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	<title>masili &#124; 3minutos</title>
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	<description>Weblog. Desde 2002, falando sobre a mesma coisa: eu.</description>
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		<title>Machu Picchu, parte um</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 06:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 6 Cusco/Machu Picchu Assim que terminamos o almoço, entramos na cidade histórica. A frase acima traz a única impressão de normalidade possível em Machu Picchu, porque logo após os primeiros passos já é possível avistar a clássica imagem das duas montanhas ao fundo, e as ruínas logo à frente. Algo que desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 6<br />
Cusco/Machu Picchu</strong></p>
<p>Assim que terminamos o almoço, entramos na cidade histórica.</p>
<p>A frase acima traz a única impressão de normalidade possível em Machu Picchu, porque logo após os primeiros passos já é possível avistar a clássica imagem das duas montanhas ao fundo, e as ruínas logo à frente. Algo que desde pequena toda e qualquer criança sabe o que é, assim como a praia de Copacabana ou a Estátua da Liberdade. Copacabana, quando eu conheci num final de tarde num longínquo 2001, me emocionou profundamente por concretizar aos olhos algo que nenhuma foto, filme ou desenho são capazes de fazer.</p>
<p>Machu Picchu não foi diferente. Pelo contrário.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu17.jpg" title="Nossos primeiros passos, de um momento que nenhum de nós jamais esquecerá." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu17.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu18.jpg" title="Um universo." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu18.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu19.jpg" title="De verdade." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu19.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu20.jpg" title="Alegria que não cabe em foto." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu20.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu03.jpg" title="Planos sobrepostos dão uma boa ideia de distância das coisas." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu04.jpg" title="Primeiros registros." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu04.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu05.jpg" title="Lhamas, as simpáticas... mas fedidas." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu05.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Da mesma forma que creio eu, seja absolutamente impossível descrever o que se sente no primeiro contato com a cidade. A emoção sim se apodera de você, e naquele momento eu, a Dé, a Mel e minha mãe de uma forma ou de outra fomos afetados diretamente pela grandeza e magnitude daquele lugar. Qualquer pessoa sonha, e realizar um sonho é sempre algo cuja plenitude de sensações e emoções só cabe a quem vive. Eu não seria responsável se tentasse explicar o que sentimos, acho que nem mesmo o que eu senti. Esqueçam os nomes, as explicações históricas, as curiosidades&#8230; eu não consigo descrever Machu Picchu dessa maneira.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu06.jpg" title="Explorando." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu06.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu07.jpg" title="Mais uma boa ideia da imensidão do lugar." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu07.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu08.jpg" title="Eles sabiam conter, levar e cuidar da água." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu08.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu09.jpg" title="As pedras de onde vieram as pedras. A cidade (dizem) saiu daí." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu09.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu10.jpg" title="As distâncias são muito maiores do que as imagens nos levam a crer." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu10.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu11.jpg" title="A conquista." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu11.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu12.jpg" title="'Dentro' de uma das muitas habitações." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu12.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu13.jpg" title="Perspectivas." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu13.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Consigo sim dizer que a grandeza e a imponência da cidade te deixa com a clara impressão de sua insignificância perante o mundo. Seus níveis e caminhadas são feitas quase que na totalidade subindo ou descendo para algum lugar. Tente (eu sei, não dá, mas tente) imaginar o que significa uma cidade vertical no alto de uma montanha, cujo visual em qualquer um de seus arredores é o cume de uma cadeia montanhosa enorme e absolutamente linda. Lá embaixo, um rio corre minúsculo (nessa perspectiva), mas se faz ouvir. Somos paulistas desacostumados com tanto verde. As paredes de pedra são enormes, impossíveis de serem construídas numa época e altitude tão grandes. Mas estão lá, assim como um sistema de escoamento de água que faz frente a qualquer projeto moderno. Respira-se história de uma forma densa, mas isso não predomina sobre o deslumbre que é estar ali, inserido num cartão postal &#8211; ou num sonho real, se preferirem.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu14.jpg" title="Verdes e cinza, numa cidade praticamente vazia." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu14.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu15.jpg" title="Uma boa ideia da altura em que estávamos." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu15.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu21.jpg" title="Detalhes das espetaculares construções." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu21.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu22.jpg" title="Olhando pro alto, ainda muito a ser explorado." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu22.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu23.jpg" title="Detalhes." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu23.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu24.jpg" title="O cartão postal ao vivo é algo absolutamente emocionante." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu24.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu25.jpg" title="De uma grandeza sem fim." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu25.