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	<title>marcelo spacachieri masili &#124; 3M</title>
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	<description>Um pedacinho de vida escrita.</description>
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		<title>100</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Só lembro de estar na sala, esperando meu pai voltar da padaria, e enquanto isso assistia à final do Paulistão de 88 entre Corinthians e Guarani. Meu pai havia comprado pra mim o time de botão do Guarani, que fazia companhia na caixinha ao do Coritiba. Havia lá um do São Paulo, o qual sabe-se lá por quê nunca relei o dedo. Lembro também de no primeiro tempo da prorrogação colocarem pra jogar um tal de Viola. Achei o nome ótimo daquele neguinho magrela, e passei a prestar um pouco mais de atenção ao jogo. E então, aconteceu isso:</p>
<p><center><object width="470" height="377"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BcdFGF7vQOU?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BcdFGF7vQOU?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="470" height="377"></embed></object></center></p>
<p>E acho que foi aquela multidão soltando fogos, berrando e pulando que me deixou com cara de bobo, não entendendo absolutamente porra nenhuma do porquê aquilo ser tão importante, tão grandioso. Eu só tinha oito anos, e nunca havia visto uma festa tão grande. Só mais tarde eu fui entender que tudo era sofrido pra esse povo, e por isso mesmo, comemorado como se fosse a última coisa a se fazer. Foi encantador, e definitivo.</p>
<p>A paixão surgia ali. E a cada jogo, dali em diante, a cada gol a festa se repetia. Daquela forma, somente naquelas cores. E cada vez maior e mais intensa. Não era necessária idade tampouco experiência pra entender o que era o Corinthians. E hoje, 100 anos depois do lampião, 30 milhões se encantam, vibram, torcem e choram nessa nação, cujos habitantes jamais pensaram em cruzar seus territórios. E ainda tem lugar pra muita gente.</p>
<p>Eternamente, dentro dos nossos corações.</p>
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		<title>Desopilando</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 21:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Umbigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Com direito a musiquinha-tema e o escambau. Essa semana foi especialmente desagradável, graças a algumas pessoas às quais espero estar cortando laços daqui em diante. E graças a mim também, por ter certas convicções e, com elas, me tornar intolerante a coisas até então suportáveis. Coisas como essa maldita relação virtual, que destrói a imagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com direito a musiquinha-tema e o escambau.</em></p>
<p>Essa semana foi especialmente desagradável, graças a algumas pessoas às quais espero estar cortando laços daqui em diante. E graças a mim também, por ter certas convicções e, com elas, me tornar intolerante a coisas até então suportáveis. Coisas como essa maldita relação virtual, que destrói a imagem de pessoas que pessoalmente são diferentes daquilo que insistem em demonstrar via web.</p>
<p>Tem cara de competição essa coisa de parecer legal (ou mais legal, ou &#8220;bem-sucedido&#8221;) por trás de um avatar e de textinhos pretensiosamente polêmicos. Ou então aquela diarreia de xingamentos e inconformismos com o mundo, as pessoas, e tudo o que não é do seu agrado. Assim como aquela avalanche de relatos como &#8220;estou no banheiro&#8221;, &#8220;estou no médico&#8221;, &#8220;estou na rede&#8221; ou &#8220;estou na putaqueospariu&#8221;, que entopem a lista daquela ferramentinha dinâmica chamada Twitter, mas que cada vez mais dá voz a um besteirol desenfreado em detrimento a alguma coisa um pouco mais interessante. Ok, cada um que use as ferramentas como melhor lhe convier. Mas depois não venham encher meu saco se o desinteresse se fizer mais presente do que o real desejo em saber o que esse ou aquele &#8220;amigo&#8221; pode trazer a mais pro meu dia.</p>
<p>E é engraçado como essas coisas funcionam. O desinteresse causado espontaneamente por esse bando de gente idiota e robotizada pode gerar duas consequências: aturar tudo isso de bico fechado, e caçar uma ou outra coisa bacana nadando numa piscina de merda; ou tomar uma providência, e ter sua &#8220;amizade&#8221;, seu humor ou até mesmo seu caráter contestados. Experimentei ambas as coisas, e optei pela sinceridade. Já deu.</p>
