-Limão têm o mesmo gosto dos de só Limão?
- Custa tirar o caroço da azeitona que vai na empadinha e no pastel de carne?
- Por que só existem mousses de chocolate e maracujá, com tanta fruta por a�
Um biju de semáforo para o autor das respostas mais convincentes (ou cretinas, dependendo da repercussão deste post).
Os dois lados do “sublime” (piada interna – não ligue pro tÃtulo…)
Ontem 3 dos 7 monstros estiveram presentes em mais uma papagaida do mundo do design. O FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) começou ontem em São Paulo, e a aula da Faculdade deu espaço à abertura do evento.
Pra quem está achando que eu vou recomendar o FILE, engano. Os dois simpósios de ontem foram das maiores embromações que eu já vi. Opiniões pessoais:
Lucia Santaella (BR)
“Os desafios do pós-humano”
- opinião: uma bosta.
Simon Biggs (UK)
“Computing the Sublime”
Sheffield Hallam University
- opinião: acho que ele já foi hippie…
Não sei se sou eu, mas em lugares como esse eu me vejo entre o mais burro ou o estranho – o milho dentro da lata de ervilha. Sinceramente, dois intelectuais do design (cof! cof!) falando de coisas totalmente nada-a-ver, sendo aplaudidos por outros intelectuais (cof! cof! cof! Ah, essa tosse ainda me mata…), e conversando entre si num dialeto próximo ao Esperanto. A sensação era de que “os burros assistiam” enquanto “os designers de verdade conversavam”. Bizarro… mas é sempre assim: evento que dá ibope atrai emplumadas e excêntricos (vocês entenderam, né?), e quem aparecer mais ganha mais cartaz. Como eu não tinha nada a ver com isso, me contentei em assistir à s bizarrices alheias.
Detalhes importantes: a tradução simultânea da segunda palestra contou com a “performance” erótica da tradutora… inexplicável, mas imaginem um telesexo qualquer com direito a suspiros, gemidos e por aà vai. Ok, essa era a tradução. EngraçadÃssimo. Outro detalhe: uma convenção internacional merece palestrantes que saibam, no mÃnimo, argumentar espontaneamente. Ambos apenas leram seus powerpoints, e só. Não bastando, no powerpoint da primeira tia da noite, estava escrito LAZER com S. Elelê…
Bom, palestras horrÃveis e quitutes doces grudentos à parte, saÃmos de lá e fomos ao McDonalds tentar mastigar alguma coisa. Eram quase 22h, e eu acabei pedindo o QUARTEIRÃO COM QUEIJO COM DOIS HAMBURGERES que a tal da promoção McNight permite. Cara… é um cheese-cavalo o bicho!!! Muito grande, muito carnÃvoro, 100% neanderthal!
Na cadeia alimentar dos Masilis Erectus, eu tenho um princÃpio básico para sanduiches de lanchonete: se não tiver carne e queijo, não serve. E como essa é a essência do Quarteirão, multiplicada por 2 ficou sensacional!
Eu e todo mundo come por lá mesmo… então EU RECOMENDO! Existem aqueles pregadores do “não ao McDonalds”, mas os ativistas são uma minoria. O resto é tudo hipócrita… portanto, fica aqui a dica. O bagulho é ignorante…
Enfim, o segundo show do ano…

Definitivamente, um bom motivo pra matar aula.
Quem já viu os caras ao vivo sabe o grau de competência dos branquelos… fora as músicas, que são sensacionais. Fã de banda não pode abrir muito a boca, mas eu digo: dia 3, Via Funchal. Estaremos lá, e quanto mais gente melhor. Avisem, e até lá.
1991
Eram manhãs como a de hoje que me faziam acordar cedo quando era menor. Adorava dias tristes e frios, pareciam muito mais aconchegantes e “educados” do que os quentes, pois ao invés de te incomodarem com o clima, delicadamente te convidavam a buscar abrigo nas coisas boas de se fazer quando se está em casa. Camiseta velha, calça de moleton e sem meias. Pegava uma revista daquelas grossas e grandes, algumas folhas de papel e derramava a caixa de lápis de cor no chão. Ligava a TV e ficava lá, assistindo desenhos, e fazendo desenhos.
Normalmente a minha casa era o SBT, com seus velhos e maravilhosos clássicos (Pica-Pau, Patolino, Tom & Jerry, Papa-Léguas). Mas o que eu mais gostava eram os Muppet Babies… além do delicioso desenho e de roteiros inteligentÃssimos, todos aqueles bichinhos simpáticos também estavam em um quarto. Não um quarto como o meu. Eles tinham gavetas enormes, brinquedos gigantes, um piano (!) e um quarto cujo espaço, eu tinha certeza, era maior do que todo meu apartamento. Todos moravam juntos, todos amigos, a porca apaixonada pelo sapo, o esquisito apaixonado pela porca. E o que era aquele bicho azul, o Gonzo? Parecia legal… e eu me divertia com tudo, inclusive os musicais deles. E desenhava. Antes e depois de cada história.
A manhã só terminava depois de mudar de canal e assistir He-Man na Globo, que era o que fechava a sessão matinal de bons desenhos. Hora do almoço, e a manhã parecia ter tido umas 7 ou 8 horas. Uma tremenda bagunça no quarto… mas eu adorava. Alguns brinquedos no chão, muitas folhas de sulfite rabiscadas. Normalmente pouca coisa boa saÃa, mas não me importava. O que valia era viver cada momento de paz e de uma alegria que, quando crianças, vivemos sem notar, e hoje desejamos reencontrar quando estamos atolados em nossos próprios problemas, nos perguntando como conseguÃamos ser felizes de uma forma tão simples.