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Por isso mesmo, vou tentar colocar em palavras alguns dos acontecimentos da tarde, pra identificar nossa viagem com nossas coisas. A começar pelo ímpeto de explorador que dominou todos nós&#8230; existem setas e umas indicações de rotas sugeridas pelo caminho em toda a cidade. Todas foram solenemente ignoradas, e fizemos nosso passeio. Os &#8220;degraus&#8221; das &#8220;escadarias&#8221; são sim conjuntos de pedras, e os incas eram altos, ou seja&#8230; sim, cansa o sobe-e-desce. Mas não se esqueça: você está na pilha por estar ali, e esse cansaço só é sentido na hora que você volta pro hostel, portanto fique tranquilo. Leve água, porque é necessário. E no mais, simplesmente aproveite&#8230; foi o que fizemos. Pouco a pouco fomos descobrindo cada um dos locais, as casas, seus caminhos, curvas e becos. Em alguns pontos &#8211; muitos deles &#8211; é possível observar todo o vale, e parece que cada visão é cada vez mais especial e diferente. Não é exagero.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu26.jpg" title="Ao fundo à esquerda, Huayna Picchu - o destino do dia seguinte." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu26.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu27.jpg" title="Desbravando os caminhos." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu27.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu28.jpg" title="Minutos de descanso, contemplação e alguma chuva." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu28.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu29.jpg" title="As nuvens dominando um céu não tão azul nesse dia." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu29.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu30.jpg" title="Molduras." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu30.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu31.jpg" title="Visão parcial, mais de baixo, já absurda." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu31.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>O dia vinha meio nublado, e a cidade estava com bastante gente. Percorremos uma linha geral, nos aproximando de Huayna Picchu inclusive, que seria a montanha a ser vencida no dia seguinte. Subimos, descemos, demos voltas atrás de voltas e fizemos questão de &#8220;nos perder&#8221; entrando onde bem entendêssemos. No meio da tarde, uma chuvinha chata começa a cair. Mas esse &#8220;chata&#8221; acabou dando um tempero a mais na tarde, pois havíamos nos preparado MUITO para aquele momento, e enfim poderíamos testar na prática nossos casacos impermeáveis. Parece coisa de bobo, eu sei, mas tamanha era a felicidade e a plenitude daquele momento que não havia chuvisco que nos atrapalhasse. O passeio ganhou nova cara. Subimos ainda mais, e lá de cima tivemos uma visão geral daquela cidade fantástica. A tarde foi passando e pouco a pouco as pessoas foram embora, até resolvermos fazer o mesmo &#8211; a fome já voltava a perambular e em determinado momento a Mel percebeu que ela e o curry não serviam um para o outro. Saímos aos poucos, tirando mais e mais fotos (pois a cidade estava esvaziada e enevoada agora, e essa era uma combinação absolutamente fantástica para qualquer registro). E quando nossa integrante germânica se livrou de todo o curry de sua alma, estávamos plenamente cansados e prontos para descer e jantar. Havia ainda uma manhã e metade de uma tarde naquele lugar, e o dia seguinte prometia ser ainda mais especial. Ainda havia muito a se fazer por ali.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu32.jpg" title="Visão total, mais de cima, indescritível." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu32.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu02.jpg" title="A altitude causa certa demência em algumas pessoas." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu33.jpg" title="Turismo e alegria absolutos." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu33.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu34.jpg" title="Extravazando demônios beirando o precipício." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu34.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu35.jpg" title="A altitude e seus efeitos..." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu35.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu36.jpg" title="Pouco antes da despedida, a chegada das nuvens." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu36.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu37.jpg" title="Enevoado." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu37.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu38.jpg" title="A única árvore." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu38.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu01.jpg" title="Uma ideia básica da altitude - molhada agora, antes da saída." rel="lightbox[machupicchu]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_machupicchu01.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Uma tarde que não seria (e não será) esquecida.</p>
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		<title>Uma banda, não um cara&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 14:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Segunda-feira eu enfim assisti ao James. Que é uma banda, e não um cara. Digo &#8220;enfim&#8221; porque é daquelas bandas que a gente adota sem ajuda externa. Assim como aquele filme que só você viu, a roupa que só você tem, quem gosta do James normalmente tem que explicar que &#8220;sim, é uma banda&#8221;, &#8220;sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira eu enfim assisti ao <strong>James</strong>. Que é uma banda, e não um cara.</p>
<p>Digo &#8220;enfim&#8221; porque é daquelas bandas que a gente adota sem ajuda externa. Assim como aquele filme que só você viu, a roupa que só você tem, quem gosta do James normalmente tem que explicar que &#8220;sim, é uma banda&#8221;, &#8220;sim, com certeza você conhece alguma(s) música(s) deles&#8221; e esse tipo de coisa. E quando anunciam um show desses pelo caminho, acontece uma via de mão dupla: a imensa (e inevitável) vontade de ir, e a total falta de companhia pra uma empreitada dessa natureza &#8211; ainda mais na emenda meioca gelada de um feriado. Mas justifica-se o sacrifício pela qualidade dos caras, por uma expectativa enorme quanto ao ótimo som da banda, pelo carisma dos músicos, e aquele &#8220;enfim&#8221; do início desse parágrafo foi devidamente explicado.</p>
<p>Depois de me perder por duas vezes, cheguei ao Cine Jóia faltando 20 minutos pro show começar. Entrei em seguida e a casa estava bem mais cheia do que no Mark Lanegan duas semanas antes, mas mesmo assim ainda havia conforto suficiente pra você ficar onde quisesse. Numa olhada rápida, notava-se que a média de idade do público era sim a minha, dali pra até um pouco mais. E que havia sim muita gente sozinha por lá também &#8211; mas não, longe de ser um índice depressivo, rolava mesmo era uma ansiedade pela entrada dos 7 no palco. Além disso, uns indies sempre meio perdidos nessas situações &#8211; padrão para o local, deu pra comprovar &#8211; e uma meia dúzia de pessoas pra filmar o show. Vale uma linha pra falar do chato que estava atrás de mim, e que no alto de seus 40 anos, de boné e jaqueta, só sabia gritar &#8220;eeeEEEÊÊEEEeee&#8221; no meio das músicas após o início do show, em horas que ninguém estava se manifestando. Sim, com muito ou pouco público, sempre alguém destoa &#8211; e esse alguém tá sempre perto de mim, porque nada é fácil nessa vida.</p>