<p>Eu prefiro o telefone. Prefiro marcar almoços. Prefiro e-mails. Convivo muito bem com a tecnologia, mas não troco pizza por chat com webcam. Amo o idioma do país, e não aguento essa preguiça cada vez mais comum das pessoas de escrever. <em>Fikdik, trollar, stalkear, kkkkk</em>&#8230; isso é coisa de alienígena, ou dessa gente indoor que tem mais medo de ficar sem conexão do que de se olhar no espelho, e ver algo diferente da foto do MSN. Adicionar no Facebook é muito mais simples do que falar bom dia. Seguir no Twitter é mais conviniente do que chamar pro almoço. E se não há recíproca nesses casos (ou nos outros inúmeros e semelhantes), você é grosso, babaca, estúpido, antissocial. </p>
<p>E fora os cidadãos contemporâneos a este, mas com problemas dignos da molecada da sala C da 7ª série. É triste você ver as pessoas com a sua idade ou até mais velhas que você fazendo de uma noite mal dormida, de um problema no celular, de uma reportagem na TV, de uma opinião atravessada ou da &#8220;ondinha do dia&#8221; na internet um turbilhão digno de mudanças drásticas no rumo da humanidade. Essa gente nunca viveu um problema de verdade, não é possível&#8230; pagar as contas, lavar uma louça, oferecer ajuda pro cara do lado que está se fodendo no trabalho ao invés de acusar a consipiração universal como culpada pelo chororô diário, isso ninguém quer. Acordar pra vida nunca é tarde, porque hoje por exemplo eu não me preocupo mais se a menina de olhos claros me acha legal. Futebol não é a razão da minha vida. E eu cago montanhas quanto à minha popularidade perante &#8220;a galera&#8221;. Não sou obrigado a agradar a todos, GRAÇAS A DEUS.</p>
<p>Não ligo mais.</p>
<p>Resolvi limpar essa tranqueirada da minha vida. Tem muita gente com muita coisa legal por aí, e nem sempre se esforçando em aparecer como essa cambada de pipoca. Tenho uma família pra cuidar, uma casa pra sustentar, uns sonhos pra alcançar e amigos de verdade pra me importar, além de muita curiosidade por coisas novas. Esse papinho mais vazio que meu bolso no fim do mês pouco me interessa. Então, pra quem quiser se doer, morfina. E área.</p>
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		<title>As idas e as vindas</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 17:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidinha]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro telefonema de madrugada, com as piores notícias. Estar sem os seus por perto nessa nova vida de casado te faz por vezes virar pai, amigo, irmão, mais do que companheiro, e somente um abraço entre tantos, mas o primeiro no momento em que soubemos da partida do seu Ricoy, sexta passada. Assim foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro telefonema de madrugada, com as piores notícias.</p>
<p>Estar sem os seus por perto nessa nova vida de casado te faz por vezes virar pai, amigo, irmão, mais do que companheiro, e somente um abraço entre tantos, mas o primeiro no momento em que soubemos da partida do seu Ricoy, sexta passada. Assim foi nossa sexta-feira, de saudades de nós dois. A Debs que perdia seu último avô, e eu (por que não dizer, uma vez que nossa família é de fato nossa) que me despedi da figura mais próxima que tive de um avô. Os pais da minha mãe e do meu pai morreram antes que eu pudesse conhecê-los, e nossa mesa de domingo na casa da família Bassi tinha sempre o vovô com a gente.</p>
<p>Dessa vez fui eu o suporte, e venho sendo desde então. Uma retribuição à De, que há exato um ano cumpria o mesmo papel quando da partida do meu pai. E muda o grau de parentesco, mas tristeza é tristeza, e os últimos dias foram sim amargos e doídos, principalmente pra ela. As visitas do sábado serviram de carinho e conforto pra pequena, que imagino eu, por alguns momentos colocou de lado a tristeza. Foi um alento, prévia de um domingo longo e amargo. Daqueles dias que a gente quer que acabe logo. A semana começou hoje, e voltamos às nossas rotinas. É mais fácil deixar que o tempo cuide de tudo isso, de novo.</p>
<p>E ao mesmo tempo, visitamos o Lucas ontem à noite, que já cresceu, mas continua com um sono maior do que qualquer dor ou qualquer alegria. E pouco antes, vimos as primeiras imagens da Mariana, a sobrinha que chega no final do ano. Sendo cutucada, remexida, medida e babada pela família. São as vidas que chegam, que começam agora, e que de alguma forma vêm preencher os vazios que a gente acumula com a saudade de quem se foi.</p>
<p>E vamos.</p>
