Histórico do mês de julho 2003

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Bom, por duas semanas a geladeira estará fechada…

Como dizem, a melhor cerveja é aquela que vem estupidamente gelada. Então este blogzinho refrescante entrará em recesso até o dia 26, provavelmente. Ao contrário dos meus co-irmãos, tenho QUASE certeza de que não farei posts esporádicos. Afinal de contas, se eu me preocupar com internet enquanto estiver viajando, mereço um tapa na orelha!

Novos temperos e sabores renovados na volta. Isso vocês podem ter certeza…

Até daqui a pouco, galera… e preparem os copos!

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[COMENTÁRIOS EM 2009]

E lá fui eu, pro Rio de Janeiro, começar um namoro de um ano (nem mais nem menos) com a Su, que nem sabia que seria namoro, nem que seria possível, e nem que seria uma das maiores experiências da minha vida. Anos depois, já com a Debs, eu saberia que ela também namorou um carioca (com ele morando no Rio e ela em SP, da mesma forma como essa minha história aqui). Foi muito provavelmente a maior loucura que já cometi na vida, tal o custo, o desgaste, e mais um monte de coisas que a gente só vive numa situação dessas. E eu não me arrependo uma vírgula que seja desse ano (que não será republicado aqui, e virou lembrança pessoal).

A boa vizinhança

jul
2003
11

escrito por | em Trabalho | Nenhum comentário

Minha chefe (vou começar a falar Yara e espero que vocês associem o nome à pessoa) chega hoje de manhã, e deixa na minha mesa dois cd’s – Portishead e Cranberries. Ponho pra rolar no micro, e desço até o setor de Restaurantes, onde me oferecem um café expresso daqueles espumantes, cremosos e bem quentes! Saio de lá com aquele calorzinho no estômago, vou até o setor de Esportes, e ganho dois Kisses da Hershey’s… Chocolate depois do café é até covardia, de tão gostoso – e esse então é humilhação total. Agora, depois de uma recepção dessa, eu pergunto: dá vontade de sair de férias de um lugar desses?

Posso ser sincero?

jul
2003
11

escrito por | em Umbigo | Nenhum comentário

Comecei a escrever um texto condizente com o tempo lá fora: frio, cinza, úmido e gelado. Sim existem “textos úmidos!” Mas não resisti e voltei àquilo que realmente gosto de fazer – rir de mim mesmo e achar o mundo engraçado e deliciosamente inexplorado. Conclusão? Ansiedade. Afinal, hoje é meu último dia de trampo pré-férias (e dessa vez, quando voltar espero que meu emprego continue de pé, ao contrário da última vez em que tirei férias e aconteceu uma guerra civil entre os sócios, o que acarretou a minha mais-ou-menos inesperada demissão), e tem muita coisa pronta pra acontecer nesses próximos 20 dias…

Então é isso. Minha cabeça tá a milhão, querendo que as próximas horas passem bem rápido para que eu possa cair de cabeça nesses dias tão imprevisíveis… mais do que nunca, dono do meu nariz. Entre loucuras e desejos, fico com os dois, e arrisco dizer que o melhor da vida realmente vem dos impulsos, e não do raciocínio.

Quase fechando a mochila… mas ainda faltam algumas coisinhas.

escrito por | em Diversos, Música | Nenhum comentário

John Mayer. Esse é o último nome que entrou pra minha lista de favoritos no Musicmatch Jukebox do meu micro. Recomendação desta menina, o cara é bom demais…

Eu sofro de um seríssimo problema: consumismo musical crônico. Dizem que a todo mundo sempre tem um sonho impossível de se realizar, mas que fica passeando que nem criança feliz dentro da nossa cabeça. O meu é entrar em uma loja de cd’s, estilo FNAC ou Saraiva Megastore. Encostar um carrinho de compras na prateleira e deslizar o braço por detrás dos cd’s. Pegar tudo, até onde eu conseguir. Rock, Blues, Jazz, Clássicos, Trilhas Sonoras, MPB, Pop, R&B… um pouco de tudo. Muita, mas muita música… de todos os tipos, pra todas as ocasiões.

Cena de filme mesmo… sair da loja com pilhas e pilhas de cd’s. Chegar em casa (uma casa um pouco diferente da minha de hoje), ligar um sonzão daqueles de tio, grandes, imponentes. Me jogar no chão, almofadão apoiando a cabeça, e viajar… Metade do sonho é um tremendo exagero, mas a outra é facilmente realizável…

Coisas simples da vida. E boas demais né?

escrito por | em Cinema | Nenhum comentário

Músicas e filmes são feitos para emocionar. Opinião minha, muito minha, e se não suprem esse “pré-requisito” com certeza não vão me agradar. Sou viciado em música. Não vivo sem, e tenho que ter quase que initerruptamente alguma melodia embalando minha vida. Música está presente o tempo todo, e talvez por isso me emocione muito mais facilmente, pois quase sempre que alguma coisa acontece comigo, seja boa ou ruim, existe alguma trilha sonora para tematizar e eternizar aquele momento.