<p>Vinte minutos de atraso e os caras sobem ao palco. Após um início equivocado com duas músicas fracas, parecia que a coisa desandaria. Eis que surge &#8220;Seven&#8221; (uma das meia dúzia de músicas que as pessoas conhecem sem saber), e Tim Booth (o vocalista) já vem pra cima da galera e dá um mosh tímido mas eficiente o suficiente pra levantar a galera. E emenda com &#8220;Ring The Bells&#8221; e &#8220;Laid&#8221;. A coisa engrena definitivamente, e eu penso &#8220;os caras vão queimar os pouquíssimos hits assim de cara?&#8221;&#8230; </p>
<p><center><iframe width="470" height="269" src="http://www.youtube.com/embed/mz4RdI8p2cI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>O que se seguiu foi um show de idas e vindas, intercalando gostos de banda e público. Músicas deles, músicas pra gente. Em &#8220;Born Of Frustration&#8221;, Booth sai do palco e reaparece em cima do bar, perto da entrada do Jóia. Vai cantar no meio da galera, e a coisa parece aquele show dos teus amigos, em que todo mundo curte, dança e canta sem se preocupar muito com os arredores. </p>
<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/james_sp.jpg></center></p>
<p>Virou pista de dança o cinemão, e antes da saída dos caras do palco, seria indiscutível a chegada da música mais conhecida deles por aqui. E &#8220;Sit Down&#8221; foi devidamente berrada e pulada. Um barato. Vieram os bis (dois deles), sendo o segundo uma exigência dos fãs: ninguém demoraria 30 anos pra vir a um país e esqueceria de tocar &#8220;Sometimes&#8221;, e um a um, os músicos voltaram pro palco durante a música.</p>
<p><center><iframe width="470" height="269" src="http://www.youtube.com/embed/dAgg3K-nGJ8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Até eu apareço no videozinho&#8230; </em></center></p>
<p>Ao final do show, a impressão que dava era a mesma: tanto a banda quanto o público estavam plenamente satisfeitos, e de uma certa forma com cara de surpresa. Algo como em cima do placo surgir um balãozinho escrito &#8220;Demoramos 30 anos, esses caras não falam nossa língua e eles cantam e conhecem a gente desse jeito?&#8221;, enquanto na pista lia-se &#8220;Aqui é assim mesmo&#8230; acostumem-se e tratem de voltar logo, cambada de magrela&#8221;. Foi-se o frio, a ansiedade e todo o resto. Pros poucos que esperavam, de fato o James é aquilo que se imaginava. Às vezes, até melhor. E de fato, é muito difícil entender como esses caras não estouraram.</p>
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		<title>De verdade</title>
		<link>http://www.masili.com.br/blog/?p=2863</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 13:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Umbigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Pegue todo aquele mundo de sensações que você viveu, outras tantas que você vive, um bom punhado de memórias e cicatrizes, junte tudo, jogue pra dentro e reserve por um tempo &#8211; uns anos, ou vários. Então vá a um lugar miúdo, aconchegante e obscuro. Aguarde alguns minutos, e ao apagar de luzes, espere os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/bloodyvalentine/7080816957/" title="Mark Lanegan @ Cine Jóia por alessandra luvisotto, no Flickr" target=_blank><img src="http://farm8.staticflickr.com/7050/7080816957_4137737661.jpg" width="470" height="313" alt="Mark Lanegan @ Cine Jóia"></a></center></p>
<p>Pegue todo aquele mundo de sensações que você viveu, outras tantas que você vive, um bom punhado de memórias e cicatrizes, junte tudo, jogue pra dentro e reserve por um tempo &#8211; uns anos, ou vários. Então vá a um lugar miúdo, aconchegante e obscuro. Aguarde alguns minutos, e ao apagar de luzes, espere os primeiros acordes. Quando a voz de um cara surgir, olhe pra cima, e solte tudo aquilo em direção ao teto &#8211; seja cantando, dançando (quando e se for possível) ou simplesmente contemplando. Esqueça do mundo por uma hora e meia mais ou menos, e mergulhe naquela nuvem hipnótica de luzes vermelhas, melodia vezes pesada vezes leve, e a voz que rasga. Aplauda, sempre, e saia absolutamente satisfeito por ter realizado um dos grandes momentos da sua vida, sem a menor sombra de dúvida.</p>
<p>Resumindo, Mark Lanegan foi isso.</p>
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		<title>16</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 13:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Umbigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se tem 16 anos, sua vida se assemelha a um oceano: há um horizonte completamente desconhecido, de uma profundidade assustadora, e escolhe-se naquele ou em outros momentos quando mergulhar, quando arriscar e quando contemplar. Nada se sabe sobre o outro lado, e atravessar pode te jogar num universo de curiosidade ou te deixar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se tem 16 anos, sua vida se assemelha a um oceano: há um horizonte completamente desconhecido, de uma profundidade assustadora, e escolhe-se naquele ou em outros momentos quando mergulhar, quando arriscar e quando contemplar. Nada se sabe sobre o outro lado, e atravessar pode te jogar num universo de curiosidade ou te deixar em estado de pânico. A inércia te deprime, a busca por algo que não se sabe o que é só depende das tuas forças, e o rumo a ser tomado é qualquer um. Só depende de você.</p>
<p>Foi uma época de mudanças absolutamente profundas na minha vida. Uma mudança de colégio, pra longe de tudo o que me era familiar, em condições novas e ruins: não tínhamos dinheiro, passávamos por uma dificuldade enorme em casa para nos manter, e em uma época onde todo adolescente quer e precisa descobrir o mundo, eu fui parar na sala de uma psicóloga, mergulhado numa depressão que até aquele momento era segredo meu e de mais ninguém.</p>
<p>E nessa mesma época eu já mergulhava e nadava de braçada em outros mares, uma vez que meu oceano parecia não me pertencer naquele instante. Das companhias que havia escolhido entre as paredes do meu quarto, os sempre presentes discos, revistas de rock, a ainda viva MTV. E numa tarde qualquer uma voz surgiu ali do nada, e naqueles momentos em que você não sabe bem dizer o porquê das coisas, parei por uns segundos pra ver quem era o cara que cantava aquilo. Um &#8220;aquilo&#8221; bonito de emocionar.</p>
<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/lanegan.jpg></center></p>
<p>Passaram-se os mesmos 16 anos. E amanhã eu verei esse cara ao vivo.</p>