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		<title>Bigoday</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 18:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://comicsanslovers.wordpress.com/2010/08/19/bigoday/" target="_blank"><img src="http://www.masili.com.br/images/bigodaymacho.jpg" alt="" / border=0></a></p>
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		<title>Das Auto</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 17:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[Um novo portifa, com novos trabalhos. Daqui a pouco&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/kombosa.jpg></p>
<p><em>Um novo portifa, com novos trabalhos. Daqui a pouco&#8230;</em></center></p>
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		<title>São Paulo, Brasil. Uma terça-feira qualquer.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 14:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidinha]]></category>

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		<description><![CDATA[São 7h da manhã. O despertador interrompe o sono e lá vamos nós. Terça-feira, 12 quilômetros até o trabalho, divididos em uma hora para o despertar, e uma para o trânsito. Banho quente, preguiça de sair debaixo do quadrado de vapor, acorda a esposa, que insiste em não sair da cama. Uns 15 minutos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São 7h da manhã. O despertador interrompe o sono e lá vamos nós. Terça-feira, 12 quilômetros até o trabalho, divididos em uma hora para o despertar, e uma para o trânsito. Banho quente, preguiça de sair debaixo do quadrado de vapor, acorda a esposa, que insiste em não sair da cama. Uns 15 minutos de Bom Dia Brasil, o único café decente do dia (já que o do escritório é pra lá de ralo e lavado), e vamos seguir o plano diário.</p>
<p>Três ruas abaixo, o trânsito trava. A esperança é a fuga via bairro, dado que o rodízio me pegou na única vez em que esqueci de sua existência, e repetir erro é coisa que eu não pretendo. A esperança do alento pelo bairro se perde depois de 15 minutos, quando na metade do caminho você percebe que apenas primeira e segunda marchas serão utilizadas dali em diante. Os jornais de 8 páginas que você recolheu nos semáforos servem de passatempo, quando a única coisa que resta é aumentar o som do rádio e relaxar. É nossa rotina inevitável. A cidade, quando trava, trava inteira, e dali em diante é refletir sobre o que está a nosso alcance para manter a sanidade mental e não estragar definitivamente nosso dia. Afinal de contas, ainda são 9h e uma história inteira está para ser escrita.</p>
<p>Uma buzina toca, desenfreada. Algum imbecil, escondido por detrás dos vidros pretos de um Civic, Corolla ou uma SUV qualquer. Sempre são eles, com raras exceções. Começam a esbravejar, e alguma outra besta humana acha que duas buzinas funcionam mais que uma. Complexo de Moisés que não funciona, e em poucos segundos o que era um mar de conformismo transforma-se no caos encarnado. Lembramos que somos paulistas, e sentimos vergonha de termos chegado a esse ponto da falta de civilidade. Notamos que dirigimos muito mal, que o relógio da manhã parece ser mais importante do que a educação acumulada em mais de década. Desrespeitamos o direito do outro. Cavocamos 20 centímetros de espaço, que serão engolidos no próximo avançar dos carros. Não há música que toque mais alto que isso. Um desconforto no estômago por um nervoso desnecessário. Dali em diante, o procedimento de enervar-se e acalmar-se vai de acordo com a capacidade de cada um em abstrair desse ambiente inóspito, irritante, deprimente. </p>
<p>Você lê no jornalzinho que a campanha eleitoral começa hoje, com aquele monte de gente de plástico e maquiada falando sobre desenvolvimento, prosperidade, educação, emprego. Lembra-se que o discurso era o mesmo há 20 anos, e dali em diante mudou somente de nome, de cor, de tom. Imagina o quanto vão discutir sobre isso os retardados que acreditam que qualquer coisa possa mudar dessa vez. Seu carro cai no buraco. As feições de cada um no ponto de ônibus são mais sinceras do que qualquer discurso político. O Corolla corta novamente a sua frente, e as buzinas continuam esbravejando. Um motoqueiro quase cai logo ali. Você olha em volta e desacredita um pouco mais. São 9h30 e você não andou meio quilômetro. Sente saudades da cama, da esposa, do falar baixinho, do controle remoto e das meias felpudas. Sabe o quanto tem que fazer durante o dia, e quanto de fato fará. Tenta fugir da paranoia do relógio, e de alguma forma consegue. Entra uma música boa no rádio. Você canta junto. O trânsito anda.</p>