Ontem algumas lágrimas rolaram, e o peito apertou.
Mas dessa vez, a culpa foi de um filme.

Coisa rara de acontecer. Não tenho TV a cabo, e o vídeo cassete foi dominado pelo meu irmão. Eis que o SBT anuncia para as 22h15 de ontem um filme que há muito tempo ouço falar e desejo assistir: À Espera de um Milagre (The Green Mile, EUA, 1999). Pré-requisito para não se discutir a qualidade do filme: Tom Hanks protagoniza. Expectativa alta, assisto desde o início devorando cada cena com uma curiosidade que somente quem me conhece sabe o tamanho.

Tematizado na década de 30, mais um motivo para simpatizar com a obra. Tenho a impressão que minhas “vidas anteriores” se passaram entre mais ou menos 1880 e 1950, e dei uma rapidinha entre 1950 e 1970, tal o gosto que tenho por assuntos da décadas de 30, 40 e 60… Acho que morri um velho feliz na minha primeira passagem neste século e como doidão riponga na segunda… ambas embaladas nas músicas de tais épocas! Eheheheh!! Viajei né!! Mas vamos voltar ao filme…

John Coffey (Michael Clarke Duncan), o grandão predestinado. O doce da inocência, humildade e humanismo. Essencialmente um coração que fala, tal seu carisma. Impossível não se envolver, se emocionar com suas ações e seus milagres… Contrapondo seu tamanho à sua doçura, uma deliciosa ignorância daqueles que pouco aprenderam na escola, mas dissecam as pessoas simplesmente sentindo seu caráter e olhando em seus olhos. Personagem maravilhoso, ofusca o bom profissional, mas por muitas vezes emocional Paul Edgecomb (Tom Hanks). Lições de vida a cada acontecimento na milha verde, que conduz à Velha Faísca. Confrontam-se os diversos tipos de moral, de hierarquias. Amizade, compaixão, ódio, insanidade, mesquinhez, angústia, alegria, solidariedade: poucas foram as obras que conseguiram misturar tantas emoções de forma tão intensa.

A última meia-hora do filme faz chorar. Sim, emociona demais, pois traz à tona o infeliz destino daqueles que são incompreendidos por serem diferentes. Diferentes onde? – assistam o filme. Aprendam com Coffey, caminhem pela milha verde e vejam que a cruel e impessoal estrutura das leis e do racional ser humano por vezes ignora os mais lindos e evidentes milagres.

Às vezes um filme é capaz de nos fazer dormir perplexos, nos perguntando se realmente temos conhecimento sobre tudo o que podemos encontrar pela frente durante nossa vida. E o melhor de tudo é saber que essa pergunta não será respondida…

Obra-prima. Recomendada. Necessária.

Presepada Master

jul
2003
07

escrito por | em Brasilidades | Nenhum comentário

O Rio vai concorrer (de novo) à sede das Olimpíadas, agora em 2012. Eu, que tenho exaltado a cidade desde que confirmei minha viagem pra lá semana que vem, venho agora mandar o meu recado ao excelentíssimo (sic) prefeito ou governador ou único candidato da cidade maravilhosa após Leonel Brizola, Cesar Maia (ou o Maluf carioca), que soltou esta pérola ao comparar as cidades do Rio e São Paulo, justificando o porquê da capital paulista não ter levado a candidatura:

” – As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.”

Cesinha, camarada. Ninguém discute que o Rio é mais bonito que São Paulo. Por sinal, se fosse por beleza, o Rio sediaria TODAS as Olimpíadas da História. Agora antes de alfinetar a cidade mais rica e produtiva do país, lembre-se que se beleza realmente fosse o único quesito para se julgar alguma coisa, provavelmente sua queridíssima esposa estaria dormindo com o Reynaldo Gianechinni, “pois tu é feio pra carái, brotherrr!!…”

Sinceramente eu duvidava que São Paulo levasse essa, pois todo lobby político deste país desemboca no RJ. Além do mais, o orçamento que os caras precisavam era 5 vezes menor que o proposto pelos paulistas (meu amigo, o que vai ter de gente ganhando dinheiro em Caixa 2 se essa história vingar não está no gibi…). De qualquer forma, quando o prefeitão aí quiser bater de frente com a galera aqui, esteja às ordens. Não sou bairrista, mas amo demais essa cidade pra ouvir um babaca desses cutucar a gente dessa forma, sendo que a grama dele não é mais verde do que a nossa. Mas pode ficar tranquilo: daqui a uma semana o paulista aqui vai botar mais uns tostões no seu cofrinho…

Boa sorte na maquiagem da Rocinha, e uma boa patrulha na Linha Vermelha e na Avenida Brasil. Afinal de contas, “beleza é fundamental”…

escrito por | em Vidinha | Nenhum comentário

Tá legal… a coisa por aqui hoje tá meio tranquila, então dá tempo de contar uma historinha rápida da minha família. Lá em casa, isso aqui já é um clássico, tal absurdo. Tirem o chocolate da boca e prestem atenção:

Meu pai é um formigão. Mas não de chocolate, de doce, de sorvete: um formigão de Leite Moça. O cara é viciado em duas coisas na vida: cigarro (Minister) e leite condensado (Leite Moça). Por sinal, creio que dos três pedidos que o gênio da lâmpada normalmente libera pra quem acha a dita cuja, dois dele seriam esses. O cara simplesmente não vive sem tais iguarias. Pra vocês terem uma idéia, ele simplesmente “mama” a latinha. É, abre dois furos na tampa, um de cada lado, e entorna o bagulho.