<p>A voz rasgada e rouca, a densidade da melodia e das letras, a banda absolutamente competente &#8211; mas sempre secundária, fosse qual fosse. Ao contrário de tantos outros artistas, aquele ruivo parecia não precisar de chapéus, cigarros, ternos vintage ou ambientes soturnos pra destilar cada canção, e aquilo de alguma forma me trazia minha própria identidade. A gente não precisa estar no submundo, mergulhado numa eterna noite fria pra que as coisas machuquem. A dúvida, a angústia e o sentimento de algo estar fora do lugar (mesmo que esse algo fosse eu) &#8211; tudo se encaixava e estava ali, pingado de quatro em quatro minutos. A gente é testado todos os dias, todo o tempo, e num dia calmo e ensolarado ou madrugada adentro, aquilo me vestia. Com o passar do tempo, a gente esquece dos fatos, e até das sensações. Só sabe que aquilo foi importante pra fazer a gente se tornar o que é agora, e a música tem esse caráter atemporal que te permite por alguns instantes transformar uma memória dispersa em algo novamente significativo.</p>
<p>Foi-se aquele tempo. Minha idade dobrou. Mas o significado daquela época, as lembranças que eu tenho daquilo que vivi, e tanto desses dias que foram e continuam sendo algo que só eu entendo o que significam e o quanto mexem comigo quando vêm à tona. Obviamente a gente cresce, fica menos urgente, passa a priorizar e se importar com coisas cada vez mais relevantes &#8211; e menos numerosas. Tira o pé. Já entrou no tal oceano, e viu que pra não afundar é só nadar. Às vezes cansa, às vezes excita &#8211; os dias vêm e a vontade em cada um deles é diferente. </p>
<p>Nesse caso, minhas memórias remetem a dias em que estive absolutamente sozinho, por opção ou não. Com a cabeça maturando mudanças que não fazia a menor ideia se seriam boas ou não, nem mesmo se aconteceriam. Mas eu precisava tentar, alguma coisa tinha que ser feita pra não me afogar naquilo tudo. Particular, essencial na época, e hoje parece até meio bobo se o repertório acumulado desde então for levado em conta. Mas foram meus momentos. Eram as minhas músicas, que eu guardava e escondia pra mim, e quando ninguém estivesse olhando, eu cantava do meu jeito, a plenos pulmões, querendo que por dento daquilo que sentia o rasgar fosse o mesmo que eu ouvia naquela voz.</p>
<p>O mundo girou, 5844 vezes exatamente pra ser exato. Explicar essas coisas agora parece algo adolescente, eu sei, mas a gente já foi assim, da mesma forma que já foi criança e um dia será velhinho. Rir do passado não é desmerecê-lo, mas saber que a gente cresceu. Que dificuldades foram superadas. Que somos mais donos hoje em dia do nosso próprio destino, mesmo que esse oceano de fato não tenha fim e continuemos sem saber o que vamos encontrar, e nem quando, como e se vamos chegar a algum lugar. Mas saber que a vida não é uma linha reta, e que qual seja o destino que a gente escolhe, a gente sempre encontra pelo caminho outras pessoas nadando, igualmente sem direção e sem parâmetro. Escolhemos as melhores companhias, e a viagem deixa de ser tão assustadora assim. </p>
<p>E claro, levando junto trilhas sonoras igualmente importantes. No caso, meu rumo até amanhã pelo menos eu já sei qual é. Até mais, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_Lanegan" target=_blank>Lanegan</a>.</p>
<p><center><iframe width="469" height="318" src="http://www.youtube.com/embed/1lfd7zeHRRs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
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		<title>Um brinde pra realizar um sonho</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 04:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 6 Cusco/Machu Picchu Saímos do hostel a toque de caixa, dado que toda ansiedade é pouca quando seu próximo destino é &#8220;só&#8243; Machu Picchu. Descemos a rua, que equivale à &#8220;avenida principal&#8221; do vilarejo de Águas Calientes. Lá perto do final, ladeando o riozinho, estão estacionados os microônibus que levam os turistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 6<br />
Cusco/Machu Picchu</strong></p>
<p>Saímos do hostel a toque de caixa, dado que toda ansiedade é pouca quando seu próximo destino é &#8220;só&#8243; Machu Picchu. Descemos a rua, que equivale à &#8220;avenida principal&#8221; do vilarejo de Águas Calientes. Lá perto do final, ladeando o riozinho, estão estacionados os microônibus que levam os turistas que optam pela subida motorizada (e não pela trilha inca, um desafio pra um mochilão futuro &#8211; quem sabe). Do lado oposto da ruazinha, um guichê minúsculo onde são compradas as passagens &#8211; só de ida, ou de ida e volta &#8211; para chegar à cidade histórica. A subida não é pequena, mas uma ideia geral sobre esse caminho até lá em cima em fotos, mais pra frente.</p>
<p>Compramos e voltamos pra fila. Os ônibus saem um atrás do outro, portanto quase não há espera. Confortáveis, bonitinhos e ligeiros, pegamos o seguinte e fomos em frente. A subida demora mais ou menos uns 20 ou 25 minutos, se não estiver falando besteira. A montanha é cortada de lado a lado, e a trilha obedece um zigue-zague que vai exibindo aos poucos a maravilha que é o vale e seus relevos. </p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl01.jpg" title="Se você é gringo, sua passagem entrega." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl01.jpg" width="470" height="393"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl02.jpg" title="Caminhos tortuosos... lá ao fundo, um motorista manobrando." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Vale registrar também a dificuldade do trajeto, onde somente um ônibus sobre ou desce pela pista, e os recuos para que quem fica desvie de quem passe eram feitos nas curvas, com os motoristas exibindo uma perícia assustadora &#8211; fosse seguindo em frente, fosse numa marcha ré que beirava à insanidade. Tudo parte de um pacote de emoções inesquecíveis. Era final de manhã, quase começo de tarde, quando chegamos a Machu Picchu.</p>
<p>Antes de realizar o sonho, uma última parada. Sim, a Debs havia conseguido uma promoção em que almoçaríamos no Machu Picchu Sanctuary Lodge (que é um hotel bem do chiquetoso literalmente colado à cidade, e o único lá em cima), com buffet self-service completo e irrestrito, bebidas e sobremesa, por módicos U$ 20.00 por cabeça. Acreditem: não é qualquer besteira uma mamata dessas, e sim, a pequena pensou em tudo pra todos.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl03.jpg" title="Chegamos. A recepção do Machu Picchu Sanctuary Lodge." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl04.jpg" title="À esquerda, o restaurante. Ao fundo, a entrada da cidade." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl04.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl05.jpg" title="Nosso momento de maior luxo na viagem (até então pelo menos, com toda a certeza)." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl05.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl06.jpg" title="Um local perfeito pra brindar a realização de um sonho." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl06.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl07.jpg" title="Um pouquinho de tudo, porque a gente merece." rel="lightbox[mpsl]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_mpsl07.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Assim sendo, entramos pouco antes que uma horda de orientais povoasse o local. Restaurante bonito, comida BEM gostosa e local (leia-se &#8220;curry&#8221;, e isso será explicado mais adiante também), e um início de jornada que qualquer celebração seria incapaz de traduzir. Havíamos chegado lá. Era limpar o prato, levantar da cadeira e entrar em Machu Picchu.</p>