<p>O despertar acontece antes do dia de fato começar, duas horas depois do previsto. Mais músicas te esperam no escritório. Os amigos também. O cheirinho do almoço, e até o café lavado. Tranca-se o carro com todo o stress nele acumulado nas últimas horas. Ligar só pra dizer que ama. Curtir o frio, e depois o conforto. Sentar, escrever. Não desanimar, e não sonhar com o impossível. Começar. Porque tudo isso é São Paulo, e mesmo assim a gente não sai daqui.</p>
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		<title>11°C</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 00:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após uma semana atribulada, descansamos. Da maternidade à UTI, nos desdobramos durante os últimos dias. Que aos poucos, passaram, e tudo foi melhorando, com um ápice de boas notícias ontem à noite. O tempo voou, e hoje o frio, a ventania e a umidade trouxeram o clima perfeito para o descanso. Nos demos ao direito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após uma semana atribulada, descansamos. Da maternidade à UTI, nos desdobramos durante os últimos dias. Que aos poucos, passaram, e tudo foi melhorando, com um ápice de boas notícias ontem à noite. O tempo voou, e hoje o frio, a ventania e a umidade trouxeram o clima perfeito para o descanso. Nos demos ao direito de um almocinho mais chiquetoso, e desde o início da tarde, nos protegemos desse frio no aconchego do lar &#8211; e que gostoso é falar isso, pois nossa casa já é sim um lar, assumidamente nosso e saudoso quando da distância. Resolvemos, porém, dar um chute na preguiça, e exercitamos nosso ócio criativo: cada um a seu modo&#8230;</p>
<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/elatrabalha.jpg></p>
<p><em>A pequena, chegando aos últimos momentos de seu desafio pessoal de 3 mil peças&#8230;</em></center></p>
<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/eutrabalho.jpg></p>
<p><em>&#8230;e eu, preparando o terreno para a volta do portifa.</em></center></p>
<p>Daqui a pouco, <em>Guerra ao Terror</em>. Provavelmente acompanhado de uma sopinha e um edredon conjunto. Dias frios aos finais de semana são deliciosos, sim. E dão o fôlego necessário pra que a gente possa retomar a vida, e tudo aquilo que vem junto no pacote: família, amigos, clientes, e tudo mais o que forma a nossa rotina.</p>
<p>Hora de voltar ao trabalho. Até.</p>
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		<title>O essencial</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 13:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Um oferecimento de Luana Lamas, numa indicação muito feliz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><object width="470" height="264"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12890334&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=59a5d1&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12890334&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=59a5d1&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="470" height="264"></embed></object></p>
<p><em>Um oferecimento de <a href="http://luanalamas.wordpress.com/" target=_blank>Luana Lamas</a>, numa indicação muito feliz.</em></center></p>
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		<title>As memórias</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 16:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
				<category><![CDATA[3minutos]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se vão mais de 8 anos desde que eu comecei esse blog. Somente semana passada eu terminei de publicar os arquivos que se perderam no tempo, em outras versões e em outros servidores, mas que de uma forma ou outra consegui recuperar. Textos de 2002 em diante, sendo que nem todos tiveram uma segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já se vão mais de 8 anos desde que eu comecei esse blog. Somente semana passada eu terminei de publicar os arquivos que se perderam no tempo, em outras versões e em outros servidores, mas que de uma forma ou outra consegui recuperar. Textos de 2002 em diante, sendo que nem todos tiveram uma segunda chance: paixões antigas, alguns mimimis com a vida, ou coisas que iam além dos limites da idiotice. Perderam-se também alguns textos bons, mas muito poucos. </p>