Esse gosto vem de moleque. E é tão obsessivo que quando ele era pivetinho, o tio dele tentou dar um jeito no vício (nessa época, apenas por leite condensado – meu pai não era um James Dean da vida pra fumar com 5 anos de idade…). O velho comprou uma caixa de Leite Moça com umas 48 latas. Chegou pro meu pai e disse: “Pra você, Carlos… é tudo teu!”. Achou que com tal presente, de tanto tomar aquele treco meu pai fosse enjoar pra sempre…

…a caixa acabou em 20 dias. E meu pai pediu mais.

Óbvio que hoje o Carlão sustenta uma barriga digna de Papai Noel, tal o grau de consumo do tal elixir. Ele (por sorte) não é diabético, nem tem problemas de glicose, mesmo tomando Leite Moça com açúcar.

Sim – açúcar. Não escrevi errado: A-Ç-Ú-C-A-R.

A cena é de fazer arrepiar, mas o cara curte… Engraçado que meu pai se orgulha dessas história, conta dando risada e acha o máximo. Realmente é o máximo – da bizarrice, mas a gente se diverte. Então se algum dia você se pegou comendo feijão com mel e achando gostoso, ou se por acaso se sentiu meio alienígena por mergulhar a batata frita do McDonalds no sundae de remédio deles, saiba a partir de agora: você é mais normal do que imagina, pois alguém nesse mundo toma Leite Moça com colheres e colheres de açúcar e acha super normal…

Questão de gosto. ARGH! Eheheheh…

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[COMENTÁRIOS EM 2009]

É provavelmente a história mais engraçada que meu pai deixou pra gente.

escrito por | em 3minutos | Nenhum comentário

A minha guru, confidente sentimental, conselheira e provável futura madrinha de casamento Vanessa Marques me mostrou como arrumar o contador do blog. Para você que ainda não conseguiu, é simples: crie um novo. Se você não tem (como eu não tinha) possibilidade de ter um novo, salve os arquivos e delete o velho. Como estes novos posts no Blogger Brasil eram poucos, republiquei os comentários um a um. E com isso, temos nosso ibope dedo duro de volta. Valeu Van.

escrito por | em Comes e Bebes | Nenhum comentário

Pegue meio potinho daqueles que você usa em casa pra comer sobremesa. Coloque 1/3 de leite condensado e complete com café. Misture bem. Se o leite condensado estiver gelado, não deixe a mistura se tornar homogênea. Quando estiver com aspecto marmorizado, experimente. Mistura o quente do café com o doce e gelado do leite condensado. Um tesão, literalmente.

Acompanha meias nos pés, edredon e filmão na TV. Luzes apagadas completam.

Algumas dicas

jul
2003
02

escrito por | em Música | Nenhum comentário

Pra vocês, 5 cd’s que me vieram à mente, muito bons para começar o dia e espantar o sono com estilo:

ChroniclesRush
– Coletânea dupla com os clássicos mais clássicos da banda. Vale pelas velharias, mas principalmente por (minha opinião) Finding My Way, The Trees, Time Stand Still, The Spirit Of Radio e Limelight.

Achtung BabyU2
– Esse é bom pra acordar, pra dormir, pra tomar banho, pra rir, pra chorar… definitivamente o melhor álbum do U2. Não tem UMA música meia-boca, e é acachapante do início até o fim. Não pule faixas – será considerado um sacrilégio.

Last SplashBreeders
– Vale por ser um negócio totalmente diferente do que você ouve por aí. Além da manjadíssima Cannonbal e da mais ainda manjada Divine Hammer, tem Drivin’ On 9 e No Aloha. É beeeeeeem legal…

The SinglesClash
– Bom, se eu precisar comentar esse é sacanagem. E ainda é coletânea, pra não reclamarem que faltou alguma coisa. Da mesma forma que o U2, não pule faixas e ouça.

Sailing To PhiladelphiaMark Knopfler
– Para dias apaixonados, e fins-de-semana com sol e céu azul. Se alguém encontrar alguma coisa mais gostosa pra se ouvir do que esse álbum, por favor me avise. Até agora, reina soberano no meu systemzinho…

Dadas as dicas, um bom dia pra vocês e bons sons pra todos.