<p>E assim, fomos.</p>
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		<title>Blackbird</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 15:13:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse negócio de estar por conta é uma dureza que quem não tenta sequer imagina. É a forma mais literal, inconsequente e nua de se, ao custo que for necessário, tentar realizar um sonho. Sim, a gente nasce sozinho, pra crescer e viver pros outros. A essência do ser humano é ser ele mesmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse negócio de estar por conta é uma dureza que quem não tenta sequer imagina. É a forma mais literal, inconsequente e nua de se, ao custo que for necessário, tentar realizar um sonho. Sim, a gente nasce sozinho, pra crescer e viver pros outros. A essência do ser humano é ser ele mesmo com os aditivis de quem se ama e as lições de quem se perde. Somos nós, que nos criamos e reinventamos a todo momento. E se não os fazemos, devíamos.</p>
<p>Sei bem do quão difíceis têm sido meus caminhos, mas nesse momento não os troco por nada. E da mesma forma, muito me orgulha os que têm a coragem e a vonatde necessária pra mudarem o próprio rumo, e repensarem seus caminhos: seja numa mudança de rumos profissionais, numa viagem desbravadora, numa pisada fora da linha ou numa escapada da zona de conforto. Esses são os meus maiores espelhos&#8230; as pessoas que fazem da vida algo por vezes inesperado, nos tirando dessa inércia enlouquecedora que os mundo nos mergulha todos os dias.</p>
<p>Por isso mesmo, quando surge algo novo, de alguém querido, nada me resta a não ser apoiar. Viver junto quando possível. Dividir &#8211; comigo mesmo, com essa pessoa, e nesse momento, com aquela meia dúzia que insiste em vir procurar notícias por aqui. Era muito talento pra caber num banquinho e num violão, em rodinhas de amigos. Cabia ali algo mais&#8230; uma sequência, uma variedade de ritmos, e sim, a mesma voz de sempre. Parabéns neguinha: que seja o primeiro disco de muitos, com a qualidade que eu já conheço, e que eu espero, o mundo saiba a partir de agora.</p>
<p><center><iframe width="100%" height="470" scrolling="no" src="http://w.soundcloud.com/player/?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1713423&#038;auto_play=false&#038;show_artwork=true&#038;color=515151" frameborder="0" ></iframe></center></p>
<p>Um beijão, e voa alto.</p>
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		<title>Fuja para as montanhas</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 13:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 6 Cusco/Machu Picchu Ainda era cedo, mas muito cedo mesmo quando acordamos&#8230; coisa de 3 ou 4h da manhã, não me lembro bem. No hostel, o aviso de que banhos de madrugada corriam o risco de não serem quentes &#8211; devido ao racionamento que estava acontecendo naquela época, poderiam cortar a energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 6<br />
Cusco/Machu Picchu</strong></p>
<p>Ainda era cedo, mas muito cedo mesmo quando acordamos&#8230; coisa de 3 ou 4h da manhã, não me lembro bem. No hostel, o aviso de que banhos de madrugada corriam o risco de não serem quentes &#8211; devido ao racionamento que estava acontecendo naquela época, poderiam cortar a energia dos chuveiros. Pra nossa sorte, ainda não era hora de banhos gelados durante a viagem.</p>
<p>Descemos e pedimos um táxi. Colocamos nossas bagagens e seguimos em direção à Estação de Poroy, onde pegaríamos o trem que nos levaria a Águas Calientes &#8211; o vilarejo onde está localizada a cidade histórica. Porém, como nada pra gente é fácil&#8230;</p>
<p>&#8230;pouco antes de chegarmos à Estação, nosso motorista &#8211; Ruben &#8211; foi parado numa blitz policial que estava a alguns metros de Poroy. Pediram os documentos e rá &#8211; ele estava completamente ilegal! Sim, quanta alegria! Mas sabe-se lá como as coisas funcionam por lá, que ele deixou os documentos todos com o policial, e nos levou até nosso destino, anotando inclusive meu nome* para que no dia seguinte, quando chegássemos à noite ele pudesse nos buscar na mesma Estação. Tudo acertado, desembarcamos em Poroy e por lá esperamos até a partida do trem. Um salão amplo, limpinho e lotado de turistas. Essa é a &#8220;enorme estação&#8221;, e nada além disso. Um baita frio lá fora, nos protegemos com aquela enxurrada de roupas de frio que compramos por aqui e que estávamos loucos pra estrear.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy01.jpg" title="Muito cedo e muito frio..." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy01.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy02.jpg" title="...e esse era o nosso trem, todo bonitão." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy03.jpg" title="Hora de embarcar. Um climinha todo europeu rolando." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Além disso, vale o adendo: já tínhamos as passagens desde São Paulo. Essas coisas não se compra por lá. Assim como outras, que a Debs providenciou com uma tremenda antecedência. Já tínhamos destinos, horários e locais meses antes, o que permitiu além de um planejamento sem riscos antes da viagem, uma tranquilidade tremenda quando dentro dela. Poucas agências de turismo são tão eficientes quanto a pequena&#8230;</p>
<p>Eram 6 ou 7h quando nos chamaram para o embarque. Sentamos em mesas para 4 pessoas: eu e a Debs no lado direito, a Mel e a Paquinha do lado esquerdo. Não conseguimos sentar na mesma mesa, e os casais de ambas não pareciam muito sociáveis, simpáticos ou abertos a trocar as posições, e assim partimos. A Debs teve o cuidado de pesquisar um pacote mais bacana, dada a importância da viagem: estávamos indo pra Machu Picchu, caceta, e sim, aquilo era um sonho realizado que começou na cabeça dela &#8211; e eu me lembro do dia que ele me foi dito, lá pelos idos de 2006. Cinco anos até fazer uma vontade virar verdade é coisa que merece respeito e requinte, e ela não se absteve de ambos. Portanto, simbora aproveitar direito.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy04.jpg" title="E a viagem não demorou em se mostrar absolutamente linda." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy04.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy05.jpg" title="Um festival de casinhas simples pelo caminho, e as montanhas enevoadas atrás." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy05.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy06.jpg" title="Nossos lugares..." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy06.