<p>Mas poucos pra realidade dos dias de hoje. Lembro muito bem de me orgulhar daqueles arquivos antigos a cada nova publicação. E hoje, quando releio grande parte deles, às vezes tenho até vergonha &#8211; seja de mim, das minhas opiniões, ou sobre esse ou outro contexto no qual eu gastava muito tempo pra pouco resultado. Coisas que, olhando hoje, não se justificam, mas que quando eram parte da minha rotina, valiam cada palavra. Foi esse passar dos anos que me fez trazer ao blog não o desejo de milhares acessos, a busca por novos amigos, nem a popularidade imbecil que a internet permite aos que vivem pra ela, e não com ela. Tornou-se sim um registro de vida. Um scrapbook de pequenas memórias que por algum motivo mereceram registro. Serviu às vezes de divã, ou de válvula de escape. Outras vezes, de vitrine para um ou outro trabalho do qual tive orgulho de criar ou participar. Sempre dão as caras por aqui os de sempre, há anos. E isso já me deixa feliz. Escrever é um bom hábito &#8211; por sinal, dos bons hábitos que não possuo, como praticar esportes, ler bons livros ou dormir oito horas por dia, escrever talvez seja a forma que eu encontro de fazer as pazes comigo mesmo.</p>
<p><center><object width="470" height="377"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ol-KrTTta4g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ol-KrTTta4g&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="470" height="377"></embed></object></p>
<p><em>Só pra quebrar um pouco tanto texto. Então, que seja com uma boa música, de uma boa banda, e que eu já curtia desde 2002, pra não perder o contexto&#8230;</em></center></p>
<p>Do primeiro ao último textos, as diferenças são dantescas. E só aumentam. Não sou melhor hoje do que era há 8 anos, mas muitas são as diferenças. Esse tipo de percepção não aumenta só a autocrítica (quanto àquilo que fomos, e que somos), mas te permite notar que nem todas as coisas e pessoas mudaram tanto assim. Algumas, inclusive, falam e tratam da vida hoje como eu tratava duas Copas atrás. Os discursos destoam, e a paciência encurta. Acho que eu não seria tão paciente ou tolerante com o Masili dos 22 anos, falando aquele monte de besteira hoje em dia. Crescer significa acumular esse repertório quase que instantâneo de mudanças. Aprender com elas. Mudar pontos de vista. Tomar novos rumos. Nem sempre os que acompanhavam seus passos antes querem acompanhá-los agora. Amigos de infância, que eram tantos, hoje cabem nos dedos de uma mão. Colegas de trabalho. Membros da família. Músicas prediletas. Lugares favoritos. Chegam, saem, voltam, somem, reaparecem. Mudamos sempre, e mudam com a gente.</p>
<p>Foi-se um ano desde a maior mudança da minha vida, e daquilo vieram outras tantas. Lidar com a morte, a vida, a mudança de família, de endereço, de sonhos, de singular pro plural. Leio hoje aqueles textos e vejo que os parâmetros de grandes conquistas foram-se por água. O beijo da menina da faculdade não é nada comparado à prestação do apartamento; empregos vão e vêm, e nada é definitivo; deixa-se de aprender em anos, aprende-se muito em dias. Pessoas deliciosas tornam-se um pé no saco quando não se renovam, e são chutadas pra escanteio, e o caminho inverso idem. Meninas emburradas ganham seu coração e dividem uma vida.</p>
<p>É muito gostoso notar essas mudanças. Lê-las, procurá-las nas pessoas de hoje, e encontrar. Notar que cada parágrafo, aos poucos e numa linha contínua, fazem sim muito sentido. Permitir-se mudar de opinião, e de prisma. Ao invés de ter sempre a mesma reação a cada crítica, vestir uma roupa diferente por um momento e experimentar ser outra pessoa. Encantar-se com um passo adiante, que nem sempre é uma mudança enorme, mas somente um &#8220;sim&#8221; no lugar do &#8220;não&#8221;, o respirar por dois segundos a mais, e dar à razão o lugar da fúria. Acertar o passo. Esse meu velho hábito aqui não modela o abdômen, nem me deixa mais ou menos informado, inteligente ou interessante. Mas é sim o melhor espelho desse caminho de cada uma das minhas escolhas desses últimos oito anos e meio.</p>
<p>Notar tudo isso é somente consequência.</p>