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy07.jpg" title="...num trem bem do bonito." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy07.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy08.jpg" title="Papparazzis?" rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy08.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy09.jpg" title="Sim, nós somos!" rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy09.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy10.jpg" title="Véia e sua lupa cósmica." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy10.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>A viagem dura aproximadamente 4 horas, mas não, isso não equivale à distância. O trajeto é feito calma e lentamente nesse horário, por esse tipo de trem, pois as paisagens entre origem e destino merecem sim contemplação. Nada se perde aos olhos de quem encontra ali pequenos vilarejos, plantações e pequenas criações, casinhas que parecem desenhadas, montanhas nevadas e o rio que acompanha o trajeto e rabisca de lá pra cá todo o caminho. Da mesma forma, o trem parece abraçar os passageiros durante o amanhecer, e o serviço prestado por sua tripulação dá balão em muita companhia aérea. A pequena havia caprichado&#8230;</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy11.jpg" title="Café de la mañana com Cueca-Cuela. Um oferecimento, Debs Bassi." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy11.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy12.jpg" title="Foto de casalzinho pra colocar no porta-retratos da sala." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy12.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy13.jpg" title="As cores de uma manhã cinzenta e preguiçosa." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy13.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Nos foi servido um café da manhã muito do bonitinho, e enquanto a Debs debulhava as fotos do nosso lado, a Mel fazia o mesmo do lado dela (e desviando da senhora que parecia o David Coverdale que sentava-se à sua frente e fazia a mesma coisa). Levamos trocentos cartões de memória e HD externo pra que justamente os momentos mais esperados &#8211; como esse, por exemplo &#8211;  não fossem economizados. Surtiu efeito, e todo mundo arrebentou em fotos. Até uma leve chuvinha caiu, mas nada que comprometesse a viagem, que foi linda.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy14.jpg" title="Cores do lado de fora também. E vaquinhas." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy14.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy15.jpg" title="E ovelhas." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy15.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy16.jpg" title="Como eu disse... bonito. Muito bonito." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy16.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy17.jpg" title="Parada na Estação de Urubamba." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy17.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy18.jpg" title="Detalhes dos vilarejos pelo caminho." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy18.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy19.jpg" title="Um amanhecer diferente e muito bacana." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy19.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy20.jpg" title="As nuvens sobem e nos acompanham em praticamente toda a viagem." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy20.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy21.jpg" title="Nuvens, montanhas, rio e o Sol se intrometendo." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy21.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy22.jpg" title="Mais algumas cores, e estávamos em Águas Calientes." rel="lightbox[poroy]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_06_poroy22.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Chegando a Águas Calientes, uma menina do hostel em que ficaríamos hospedados nos aguardava, e nos guiou dali até o dito (à pé mesmo, pois era tudo muito próximo e Águas Callientes é de fato um vilarejo &#8211; bem do arrumado, mas um vilarejo). Chegando lá, deixamos nossas coisas e saímos em seguida, já com a chave do quarto. Tínhamos um almoço dali a pouco, e não era qualquer almoço. Mas jajá eu conto.</p>
<p><em>* Essa informação causará uma piada infame daqui a pouco, e cuja qual sofro até hoje &#8211; e possivelmente levarei comigo pro resto da vida. Porque meu nome nunca é Marcelo: meu nome é Masili. Mas nem todo mundo assimila essas seis letras tão complexas&#8230;</em></p>
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		<title>Bye Grant, hello alpaca</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 15:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 5 Cusco/Vale Sagrado Na saída de Chinchero, um até logo ao nosso amigo Grant, que voltava para a terra do Tio Sam no dia seguinte e se mostrou um cara muito gente boa inclusive depois da viagem, quando nos escreveu por diversas vezes. Até hoje lhe devemos uma resposta de seu último [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 5<br />
Cusco/Vale Sagrado</strong></p>
<p>Na saída de Chinchero, um até logo ao nosso amigo Grant, que voltava para a terra do Tio Sam no dia seguinte e se mostrou um cara muito gente boa inclusive depois da viagem, quando nos escreveu por diversas vezes. Até hoje lhe devemos uma resposta de seu último e-mail, a qual pretendo fazer ainda hoje (e publicamente me comprometo a isso). </p>
<p>No microônibus, pouco mais de meia hora até voltar a Cusco. Nesse meio tempo, fomos entretidos por um cara que vendia o DVD de um tour 3D pelas principais atrações turísticas peruanas. Foi engraçado no começo, depois foi ficando chato e no final queríamos espancar o sujeito. Na real, a gente estava era morrendo de fome, e já tínhamos nosso menu na cabeça: o raio da pizza de alpaca, que daquele dia não passava.</p>
<p>Chegamos, e como tínhamos mais do que algumas moedas pra sopa, resolvemos arriscar a sorte e peneirar um restaurante que servisse a iguaria no centro histórico. Sabíamos que existia, mas não tínhamos ideia de onde. Aí aconteceu um momento bizarro da viagem&#8230;</p>
<p>Encontramos um lugar todo bonito, elegante, que servia a desgraçada da pizza. As três entraram na frente, e eu em seguida. Porém, assim que fechei a porta de vidro, olhei pra direita e duas mulheres sentadas uma de frente pra outra deram as mãos. Normal&#8230; casalzinho de meninas, a gente vê em qualquer lugar. Olhei ao fundo, e&#8230; mais duas. Olhei pra esquerda, mais duas. As três estavam sentando quando eu soltei um &#8220;vambora, que eu acho que não pertneço ao ambiente&#8221;. As três não entenderam nada, até cruzarem a porta e eu explicar o ocorrido. Virei piada na hora. E o restaurante chamava &#8220;Brava&#8221;. Tudo passou a fazer sentido.</p>
<p>Enfim, achamos outro lugar. Pizza e vinho, além de torradinhas de alho com preço convidativo. Subimos, e fomos entretidos com uma bandinha local (dessa vez sem playback), que com suas encantadoras flautas conseguiu fazer com que minha mãe aumentasse sua discoteca em um CD. Torradas, vinho (esses dois, na faixa) e uma pizza boa pra caceta. Quando chegou a conta, adoramos ainda mais a cidade. Vontade saciada com o devido requinte que o dia pedia, era hora de descansar. Afinal, acordaríamos dali a poucas horas, e o destino era Machu Picchu. Faltava pouco e a noite seria curta.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca01.jpg" title="Torradinhas de alho, que estavam pra lá de boas." rel="lightbox[pizzadealpaca]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca01.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca02.jpg" title="Saudosa alpaca, em todas as suas formas." rel="lightbox[pizzadealpaca]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca03.jpg" title="Parece piada." rel="lightbox[pizzadealpaca]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_pizzadealpaca03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
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		<title>Lá do alto, o que se vê</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 14:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 5 Cusco/Vale Sagrado Dentro do ônibus, a sensação era de cansaço. A tarde caía aos poucos, e o caminho era sempre pra cima. Em curvas sinuosas, áimos aos poucos cada vez mais alto. Quando parecia que estávamos chegando, não estávamos sequer na metade da subida. E assim foi. O céu acinzentando, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 5<br />
Cusco/Vale Sagrado</strong></p>
<p>Dentro do ônibus, a sensação era de cansaço. A tarde caía aos poucos, e o caminho era sempre pra cima. Em curvas sinuosas, áimos aos poucos cada vez mais alto. Quando parecia que estávamos chegando, não estávamos sequer na metade da subida. E assim foi. O céu acinzentando, e lá fora parecia cada vez mais frio. Algumas vezes a Debs ou a Mel tentavam uma foto externa. Abriam um pouco o vidro, e o vento vinha cortando como navalha. A chuva havia cessado, e caía agora uma garoa gelada &#8211; nada comparável ao aguaceiro do nosso destino anterior, e por isso mesmo havia esperança de coisa melhor em nossa chegada. </p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero01.jpg" title="Na enorme subida..." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero01.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero02.jpg" title="...paisagens que, assim como a altitude, nos tiravam o fôlego." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>E enfim chegamos a <strong>Chinchero</strong>, um distrito que fica a mais de 3700m de altitude. Descemos do ônibus e o frio de fato era descomunal. Minha mãe já estava num ritmo mais devagar que a gente, e foi preciso um pouco de calma pra acompanhá-la até o ateliê que ficava localizado no alto de uma escadaria logo após a entrada. Subimos e ao chegar lá em cima, nos acomodamos ao redor de duas artesãs, que nos explicariam durante alguns minutos como são feitas as peças de lá tecidas pelos locais, e seu jeito absolutamente rústico e natural de coloração, que humilha qualquer processo mais moderno, tal a força que as cores ganham após o tingimento &#8211; que é feito com sucos naturais, seivas e até com bichinhos esmagados. Um barato.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero03.jpg" title="Na chegada - oras - uma escada..." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero04.jpg" title="...que nos levava ao ateliê das cholas coloridas." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero04.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero05.jpg" title="A paisagem do alto do distrito, igualmente linda e gelada." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero05.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Vale também atentar que assim que todos chegam e se acomodam para a demonstração, duas ou três cholas vão distribuindo chá de coca para os turistas &#8211; para esquentar um pouco o corpo naquele frio todo, e para amenizar os efeitos da altitude. Sim, porque não é por ser de um lugar simples que as pessoas tratam mal seus visitantes (e potenciais clientes). A demonstração foi divertidíssima, com a artesã/mestre de cerimônias brincando com todos, mostrando suas ferramentas de trabalho e contando um pouco mais da história do povo peruano. Após concluir a demonstração, dá-se uns 20 minutos para as compras &#8211; que são volumosas, praticamente de todos, e nos incluímos nisso. As peças são lindas e valem o investimento. Mas esqueça a pechincha: as artesãs são duras na queda e o preço só baixa depois de muito bate-boca.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero06.jpg" title="A demonstração das cholas - de pé e no fundo da imagem." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero06.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero07.jpg" title="A magia das cores..." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero07.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero08.jpg" title="...com tinturas das mais improváveis." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero08.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Nosso guia então nos levou à igrejinha (Iglesia Virgen de Natividad) no alto do distrito, onde antes mesmo de nos reunirmos pudemos observar a chegada da noite lá do alto. Uma paisagem absolutamente fantástica, pra fechar de forma maiúscula um dia espetacular. Entramos, e na igreja soubemos maiores detalhes sobre as crenças, deuses e significados da cultura peruana, e de que forma eles foram capazes de camuflar seus próprios credos de forma que os espanhóis não notassem que sua cultura sobrevivia implícita em obras e mensagens aparentemente européias. Pra gente se emocionar, tamanha a capacidade e força de um povo que a gente conhece tão pouco. Saímos de lá babando por mais informação, e querendo mergulhar de cabeça no universo dos incas. Se existia alguma dúvida de que tanta correria durante a viagem valeria a pena, ela acabava ali. E o dia também.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero09.jpg" title="Cai a noite, e a imagem é absolutamente fantástica." rel="lightbox[chinchero]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_chinchero09.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Jajá, as despedidas e umas novidades.</p>
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		<title>O nome mais difícil da viagem</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 17:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[[Viagem] Peru/Bolívia 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[19/set/2011 – dia 5 Cusco/Vale Sagrado Pegamos o microônibus e seguimos viagem até um restaurante no meio do Vale Sagrado, afinal, almoçar é algo tão sagrado quanto qualquer sítio que visitássemos&#8230; Nossa parada foi em Urubamba, onde pudemos durante uma hora desfrutar mais um pouco do rango local, com seus milhos gigantes e até um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>19/set/2011 – dia 5<br />