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		<title>Afinal, não é todo dia que a gente é tio&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 16:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Masili</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eram 4h50 quando o despertador tocou. Pulei logo da cama, sabendo que se eu ameaçasse fazer uma horinha a mais, o combinado iria por água abaixo. Buscar a mãe às 5h30 enquanto a esposa tomava banho. Voltava pra casa, pegava a Debs e íamos os três ao hospital, chegando com folga para o parto. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eram 4h50 quando o despertador tocou. Pulei logo da cama, sabendo que se eu ameaçasse fazer uma horinha a mais, o combinado iria por água abaixo. Buscar a mãe às 5h30 enquanto a esposa tomava banho. Voltava pra casa, pegava a Debs e íamos os três ao hospital, chegando com folga para o parto. A Agnes havia sido internada às 5h, a cesariana estava marcada para as 7h. Pode parecer besteira, mas esse tipo de sensação de alguém chegando na família nunca foi tão próxima, não nesses últimos 30 anos. O primeiro dos irmãos, dela e meu. O filho do Denis agora, a filha do Mauricio no final do ano. E indiretamente a gente dá uma babada de ovo aqui, outra ali, e a disposição e o atropelo na ainda madrugada davam a perfeita noção de que fazíamos sim parte daquele contexto todo.</p>
<p>Chegamos cedo ao São Luis. Procura-se o quarto, a recepção, a sala de espera, a cafeteria &#8211; pois isso não é hora de acordar e o sono se faz ouvir quase tanto quanto o choro de um bebê. Aos poucos a família é reunida. Tentamos conectar o notebook à rede do hospital para assistirmos ao parto. Paga-se mais uma taxa, e nada de conexão. E tenta-se, e tenta-se, e tenta-se de novo, até um comercial em loop entrar numa nova janela e nos servir de alento. Sim, quando nascer, a gente vai ver. Nisso, um bebê chega ao berçário. O primeiro do dia, mesmo nome do nosso: Lucas. Lembro bem desse ser um dos nomes que eu gostava quando pequeno. Mas esse era japonês, amassado, um pezinho torto. Bebê grande, com cara de bebê, o que significa que nem identidade tem ainda: parece sim um joelhinho, com uma boquinha minúscula e bracinhos que não entendem bem o que fazer fora da barriga da mamãe. Chora, dorme, se sacode, e a família dele ali, abarrotada no vidro. O pai que tira foto atrás de foto e não pára de sorrir. Chegam mais e mais pessoas, e cada uma o abraça comemorando aquele momento que, sabe-se muito bem, muda a vida de qualquer um. </p>
<p>Eram mais de 8h e nada do Lucas, o nosso, chegar. Desce mais um pacotinho, chamado Rafael. Uma família italiana ali ao lado, fazendo o que os italianos fazem numa hora dessas: abraços, pulos, mais abraços, comentários babões, sorrisos descabidos. Esse até parecia mais calminho, mas dada a família que lhe espera, isso com certeza durará pouco. Nosso vídeo continuava em loop, e enquanto isso fui lá fuçar os bebês alheios. Achava que um dos caras da tal família usava peruca. Cinto branco, camisa polo, calça esquisita, falei mal das roupas do tal senhor em off, e quando menos esperava ele dá um tapa nas minhas costas, segura no meu braço e emenda: &#8220;Tá explicado porque o Rafael chora tanto! Olha a camisa desse cara!&#8221;&#8230;</p>
<p>Bambi italiano engraçadinho.</p>
<p>Eis que a imagem na tal da câmera que só exibia o tal comercial em loop muda para a Agnes, já recebendo o bebê nos braços. Denis meio atrapalhado, logo atrás, fotografava e verificava se o bebê tinha de fato os dez dedinhos nos pés. Pouco depois, era ele a segurar aquele montinho de gente, e em seguida abraçava e beijava a agora mamãe. A gente aqui, meio com cara de paspalho, se divertindo naquele momento fofinho. Corta a imagem. Acabou. Fomos fazer fila em frente ao berçário.</p>
<p>Loteamos as poltronas. Preparamos as máquinas fotográficas. Chega aquele bolinho de pele cor de rosa, cara de quem preferia estar de volta ao quentinho lá de dentro da mamãe. Assim que deitam o pequeno na incubadora, um monte de marmanjos desmantelam-se do lado de cá do vidro. Já começa-se a procurar semelhança com pai ou mãe, mas na real todo bebê é amassado. Mas nessa hora vale tudo. Fui incumbido de buscar o pai após a enfermeira procurar por ele. Subi correndo, e encontro aquele ser descabelado, com um sorriso descabido na cara. Sorriso inédito, de quem sacou que a vida mudou quando aquela coisinha apareceu. Descemos falando pouco, felizes, eu por ele, ele por tudo. Ali tinha cansaço, sono, mas tinha também um novo carinho, um negócio diferente, um orgulho de tudo ter dado certo. A vida recomeçava ali, de certa forma, pra todos nós. E começava pro Lucas.</p>
<p><center><img src=http://www.masili.com.br/images/lucas.jpg></center></p>
<p>Bem-vindo, molequinho. Um beijão do seu tio.</p>
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