Cusco/Vale Sagrado</strong></p>
<p>Pegamos o microônibus e seguimos viagem até um restaurante no meio do Vale Sagrado, afinal, almoçar é algo tão sagrado quanto qualquer sítio que visitássemos&#8230; Nossa parada foi em Urubamba, onde pudemos durante uma hora desfrutar mais um pouco do rango local, com seus milhos gigantes e até um feijãozinho apimentado (que estava meio duro, mas quem se importa nessas horas?). Vale o registro que no restaurante &#8220;tocavam&#8221; uns artistas locais &#8211; sim, música ao vivo era um dos atrativos &#8211; porém, num playback descarado, e ao lado obviamente aquela pilha imensa de CDs. Comida, xixi e baterias renovadas, bora seguir viagem.</p>
<p>Pouco mais à frente, o ônibus faz uma pausa rápida num lugar todo bonito, de onde sai Grant, nosso herói americano que havia comprado um pacote mais chique que o nosso e havia almoçado coisa bem mais gourmet. Obviamente o fato somou-se às piadas internas que já fazíamos. Segumos em frente. E o tempo foi fechando&#8230;</p>
<p>&#8230;até nossa chegada a <strong>Ollantaytambo</strong>. Não havíamos levado nossos casacos impermeáveis, dado que pela manhã estava um Sol bem do bonito. Conclusão? Capas de chuva, que os locais avançaram oferecendo sobre a gente assim que descemos do coletivo. Não lembro quando pagamos, mas foi coisa ridícula de barato. Porém, ridícula também era a capa, como vocês podem notar nas fotos seguintes. Mas protegidos que estávamos, era hora de encarar a pedreira. Literalmente.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo01.jpg" title="A chegada molhada no sítio." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo01.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo02.jpg" title="Paquinha, experimentando a capa colorida." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo02.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo03.jpg" title="Uma legião de pontinhos coloridos." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo03.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Vou colar a definição da Wikipédia pra facilitar o trabalho sobre as explicações necessárias &#8211; e são necessárias mesmo:</p>
<p>&#8220;Ollantaytambo ou Ullantaytanpu é uma obra monumental da arquitetura incaica. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original. Trata-se de um dos complexos arquitetônicos mais monumentais do antigo Império Incaico. Comumente chamado &#8220;Fortaleza&#8221;, devido a seus descomunais muros, foi na realidade um tambo ou cidade-alojamento, localizado estrategicamente para dominar o Vale Sagrado dos Incas. O tipo arquitetônico empregado, assim como a qualidade de cada pedra, trabalhada individualmente, fazem de Ollantaytambo uma das obras de arte mais peculiares e surpreendentes que realizaram os antigos peruanos, especialmente o Templo do Sol e seus gigantescos monólitos. Algumas das rochas utilizadas na construção são somente encontradas a alguns quilômetros da cidade, o que revela o domínio de técnicas avançadas de transporte de rochas. As pedras eram trabalhadas antes de serem transportadas e nesse trabalho eles deixavam sulcos para facilitar o transporte, mediante amarração de cordas.&#8221;</p>
<p>Um lugar lindo, impressionante e alto pra burro. E naquele momento, molhado. Começamos a subir as escadarias* e logo no primeiro recuo minha mãe resolveu (sabiamente) não encarar o desafio. Enquanto ela ficou lá embaixo, subimos junto com o guia e o grupo para conhecer o complexo. Entre muitas explicações sobre as portas, as estruturas e tudo mais, ficou um sentimento de frustração implícito pela chuva. Aquele lugar é realmente muito bonito, mas a água não ajudava e as paisagens estavam todas enevoadas. Subimos um pouco mais, vasculhamos alguns cantos mas certamente não aproveitamos aquele local como gostaríamos. Descemos, reencontramos a véia, tomamos um pouco mais de chuva e o grupo então regressou.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo04.jpg" title="Um verdadeiro escorregador." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo04.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo05.jpg" title="Algumas das muitas construções no alto do Vale." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo05.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo06.jpg" title="Detalhes das incríveis muralhas." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo06.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo07.jpg" title="O que é um pontinho amarelo entre as pedras? Minha mãe." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo07.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo08.jpg" title="As nuvens, deixando a paisagem ainda mais misteriosa." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo08.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo09.jpg" title="Alegria e satisfação com a chuvarada." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo09.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo10.jpg" title="Na falta de sol, as cores dos capuzes." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo10.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo11.jpg" title="Sim, é alto." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo11.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p>Minha mãe, que é tão dada quanto eu, ganhou a simpatia do nosso guia &#8211; que lhe entregou a bandeirinha do grupo e emprestou seu lugar a ela por alguns instantes. Pra desmentir qualquer possibilidade da Paquinha não ter se divertido durante a viagem, ou achado ruim que choveu, que estava frio, que estava desconfortável, enfim&#8230; algumas imagens, que valem sim mais do que qualquer palavra escrita.</p>
<p><center><a href="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo12.jpg" title="Guia turística por alguns minutos." rel="lightbox[ollantaytambo]"><img src="http://www.masili.com.br/images/pb_05_ollantaytambo12.jpg" width="470" height="353"/></a></center></p>
<p><center><iframe width="469" height="318" src="http://www.youtube.com/embed/DBqxGahyXh0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>É impossível negar que a gente já estava num razoável bagaço, e que a tarde com esse tempo não prometia muita coisa além daquilo que já havíamos vivido. Porém, viagem é viagem, e a gente sempre acaba se surpreendendo quando menos espera. De volta ao ônibus, ainda havia um último destino antes de cair a noite.</p>
<p><em>*Sempre que esse tipo de referência surgir num sítio arqueológico, entendam como sendo um conglomerado de pedras nada simétricas que possui a mesma função de uma escada. Porém, seus acessos são absolutamente distintos. Os incas eram altos &#8211; e os degraus também são. Da mesma forma, são pedras pouco trabalhadas, apenas na suficiência de atingir a esses objetivos de acesso.</em></p>
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